Aquecendo a Vida

Aquecendo  a Vida

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sexta-feira, 27 de junho de 2025

A CONQUISTA ESPIRITUAL DO BRASIL

 

Uma profecia de Chico Xavier.


Chico continuava suas visitas. Às vezes, viajava para Uberaba, viagens a serviço, para a exposição de gado.

Quando conosco, travava aquelas palestras noturnas que buscavam rápido a madrugada. Ninguém, no entanto, pensava em dormir. Seu riso contagiante, a expressão de seu rosto, a bondade e a alegria, dentro de seu magnetismo, prendiam ali aquelas criaturas que o amavam.

Uma noite, falava-se de reencarnação e dizia-se daqueles que voltaram para ajudar.

O tempo avançava na noite.

O entusiasmo, semelhante àquele dos primeiros cristãos conversando sobre o Evangelho, dominava-nos o coração.

Lembrava-se de alguma forma, a passagem da Estrada de Emaús, quando dois discípulos falavam sobre o Mestre que morrera na Cruz e encontraram um homem na estrada.

— De que falais? – ele perguntou.

— Ora! – respondem os discípulos – de que poderíamos falar? De Jesus de Nazareth, um poderoso profeta em palavras e obras, que foi crucificado!

O estrangeiro, todavia, passou a falar-lhes das Escrituras e convidou-os a entrar numa estalagem para a refeição. Os homens à mesa surpreenderam-se ao ver o desconhecido partir o pão... Aí, o reconheceram, mas ele desapareceu.

— Você não viu como se acendia o nosso coração quando ele falava das Escrituras?

— Sim, inflamava-me a alma.

Então compreenderam que era Jesus, o desconhecido.

— Senhor, quantos passarão por Ti, mas quem Te reconhecerá?

É natural que o Mestre em cada curva do caminho nos dê sugestões para a vida eterna, porém cabe ao discípulo descobrir a verdade e o caminho, assim como quem descobre pedras preciosas no leito do rio.

— Olha; as bandeiras saíram de S. Paulo para o Brasil na expansão geográfica da Pátria do Evangelho – falou o Chico –. Pois fiquem vocês sabendo que no futuro, os “paulistas” ou os homens que vivem em S. Paulo, organizarão caravanas para a conquista espiritual do Brasil.

Ouvimos o Chico, há muitos anos, e vemos agora o entusiasmo do povo paulista pelas coisas espirituais.

A força do Grande Estado, o poder dos seus meios de comunicação. Chico vai à televisão, mesas-redondas sobre assuntos de interesse espiritual, tardes de autógrafos, editoras de livros, grupos que se deslocam de S. Paulo para o Brasil. A profecia começa a se cumprir.

E nós, dentro d’alma, ouvimos ainda o Mestre dizer:

“Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura” (Marcos 16,15).

“Eis que estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos” (Mateus 28,20).

Fora a pouca adequação feita, o texto acima é de R. A. RANIERI. E consta do Livro “O Prisioneiro de Cristo”. LAKE – Editora – São Paulo – Brasil. 1ª Edição de 1978. Pág. 68 e 69.

Esta Obra de Amor de Ranieri, em Homenagem ao Cinquentenário da Mediunidade de Chico Xavier é um roteiro precioso para os que amam estudar a vida do maior divulgador do espiritismo – o grande continuador das Obras de Kardec. Mais de 450 livros; 50 milhões de exemplares vendidos...

Atualmente Chico é reconhecido como o maior “Líder Espiritual” do Brasil. Em 2012 foi eleito o Maior Brasileiro de Todos os Tempos.

Ao ser entrevistado na TV sobre a posição atual do Brasil explicou que:

“A nossa democracia está guardada por forças que nos defendem contra a intromissão de quaisquer ideologias ligadas à desagregação”.

Morreu aos 92 anos de idade, no dia 30 de junho de 2002.

Dizia que iria desencarnar em um dia que o país estivesse em festa e os brasileiros muito felizes, para não causar tristeza a ninguém nesse dia.

E nessa data o país comemorava a conquista do pentacampeonato da Copa do Mundo de Futebol de 2002.

Segundo Chico Xavier, seu mentor, Emmanuel, teria reencarnado no ano de 2000 no interior de S. Paulo. Será um professor. Um daqueles que voltaram para ajudar! E isso significa que a obra não terminou...

