Certas coisas escondidas
aos entendidos, Deus as revelou aos humildes!...
Malaquias, há 450 anos antes
de Cristo, profetiza que Elias – um
dos maiores profetas de Israel –, voltaria ao planeta Terra na condição de
precursor de alguém bem mais elevado do que ele.
“Vou
mandar o meu mensageiro para preparar o meu caminho. E imediatamente virá ao
seu templo o Senhor que buscais, o anjo da aliança que desejais. Ei-lo que
vem - diz o Senhor dos exércitos”. (Mal. 3,1).
“Virá
ao seu templo”,
significa que alguém muito importante nasceria a fim de viver entre os homens. Quem seria?
— “O
Senhor que vos buscais, o anjo da aliança que desejais” que é o Cristo (o Messias).
[Lembre-se que Jesus se refere a seu corpo como Templo do Espírito].
E
viria outro igualmente conhecido e respeitado como profeta (Elias).
Revela-se
neste episódio, a doutrina da preexistência do Espírito:
— “Eis
que envio o meu mensageiro” (Elias), que vem preparar os caminhos de outro
mensageiro ainda mais elevado (o
Messias).
Conclui-se,
pois, indubitavelmente, que esses Espíritos já existiam! Não se
anunciou a criação deles! Mas, o envio deles para ocuparem corpos na Terra...
Em
Mateus (17,10-13) Jesus, após o episódio
da transfiguração, conversa com os Espíritos de Moisés e de Elias.
Os
discípulos
[que conheciam a profecia de Malaquias] dirigem-se a Jesus e perguntam-lhe:
— Por
que dizem os escribas que Elias deve voltar primeiro?
Jesus
respondeu-lhes:
— Elias,
de fato, deve voltar e restabelecer todas as coisas. Mas eu vos digo que Elias
já veio, mas não o conheceram; antes, fizeram com ele quanto quiseram. Do
mesmo modo farão sofrer o Filho do Homem.
Os
discípulos compreenderam, então, que era de João Batista que ele lhes
falava.
O
profeta Malaquias anunciara há séculos que, antes de vir o Senhor, Elias viria de
volta ao planeta Terra, a fim de preparar-lhes os caminhos.
Os
discípulos não tinham a menor dúvida de que Jesus era o Messias prometido, a quem Malaquias tinha se referido.
Porém, a ausência de Elias não tinha
explicação e, daí a pergunta:
—
Por que dizem os escribas que Elias deve voltar primeiro?
Mas,
a explicação de Jesus foi clara, simples e sem margem para contestação. Pois, além
de confirmar a profecia Ele (Jesus)
informa que Elias viera de fato, mas
não foi reconhecido, e daí o arremate dos versículos do evangelho afirmando
que:
Os
discípulos compreenderam, então, que era de João Batista que ele lhes
falava.
Resumindo:
I
– A ideia de que a Alma retorna em novo corpo fazia parte do contexto cultural
dos judeus na época de Jesus.
II
– O retorno de Elias antes do Messias era esperado, por isso, de forma natural:
em outra época; em outro corpo; e com outro nome.
III
– O Espírito de Elias era o mesmo de João Batista e não um novo Espírito criado
para o corpo dele.
IV
– Os discípulos não ficaram perplexos e nem questionaram Jesus, diante da sua informação
de que Elias retornara agora como João Batista. E nenhum foi dissuadido disso!
Pois já entendiam que a reencarnação das almas é a glorificação da Justiça
Divina.
V
– A
vida é pedagógica! É uma escola de Almas em aprendizado, em um processo
de evolução permanente. E a reencarnação não é punição divina; mas uma oportunidade
a mais para o Espírito que precisa expiar culpas, reparar erros e aprender
aquilo que lhe é necessário, e que uma só existência não lhe basta, pois não
lhe é suficiente.
VI
– João Batista foi degolado a mando de Herodes devido seus compromissos Cármicos,
pois na sua existência como Elias mandara degolar os profetas de Baal, no
desafio narrado em 1º Reis, Capítulo 18.
VII
– Afinal, é o próprio Jesus que afirma
que o Espírito tem múltiplas existências... Portanto, qualquer outro
ensinamento contrário a esta afirmação deve ser, prontamente desconsiderada.
“Porque
os profetas e a lei tiveram a palavra até João. E, se quereis bem compreender,
é ele [João Batista] o Elias que devia voltar. Quem tem ouvidos para ouvir,
ouça”.
(JESUS, em Mateus 11, 13-15).