“Uma casa
dividida contra si mesma não pode subsistir”.
A
frase deste subtítulo faz parte do famoso “Discurso da Casa Dividida”,
proferido por Abraham Lincoln em 16 de junho de 1858, ao aceitar a nomeação
republicana para o Senado dos EUA. Ele alertava que a nação não sobreviveria dividida
entre estados escravocratas e livres.
É
uma frase que se fundamenta nos ensinamentos de Jesus, quando lhe apresentaram um homem cego e mudo, possesso do
demônio.
Jesus curou-o, de sorte que ele
começou a ver e a falar. Mas, a multidão estupefata perguntava:
—
Porventura é este (Jesus) o filho de
David?
Os
fariseus, porém, ouvindo isto, diziam entre si:
— Jesus expulsa os demônios por Belzebu,
príncipe dos demônios.
Belzebu,
Satanás, Príncipe dos demônios eram expressões de sentido figurado de
que Jesus se valia para ser ouvido e
compreendido. E porque naquela época assim eram designados os Espíritos maus
que, tendo falido, continuavam ainda na senda do Mal.
Eram
Espíritos malfazejos, que se manifestavam pela obsessão e pela subjugação. E,
por esse motivo, Jesus era acusado
pelos seus contemporâneos de curar por influência demoníaca.
Conhecendo
os pensamentos de seus injuriadores, Jesus
respondeu-lhes:
— “Todo
reino dividido contra si mesmo será destruído. Toda cidade, toda casa dividida
contra si mesma não pode subsistir” (Mateus 12,25).
Jesus proferiu estas palavras como uma
Parábola, para rebater a acusação dos fariseus. E ainda acrescentou:
“Se
Satanás expele Satanás, está dividido contra si mesmo. Como, pois, subsistirá o
seu reino?” (Mt
12,26).
O Mestre indicava, assim, que qualquer
reino ou casa dividida cairá.
E Abraham
Lincoln, que acreditava nos ensinamentos do Cristo, sabendo disso fez desta Parábola
não somente um símbolo da necessidade de união nacional, mas também uma
profecia dos conflitos que viriam ocorrer devido à escravidão nos Estados
Unidos.
Diz
um ditado que “Ninguém pode dar aquilo que não tem”.
Se
Jesus curava era porque tinha poder
para isso! Sendo assim, ninguém poderia jamais duvidar que as suas curas
viessem de Deus. E nem sequer
duvidar da influência direta que o Pai
Celestial exercia e exerce sobre Ele.
Dá-se,
atualmente, o mesmo que se deu outrora com Jesus.
Pois muitos escribas e fariseus modernos negam tudo o que não compreendem e
chamam de loucos ou, então, de desiquilibrados a todos os que praticam as obras
de caridade, sejam eles: espiritualistas, médiuns espíritas ou paranormais...
E
a resposta destes trabalhadores deve ser a mesma de Jesus: “Nenhum reino que se divide contra si mesmo pode subsistir”.
Tal como pensava Abraham Lincoln!
Lincoln
foi o 16º Presidente dos EUA, que liderou o país em seu maior conflito interno:
a Guerra de Secessão, de 1861 a 1865.
Abolindo, assim, a escravidão e impedindo a nação de ser dividida mantendo-a sob
um único governo federal.
O dia 04
de julho é o Dia da Independência
dos Estados Unidos.
Embora
Abraham Lincoln não tenha participado da Independência, ele é considerado o segundo fundador dos Estados Unidos, devido
seu papel vital na consolidação do governo nacional.
Segundo
Emmanuel, no livro “A Caminho da Luz” (psicografado por Chico Xavier), pg. 173:
“Os operários de Jesus [...] sob a determinação superior, organizam as linhas
evolutivas das nacionalidades que aí teriam que florescer no porvir”.
“Definiram o papel de cada região no
continente, localizando o cérebro da
nova civilização no ponto onde hoje se alinham os Estados Unidos da América do Norte, e o seu coração nas extensões da terra farta e acolhedora onde floresce o Brasil, na América do Sul”.
Enquanto
os Estados Unidos guardam os poderes
materiais, o Brasil detém os poderes
espirituais destinados à futura civilização do planeta.
Pois
o Brasil, conforme alguns sensitivos será a maior potência espiritual da Terra. E já está bem na frente das
demais nações, devido o alto Espírito de Solidariedade, que prepara a
humanidade para a Era de Regeneração que se aproxima rapidamente.