Ao completar 23 anos de seu desencarne, pode-se afirmar então que:

Sua profecia, em parte já realizada, continua viva no coração de todos que estudam e divulgam o Evangelho no Lar.

sábado, 21 de junho de 2025

A LIÇÃO DA GOTINHA

 

Todos nós somos envolvidos pelo Amor Universal!


Durante um bom tempo coordenei um grupo de pessoas, que se reuniam em um galpão, nos altos da cidade, para fins de estudos esotéricos.

Lembrei-me disso, ao reencontrar um dos remanescentes do grupo, o qual me perguntou:

— Você se lembra de quantos participavam de nossos estudos?

— Éramos uns vinte!...

— Sabe que dez já passaram para a nossa verdadeira pátria espiritual.

 — É... Logo chega a nossa vez!

Conversa vai, conversa vem, e ele me lembrou de uma lição que a gente sempre debatia: a Lição da Gotinha. E me revelou que essa lição agora está bem explicada na carta nº 4 do livro “Cartas de Cristo”.

Dias, depois, li essa lição na referida carta, e resolvi adequá-la a esta página, com as adaptações a seguir:

Quando uma gota de chuva cai na palma de sua mão, você vai dizer que esta gotinha somente se separou da chuva que cai.

Mas será que esta gotinha é diferente em seu “ser”, na composição química, na qualidade de pureza ou força, do restante da chuva que está caindo ao seu redor?

Você poderia tingir sua gotinha com tinta verde e torná-la verde, mas poderia dizer que a gotinha verde é completamente diferente do resto da chuva que cai naquele momento?

Se você é sensato, de boa vontade e de bom coração, sincero e verdadeiro, poderá responder:

— Não, não é diferente! Ela é exatamente igual em qualidade e em ser ao resto da chuva; a única diferença é que a gotinha foi tingida com tinta verde, vermelha ou azul.

 Portanto, esta gotinha verde se converteu em algo mais do que a chuva que está caindo ao meu redor, mas a gotinha de chuva que está na minha mão tem basicamente a mesma natureza da chuva que cai.

Não importa quem você é, qualquer que seja a cor da sua pele; o tipo de cabelo que enfeite a sua cabeça; o formato do seu corpo; a sua língua; os seus pensamentos; o tipo de suas palavras; as obras e ações que realiza como resultado de suas crenças e pensamentos – não importa quais sejam as suas diferenças físicas e de Consciência Humanavocê é igual a TODOS os demais, da mesma qualidade, gerado da mesma FONTE do SER, tendo o mesmo potencial infinito e as mesmas capacidades espirituais infinitas a respeito de tudo.

A única diferença entre Cristãos, Mulçumanos, Judeus, Hinduístas e Budistas são os aspectos adicionados a cada um, como resultado da genética de seu parentesco e raça, meio-ambiente, criação, recursos familiares, educação e circunstâncias de vida.

MAS TODOS estes aspectos são superficiais. Eles mascaram a Realidade que você chama de alma, assim como a tinta mascara a verdade referente à gota d’água na palma de sua mão.

(Minha observação: — segundo Allan Kardec, ALMA é o Espírito encarnado, ou seja, ligado a um corpo físico).

Sua alma procede diretamente da Consciência Divina e permanece sendo da própria Consciência Divina.

Pois embora primitiva, sua alma continua pura e unificada à Consciência Divina junto com todas as outras almas, apesar de todos os aspectos que a tenham encoberto desde o nascimento.

Todas nascem com capacidades humanas diferentes para aproveitar os aspectos que lhes são adicionados ao nascer. Essas capacidades humanas que serão utilizadas pela alma de cada um dependem, no entanto, do progresso espiritual que cada uma obteve durante vidas anteriores.

Apesar de tudo o que fizeram ou deixaram de fazer; apesar de suas oportunidades ou da falta delas, você deve compreender que:

TODOS permanecem basicamente no mesmo “estado de ser” e potencial.

TODOS podem se elevar pouco a pouco, desde qualquer nível espiritual de consciência que tenham atualmente, até as alturas da Consciência Divina nos Reinos Celestiais.

TODOS podem se elevar até o ponto em que aceitarão plenamente a VERDADE, onde trabalharão para purificar sua consciência pessoal a fim de absorver a Consciência Divina.

 TODOS se transformarão em indivíduos repletos – e irradiarão ao seu redor o Poder da Consciência Divina.

