A ação de um inspira a mudança de muitos.
O Universo até onde a luz permite observá-lo, tem um
diâmetro de 93 milhões de anos-luz.
Sabendo que cada ano-luz é
equivalente a 9,5 trilhões de Km, e que o Universo continua sempre em expansão,
a sua dimensão vai muito além do que se pode imaginar... E permanece um
mistério!
Diante disso, Chico Xavier, na sua modéstia, se via como
um “cisco
de Deus”. Dizia brincando: não sou Chico; sou o “Cisco Xavier”.
E esta autoavaliação de “absoluta insignificância” perante
Deus, tornou-se pela sua ausência de vaidades um “slogan de humildade”.
Chico psicografou mais de 450 livros, com mais de 50
milhões de exemplares vendidos; e se ele é só um cisco na ordem das
coisas, o que pensar de nós nessa imensidão cósmica! Somos o quê? Um “cisquinho”?
Mas, não diga que “somos nada”. Isto seria uma ofensa a
Jesus que ensinou que “Somos
deuses”! Pois, somos, sim, uma “Partícula Divina”! E falar que “nada
somos” soa como uma blasfêmia contra Deus – Nosso Pai.
O Amor de Deus
é o maior tesouro da humanidade.
Nós somos, herdeiros do Amor de Deus e o nosso maior patrimônio é o Tempo, que é igual para todos. E a nossa maior riqueza é a Experiência adquirida durante o
processo evolutivo.
Assim, não importa quão pequeno seja uma pessoa. Dentro
de um sistema de compartilhamentos, onde cada
um faz a sua parte, é possível que todos juntos consigam atracar num porto
seguro de prosperidade!...
Uma fábula ilustra bem isso!...
Numa floresta tropical, habitada por uma variedade de
animais, logo que entrou o verão surgiu uma enorme seca, provocando na mata incêndios,
que logo se espalhavam. Os animais assustados fugiam em busca de um abrigo
seguro; correndo todos na mesma direção para bem longe daquele fogo.
Um Canarinho do
peito amarelo, contrariando o impulso natural da sua espécie despertou a
atenção por voar na direção oposta aos demais. Ele seguiu convicto, assim, até avistar
um rio ali perto. Então, encheu seu biquinho com um pingo d’água e começou a
despejá-lo sobre as chamas. E repetia isso incansavelmente, mesmo sem impactar
o incêndio... Mas, não desistia!...
Os outros animais, espantados com a persistência do
passarinho, ouviram a coruja chirriar:
— Ei, porque está fazendo isso?
— Ao regressar de um ninho destruído – disse o canarinho
–, voando com as asas quase sangrando e a companheira procurando, vi que minha
vida, assim como a de todos vocês, está nesta floresta. Ela é nossa amada pátria!
E agora faço o que posso para recuperar o que é mais importante para mim.
Nisso, uma velha raposa provocou-lhe, gritando:
— Você está maluco? Não vê que é impossível apagar esse
incêndio só com uns pinguinhos d’água?
O Canarinho, cansado, para
e canta... Ninguém compreende que está sofrendo!... Só Deus quem sabe que vai
chorando!... Depois, desabafa:
— Eu sei disso, mas estou
fazendo a minha parte! Se cada um de nós aqui fizer a parte que lhe cabe, o
incêndio com certeza será extinto!... E voando
saiu novamente para buscar mais água!
Vaaaiiii Canariiinhoooo!...
Este Canarinho do
peito amarelo tentando apagar o incêndio da floresta significa a ação do individualismo dos corações, que aliados
ao coletivismo de mãos compartilhadas
simbolizam a resistência diante de
grandes crises. E demonstra, ainda, a força e o poder da cooperação de todos. Pois...
Quando o esforço de um não é suficiente, se todos
trabalharem juntos nada é impossível.
Esta metáfora tem uma resiliência que nos faz entender o Segredo da Vida: na importância da determinação; na
mudança de perspectiva; no pensar positivo para olhar as
dificuldades por ângulos diferentes; e na formação de atitudes vencedoras para a superação de problemas.
Fazer sua parte significa que toda ação tem valor, não importa quão
pequeno seja o seu esforço individual... Se não resolve o problema, pelo menos
serve de exemplo!... Pois se todos colaborarem tudo fica mais fácil.
Faça valer a pena cada momento vivido aqui na Terra, FAZENDO A SUA PARTE!...
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