“Vinde a mim, vós todos que estais aflitos sob o fardo, e eu vos aliviarei” (Mt 11,28).
A
notícia veio pela mídia social. Uma jovem se suicidara. Além dos pêsames, um
comentário dizia tratar-se de pessoa muito boa, mas que vinha sofrendo de
angústias e depressão.
As
pesquisas indicam o aumento nas tentativas de suicídio entre os mais jovens,
exatamente por esses motivos!
À
mente veio-me, então, o relato de um médico da Medicina Espiritual, afirmando
que tanto a angústia como a depressão são dores da alma – doenças que vêm,
muitas vezes, de culpas que o indivíduo sente por estar travado na sua jornada na
Terra.
Dialogando
com alguém, perguntei-lhe sobre os “porquês” do suicídio; para onde vai
o suicida; como ficam os familiares, e o que fazer para resgatá-los. E ele me
respondeu evasivamente:
—
Essas suposições são de difíceis respostas, uma vez que até os familiares se
recusam a abordar o caso.
—
Mas eu vou pesquisar para elucidar esta questão – afirmei.
Comecei
folhear o livro “Memórias de um Suicida”, de 687 páginas, ditado pelo Espírito
Camilo Cândido Botelho, canalizado por Yvonne A. Pereira.
Tomei
conhecimento da existência, no além-túmulo, do Vale dos Suicidas, onde não há céu, não há luz, não há sol, não há
perfume nem tréguas...
O
que há, então? Só a DOR que nada consola; o choro e o assombroso “ranger
dos dentes” da advertência do nosso sábio Mestre das Almas!
É
num local, assim, que fica o suicida até que se desfaça das forças vitais e dos
fluidos animalizados, de que está impregnado. Então se vê que a sua estada,
embora seja de penosa duração nesse Vale
Sinistro do Além, será pelo menos temporária, graças à misericórdia Divina.
“Pois
nenhuma de minhas ovelhas se perderá” – nos garante o Mestre Jesus,
conforme a paternal misericórdia do Nosso Pai Celestial, justo e bom, “que
não quer a morte do pecador, mas que ele viva e se arrependa”.
Fiquei
sabendo nessa pesquisa, da LEGIÃO DOS SERVOS DE MARIA, que em caravanas
percorrem o Vale das Sombras em
socorro aos necessitados, até que suas condições de “mortos-vivos” permitam
ser transferidos para localidade menos trágica...
Ou,
então, levados diretamente para o Hospital “Maria de Nazaré”, com os seus
departamentos próprios de socorro aos irmãozinhos desventurados...
Maria
é a sublime MÃE acolhedora de todos os que se arrojam aos temidos abismos da
morte voluntária.
Por
mais desgraçado e esquecido um delinquente, existirá sempre quem o ame e por
ele se interesse suplicando a seu favor à MARIA; ou diretamente ao DIVINO
MESTRE; ou ao próprio CRIADOR!
Isso
comprova a importância da Prece aos Mortos, como nos ensina o
Evangelho Segundo o Espiritismo (Cap. XXVII, 18). Que é de muita utilidade aos
sofredores que reclamam ajuda, pois ao se verem lembrados, sentem-se menos
abandonados e infelizes.
A Prece tem para eles uma ação mais
direta podendo afastá-los do pensamento do mal; reerguer lhes sua coragem; despertar-lhes
o desejo de se elevarem pelo arrependimento; e buscarem a reparação.
Há
quem ainda não admite a Prece pelos Suicidas, acreditando,
pois, que já estão condenados às penas eternas! Mas, pelo contrário, já se sabe
que DOR alguma será ETERNA!
Será,
por acaso, proibido a uma pessoa caridosa auxiliar um suicida a carregar o peso
dos grilhões?...
Lembrem-se
da Fraternidade, que manda praticar todo o Bem possível, fazendo ao nosso
próximo (no invisível como na Terra!), o que desejaríamos que ele nos fizesse.
Principio este, que nos planos de almas mais esclarecidas é Lei Amorosa
rigorosamente observada!
Se,
pois a Prece por um Suicida é dirigida à MARIA, ordens de imediato
serão expedidas aos seus mensageiros, que a despeito de quaisquer sacrifícios,
saem para arrebatar o irmão aflito onde quer que se encontre localizado.
Segundo
o Livro “Memórias de um Suicida”, pag. 272:
“A
Prece torna-se um ato tão louvável e de prestimosa repercussão, que aquele que
ora por um suicida faz-se voluntário colaborador dos obreiros da LEGIÃO DE
MARIA”.