TODOS, enfim, são importantes no ambiente em que vivem!

sábado, 14 de junho de 2025

VIVA COMO AS FLORES

 

“As flores desabrocham para continuar a viver, pois reter é perecer”. (Khalil Gibram).


Ao passar por um bosque, um discípulo se encanta com a beleza das flores. Pensava e sentia as flores nos seus milhares de formatos, cores e cheiros que fazem parte do jardim das nossas vidas, quando viu seu Mestre e lhe perguntou:

— Mestre, o que é uma flor?

— A flor é a mais sublime expressão da beleza. É o símbolo da perfeição divina. Para o poeta é um raio de luz perfumado; sorriso cristalizado.

— Mestre, qual é o tipo de flor que mais lhe encanta?

— Além das borboletas, que são as flores do ar, são as flores do céu – as estrelas que brilham à noite –, as que mais me deixam pensativo... 

— Mestre, ao mesmo tempo em que me encanto com as flores, eu me desencanto com as pessoas.  Há pessoas que são indiferentes e outras que falam demais. Algumas são ignorantes. Sinto ódio das que são mentirosas. Sofro com as que caluniam. Como eu faço para não me aborrecer?

— Pois viva como as flores!...

— E como é viver como as flores?

— Repare nestas flores do jardim – disse o Mestre. – Elas nascem no esterco, entretanto são puras e perfumadas. Extraem do adubo malcheiroso tudo que lhes é útil e saudável, mas não permitem que o azedume da terra manche o frescor de suas pétalas. É justo que você se angustie com as próprias culpas, mas não é sábio permitir que os vícios dos outros o importunem.

— Os defeitos deles? São deles, e não seus! – continuou o Mestre.  – E se não são seus, não há razão para aborrecimentos. Exercitar, pois, a virtude é rejeitar todo mal que vem de fora. Isso é viver como as flores!

O discípulo, muito emocionado, expressou a sua gratidão pelos ensinamentos recebidos. E o Mestre, diante de tanta humildade, concluiu:

— Uma flor não compete com a outra que está ao lado. Apenas cresce e floresce. Então cuide bem do seu jardim que as “borboletas” virão até você!

“Apareceram as flores na nossa terra, voltou o tempo das canções”. (Cânticos 2,12).

Quando Jesus viveu aqui na Terra, trouxe ao povo uma nova visão do Criador, chamando-O de “Pai” Eterno – presente em toda parte – e de um Amor Universal que podiam estar certos de que era sempre a “Vontade do Pai” que satisfazia as necessidades de todas as criaturas.

“Olhai as aves do céu: não semeiam nem ceifam, nem recolhem nos celeiros e vosso Pai celeste as alimenta. Não valeis vós muito mais que elas?” (Mateus 6,26).

“Considerai os lírios, como crescem; não fiam, nem tecem. Contudo, digo-vos: nem Salomão em toda a sua glória jamais se vestiu como um deles”. (Lucas 12,27).

Se Deus se preocupa com a natureza, também não se preocupará com as necessidades e o futuro dos seus filhos?

Talvez, o Mestre voltando agora, certamente diria de novo:

— Olhem à sua volta, para as aves voando no ar, pousando e fazendo ninhos nas árvores, e para as flores tão esplendidamente vestidas de muitas cores. Olhem e compreendam que estão vendo um mundo onde cada coisa tem sua necessidade e todas as necessidades são satisfeitas!... Como duvidar?... Olhem as necessidades dos pássaros e das flores que são maravilhosamente providos do que precisam.

Quanto às pessoas, que têm necessidade de abrigo, alimento e vestimenta, o “Pai” deu a elas o mundo inteiro com o qual podem satisfazer suas necessidades.

E ao final arremataria, exclamando:

— Se eu pudesse mostrar como vocês mesmo contribuem para a realização de seus amanhãs e dos amanhãs de todos aqueles que os rodeiam! Se eu pudesse apenas ajudá-los a ver que realmente colhem o que semeiam! Se pudessem ver a verdade da existência, saberiam então que seus pensamentos e ações crescem em magnitude e força, dia após dia, e tomam uma forma exterior exatamente como as sementes das plantas que entram na terra e crescem, tomando formas exteriores cada vez maiores como talos, folhas e frutos, a cada dia que passa...

Nunca permita que a consciência de suas fraquezas o assuste!

Repense o seu viver e viva como as flores para viver feliz!

sábado, 7 de junho de 2025

AMOR ETERNO!...

 

 “O Amor envolve responsabilidade”. (Leo Buscaglia).


