“O caminho do meio é o tom da vida” (Buda).
O Caminho do Meio é o coração do
ensinamento budista, que propõe o equilíbrio
entre a falta e o excesso.
Significa
viver com moderação.
“Nem
tanto ao mar, nem tanto a terra”. Viver buscando o meio-termo, como um ponto de equilíbrio
em situações, opiniões ou ações extremas.
Pois,
enquanto uns passam frio, outros se cobrem em demasia; enquanto uns passam
fome, outros se envenenam de alimentos inventados, só para gastar o excesso de
dinheiro que possuem.
Na
prática, para se evitar estes extremos – sem se apegar ao prazer pelo excesso
de luxo nem à privação absoluta –, o melhor é o “Caminho do Meio”, com
uma mente equilibrada para se alcançar a paz, a sabedoria e o despertar
espiritual.
Para
Aristóteles esta é uma filosofia de vida conhecida como a “Doutrina do Meio-Termo”.
É
essencial para a vida espiritual achar esse “Caminho do Equilíbrio”.
Pois sem ele a vida é como uma espada de dois
gumes, que nos pode ferir ou defender por qualquer um deles.
Infelizmente,
a humanidade passa por um momento difícil para viver dentro das regras que
mantenham as pessoas em equilíbrio. Mas,
por quê?
Porque
a organização social, criada pelo próprio ser humano, nos arrasta a excessos; e
fica muito difícil trilhar um único método justo pra nossa libertação.
Em
tudo na vida, há demais ou há de menos, e compete ao ser humano – que cria essa
situação! –, lutar para que as gerações vindouras encontrem um destino menos
áspero a percorrer e uma situação menos perigosa.
A melhor
via a ser encontrada, deve ser o “Caminho do Meio”, para que esta
geração possa, com equilíbrio, se
libertar do emaranhado de Carmas do passado; e se capacitar para cooperar na
construção de uma Nova Era.
A vida material depende da vida espiritual, mas esta também está
em grande dependência da vida material.
Se
o ser humano é o construtor do seu destino; não lhe cabe, entretanto lutar pela
formação de uma sociedade mais equilibrada e Feliz?
Sim!
Começando pelo cuidado do corpo, para que sirva de instrumento ao seu Espírito.
É
sobre isso que alude o Apóstolo Paulo: “Ou não sabeis que o vosso corpo é templo do
Espírito Santo?”. (1Cor 6,19)
Assim
como cuidamos da cultura do Espírito, básico também é cuidarmos da cultura do
Corpo Físico! Pois tanto o progresso como a felicidade decorre do emprego
harmonioso e equilibrado dessas duas forças: corporal e espiritual.
Uma
educação que descuida do Corpo ou da Alma produz, fatalmente, perturbações corporais
quanto mentais. Por isso, a Sobriedade (moderação no comer ou
beber) é um dos maiores segredos da saúde e da longevidade.
A
expressão latina “mens sana in corpore sano”, (mente sã num corpo são) significa o maior bem da vida. Pois, com
boa cultura corporal, fácil nos será equilibrar
as emoções e a mente!
É preciso ser forte fisicamente, para ser
forte em espírito!... Para legar aos filhos um Corpo sadio possuidor de uma Mente
sã, que servirá de TEMPLO para a ALMA que nele vier habitar.
Para
o aperfeiçoamento do Corpo a Alma é tão útil, quanto o Corpo é útil à
manifestação da Alma.
Para
um êxito completo é preciso, porém, a aquisição de bons hábitos, como o serviço
desinteressado, o equilíbrio em
tudo, alimentação pura, instrução, oração, meditação...
Emmanuel
/ Chico Xavier, no livro “Caminho, Verdade e Vida”, pág. 28,
dá-nos a entender a importância dessa interação entre corpo e alma, quando se
refere ao trabalho e à oração.
Ao
Trabalho que foi convocado a fazer
para evoluir; e à Oração para
receber de Deus o auxílio indispensável à santificação de sua tarefa.
Aqueles
que vivem nos extremos do “tudo ou nada”; do “vai
ou racha”; de orgulhos exacerbados aniquilar-se-ão como o sapo da
fábula que, desejoso de imitar o boi, se encheu tanto de vento que se
arrebentou e morreu!...
Portanto,
modele com amor a vossa dócil argamassa, para ser você mesmo o artífice da sua
imortalidade!
No
Caminho do Meio o Coração palpita melhor, a Alma se acalma, e o Corpo se
fortalece!...