Revelam coisas
ocultas da espiritualidade.
Uma
parte importante dos ensinos de Jesus é constituída por parábolas, relatadas
nos Evangelhos. Dentre elas são bem conhecidas as do Semeador, do Filho Pródigo
e a do Grão de Mostarda.
Esse
jeito de ensinar é uma técnica pedagógica, que consiste em apresentar um
raciocínio e uma conclusão, através da exposição de um pensamento de forma
figurada (metáfora), facilitando sua memorização e permitindo que o ensinamento de fundo possa surgir em
nossa mente, gradativamente, até ser compreendido plenamente.
“Abrirei
a boca para ensinar em parábolas; revelarei coisas ocultas desde a criação”. (Mateus 13,35).
Essa
forma de revelar ou manter escondido certos ensinamentos para aqueles que ainda
não apresentam maturidade para compreendê-los é, na realidade, um modo de evitar-se,
assim, a censura prévia de pessoas mal intencionadas.
O
próprio Jesus alertou sobre isso:
“A
vós é concedido conhecer os mistérios do Reino de Deus, mas aos outros se lhes
fala por parábolas; de forma que vendo não vejam, e ouvindo não entendam”. (Lucas 8,10).
Ensinar
por Parábola é você então “colocar uma coisa do lado de outra”
e, por comparação, transmitir lições de vida de fundo moral, ou revelar verdades
complexas da espiritualidade através de contos do dia a dia.
Para
os que têm sensibilidade à flor da pele, as parábolas funcionam como pontes
poéticas que o amor constrói!... Pontes que servem de conexões entre coisas e
conceitos.
Dentre
as narrativas recheadas de metáforas poéticas são também dignas de reflexões:
1ª A do FEIJÃO;
2ª A da GAIOLA e a AVE.
A primeira
eu ouvi em “Escrito nas Estrelas” – telenovela espírita de Elizabeth Jhin,
produzida e exibida em 2010 pela Rede Globo, às 18 h, que abordou temas da
espiritualidade como a vida depois da morte.
Num
dos capítulos, Vicente – um dos personagens, vivido pelo ator Antonio Calloni
–, ao dialogar com uma jovem se utiliza da metáfora
do feijão para nos dar uma bela lição de vida.
Disse
ele que O FEIJÃO, ao ser germinado dentro de uma caixa, tem uma consciência que
busca a luz pelas frestas da embalagem. Assim, também somos nós, que embora
presos num corpo material, temos consciência da Luz Divina, que incessantemente buscamos pelas brechas existentes
no imo do coração. E é a consciência dessa Luz que nos dá a certeza da
eternidade da vida.
A outra
metáfora – que desconheço a autoria –, compara o Corpo Físico a uma Gaiola
e o Espírito a uma Ave que nela habita.
Imaginar
que ao morrer o Corpo, o Espírito venha a perecer é como imaginar que o pássaro
morra ao quebrar-se a Gaiola.
Nosso
Corpo Físico é apenas a Gaiola, enquanto o Espírito é o pássaro.
Nada tem, pois, o pássaro que recear,
com a destruição da Gaiola.
A
morte física – um mergulho no infinito – é a hora de voar...
O
suave voo das Aves a nos sussurrar
que a Alma é livre das limitações impostas pela matéria é uma metáfora visual e
poética que se revela a todos que se dispõe a enxergar além do que os olhos
podem...
E
ao deslizar pelo céu, as Aves nos
recordam dos nossos entes queridos, que já partiram – todos os que deixaram
para trás este mundo de provocações e caminhadas, de sonos e vigílias, de
sofrimentos e esperanças.
As
Aves nos recordam, ainda, que em
breve também chegará a nossa hora de voar!...
Da
força das asas depende a altura a que se pode chegar...
O
corpo, frágil, sofre os efeitos do tempo. A alma, puro sopro, é eterna.
Enquanto
estamos caminhando, que cada criatura aproveite para viver seus breves dias
alimentando a sua alma por meio de uma Dieta
Espiritual farta de Amor e Bondade, Caridade, Pureza, Compaixão, Perdão, Justiça,
Virtudes, Gratidão... De modo que, quando a hora derradeira bater à sua porta, cada
um possa voar com asas limpas e puras até as mais sublimes alturas.
Pois,
o voo anuncia que o fim da vida não é queda, mas ascensão a um novo estado de
existência, onde a Alma ("o pássaro"), em
liberdade, encontra o rumo de sua verdadeira morada.