Enquanto sentado na aula de inglês, eu admirava a garota ao meu lado. Ela era a minha tão chamada “melhor amiga”.

Eu admirava seu lindo cabelo longo e desejava que ela fosse minha. Mas ela não me via com estes olhos, e eu sabia disso.

Depois da aula, ela veio em minha direção e me pediu pelas minhas anotações, pois tinha perdido a aula passada, e eu as entreguei a ela.

Ela disse “obrigada” e me deu um beijo na bochecha. Eu queria dizer a ela... Eu quero que ela saiba que eu não quero que nós sejamos apenas amigos, eu a amo, mas sou muito tímido, e não sei por quê.

2º Ano do Colegial − O telefone tocou. Do outro lado da linha, era ela. Ela estava em prantos, murmurando continuamente sobre seu coração que fora partido por seu amor. Ela me disse que fosse vê-la porque ela não queria ficar só, então eu fui. Assim que me sentei ao seu lado no sofá, eu me fixei em seu suave olhar, desejando que ela fosse minha.

Após duas horas, assistindo a um filme, e três sacos de salgadinhos, ela decidiu ir dormir. Ela olhou para mim, disse “obrigada” e me deu um beijo na bochecha. Eu queria dizer a ela... Eu quero que ela saiba que eu não quero que nós sejamos apenas amigos, eu a amo, mas sou muito tímido, e não sei por quê.

3º Ano do Colegial − Na véspera do baile de formatura ela foi até o meu armário. “O meu par está doente”; ela disse, “e ele não vai melhorar”. Eu não tinha companhia, e na 7ª série fizemos um pacto que se nenhum de nós tivesse companhia para o baile, iríamos juntos como “melhores amigos”. Então fomos.

Noite do Baile − Após tudo terminado, eu estava de pé, parado, na porta da casa dela! Eu a fitei enquanto ela sorria pra mim e me fitava com seus olhos de cristal. Eu quero que ela seja minha, mas ela não pensa em mim dessa forma, eu sei disso. Então ela disse “Foi o melhor momento da minha vida, obrigada” e deu-me um beijo na bochecha.

Eu queria dizer a ela, eu quero que ela saiba que eu não quero que nós sejamos apenas amigos, eu a amo, mas sou tímido, e não sei por quê.

Dia da Formatura − Um dia passou, depois uma semana, depois um mês. Antes que eu pudesse piscar era o dia da formatura.

Eu olhei enquanto seu corpo perfeito flutuava como um anjo até a plataforma para pegar seu diploma. Eu queria que ela fosse minha, mas ela não me via dessa forma, e eu sabia disso. Antes que todos se dirigissem aos seus lares, ela veio até mim em seu traje de formanda, e chorou enquanto eu a abraçava. Então ela levantou a cabeça de meu ombro e disse “Você é meu melhor amigo, obrigada”, e deu-me um beijo na bochecha.

Eu queria dizer a ela, eu quero que ela saiba que eu não quero que nós sejamos apenas amigos, eu a amo, mas sou muito tímido, e não sei por quê.

Alguns Anos Depois − Estou eu sentado no banco da igreja. Aquela garota está se casando agora. Eu a vi dizer sim e seguiu em frente, rumo a sua nova vida, casada com outro homem.

Eu queria que ela fosse minha, mas ela não me via dessa maneira, e eu sabia disso. Mas antes que ela partisse, ela veio até mim e disse “Você veio!!!”. Ela disse “obrigada” e beijou-me na bochecha.

Eu queria dizer a ela, eu quero que ela saiba que eu não quero que nós sejamos apenas amigos, eu a amo, mas sou muito tímido, e não sei por quê.

Funeral − Anos se passou, e eu olho para o caixão de uma garota que costuma ser minha “melhor amiga”. Na cerimônia, leram a entrada do diário dela, escrito na época do colegial. Isto foi o que leram: “Eu o admiro desejando que ele fosse meu, mas ele não me vê dessa forma, e eu sei disso. Por isso, cante, ria, dance e viva intensamente cada momento de sua vida... Antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos”.

P.S. Texto de Charlie Chaplin.

Apropriado para o Dia dos Namorados. Fala sobre a Experiência do Amor – tanto na sua dimensão Humana quanto Espiritual.  Numa dimensão evapora com o tempo, enquanto na outra é o Amor Eterno!...

E você!... O que está esperando para realizar seus sonhos?