“Na natureza
nada se perde, mas tudo se transforma” (Lavoisier).
Numa aldeia da Europa Oriental havia um
alfaiate muito pobre, que trabalhou vários anos economizando moedas,
suficientes para comprar um pedaço de tecido de lã, da mais alta qualidade, e
costurar para si um casaco longo,
quente e elegante, que vestia aos sábados e nos dias de festa.
Passaram-se os anos e o casaco se desgastou.
Os cotovelos furaram, a barra desfiou e o tecido perdeu o brilho. Com tristeza ele
via o casaco, mas se recusava a jogá-lo fora.
Um dia pegou a tesoura, cortou as partes
velhas, refez a costura, e transformou o casaco comprido em uma bela jaqueta. Ele usou a jaqueta por
mais alguns anos, até que as golas rasgaram e as costas se gastaram.
Mas o alfaiate não desistia do tecido. Novamente
cortou as partes danificadas e transformou a jaqueta em um colete. E o colete serviu por mais um longo período, até que também
ficou manchado, puído e inutilizável.
Mais uma vez o homem pegou a tesoura e aproveitou
o único pedaço intacto para costurar um pequeno
boné. E usou o boné até que o suor e
o tempo o transformaram em trapos.
Quando restava só um fiapo de pano bom, ele
fez um botão. E pregou-o em sua
camisa nova. Mas, um dia, ao caminhar pelo campo o botão caiu e se perdeu para
sempre na grama alta.
No dia seguinte, o alfaiate com um sorriso no
rosto, pegou uma folha de papel e começou a escrever. Alguém que passava pela
janela lhe perguntou:
— O que você está fazendo velho alfaiate? Não
vê que já perdeu tudo daquele lindo tecido?
O alfaiate pensou, e respondeu:
— O casaco, a jaqueta, o colete e o boné se
acabaram; e até o botão se foi... Mas agora, eu estou escrevendo uma história sobre eles. E da lição desta
história ninguém me privará.
Eis, então, a Lição que extraímos dessa
história: Toda riqueza material está sujeita ao desgaste do tempo. Mas,
as lições e as experiências aprendidas
durante a vida são Eternas!
Como fez o alfaiate, que extraiu o que havia
de melhor de cada realidade, transformando-as em novas riquezas materiais, até
descobrir um Bem maior que todas elas:
a riqueza espiritual – da qual
ninguém irá privá-lo.
. E este processo de ressignificação das coisas o
fez esquecer o prejuízo e colocar o foco de sua vida em tudo que pode ser
cultivado internamente.
Comece você também a trabalhar já o processo
de desapego das coisas do mundo, o qual lhe garantirá uma subida evolutiva... De
escada rolante!
Pois o desapego funcionará para a sua
transformação moral e espiritual como efeito catalisador, que funciona como
um forte elemento de impulsão.
Pare então de lutar mentalmente com o passado
e aceite a nova realidade como o ponto de partida de uma nova vida. Cultive a sua
aptidão de recomeçar, assim como os seus dotes internos de amor pela família,
de integridade, inteligência e de Fé.
Ao expandir sua mente você migra do TER para o SER – do “quanto
você tem” para “quem você é”...
Sinta o sofrimento de perda como um processo
de libertação: menos posses e menos
preocupações. Pois o vazio deixado pelo seu apego abre espaço ao cultivo da
meditação, da paz e do autoconhecimento...
E a sua nova vida modesta, ganha em humildade,
em solidariedade pela quebra do ego e por aproximá-lo da dor do outro ao
praticar a Caridade...
Todos os dias você recebe de Deus 86.400
segundos para investir de acordo com o seu livre-arbítrio. Este divino patrimônio
é para você aproveitá-lo em todas as oportunidades que tem na vida para fazer o
Bem. Gastou o tempo sem nada fazer, então um abraço!
Mas, nunca se esqueça do comando que aciona a
sua ascensão espiritual:
“Amai-vos uns aos outros”.
E de outro comando tão importante quanto este,
sem o qual a sua escada rolante pode
emperrar:
“Perdoai-vos uns aos outros”.
Sob estes comandos, comece então a praticar todas
as Boas Obras que promovem as ações do Bem, e que faz toda a engrenagem do Amor
girar e se elevar, para fazer deste mundo um lugar preparado para receber a Nova Era da Regeneração.