“A importância
dos bens terrenos está na razão inversa da Fé na vida futura”.
Em
Havre, 1863, o Espírito de uma Rainha da França se comunica e diz:
— Quem
poderia, melhor do que eu compreender a verdade destas palavras de Nosso Senhor:
“Meu
Reino não é deste mundo”.
—
Por que estimada soberana?
—
Por causa do meu orgulho na Terra. Quem, pois, compreenderia o NADA dos Reinos
do Mundo, se eu não compreendesse?
—
Mas, Vossa Majestade levou consigo algo da sua realeza terrena?
—
Nada, absolutamente nada! Passei por uma lição terrível!
—
Não é possível! A senhora é uma notável Rainha!
—
Rainha eu fui entre os homens, e Rainha eu pensei chegar ao Reino dos Céus. Mas
que desilusão! Quanta humilhação! Em vez de ser recebida como Soberana, eu vi,
muito acima de mim, homens que eu desprezava, por não terem nas veias um sangue
nobre!...
—
E qual lição Sua Majestade tirou disso tudo?
—
Compreendi a fatuidade dos seres
humanos.
—
Fatuidade?...
—
Sim! Compreendi a burrice dos seres humanos, e das grandezas que tão avidamente
buscam sobre a Terra!
—
O que fazer então na Terra para entrarmos nesse Reino dos Céus?
—
Preparar-se o tempo todo! Pois no Reino dos Céus mais necessário é a abnegação,
a humildade, benevolência e Caridade para com todos! Nesse reino não se
pergunta o que você foi, mas o Bem que você fez.
—
Oh Jesus! Por que é necessário sofrer tanto para se chegar ao Céu?... Os
degraus do trono não valem nada?
—
Não!... São os caminhos mais penosos da vida que nos conduzem ao Céu. Aqui não
há ilusões! Procurai, pois, o caminho através de “espinhos e abrolhos” e
não entre flores!
—
Meu Deus! Tende piedade dos que não ganharam o Reino dos Céus! Não os esqueça!
Que possamos ajudá-los com nossas Preces, porque a Prece nos aproxima do seu
imenso Amor!
A
PRECE É O TRAÇO DE UNIÃO ENTRE O CÉU E A TERRA!
Para
o ser humano tudo importa na vida, tanto o Mal que o atinge como o Bem que toca
os outros.
Pois,
vive como o homem que, vê tudo grande ao seu redor; mas que, subindo a
montanha, tudo lhe parece pequeno. E acaba até se confundindo, ao ver gentes
grandes e pequenas como se veem formigas num monte de terra.
Visto assim, o poder na Terra não tem valor. E
a pessoa meditando sobre isso, se coloca pelo pensamento, na Vida
Espiritual, que é infinita, pois a Vida Corporal não é mais para ele do
que uma rápida passagem na Terra.
A
morte não mais lhe apavora, porque não é mais a porta do NADA, mas a porta da
LIBERTAÇÃO.
Além
disso, vemos que o título de Rei aqui na Terra é dado, por consenso da maioria,
aos que estão no topo de alguma atividade. E nesse sentido é que se diz: o Rei
dos artistas; dos poetas; dos escritores, etc.
Esta
é uma Realeza, que nasce do mérito pessoal; e vale muito mais do que a Realeza
terrena de Reis coroados na Terra, a qual depende de certas circunstâncias... Pois,
às vezes é até amaldiçoada!...
A
Realeza daquele que vive numa abominável arrogância sempre acaba no túmulo, enquanto
que a Realeza nascida do mérito – a REALEZA MORAL – é imperecível e será
abençoada pelas gerações futuras... Pois continua a imperar, sobretudo, depois
da morte.
Sob
este aspecto, JESUS é muito mais
poderoso do que os potentados da Terra. E foi por esta razão, que Ele disse a
Pilatos: EU SOU REI, MAS O MEU REINO NÃO É DESTE MUNDO.
JESUS,
O REI DOS REIS é, pois, o Governador Espiritual de nossa Casa Planetária, a
qual, segundo a Ciência, existe há mais de 4,5 bilhões de anos.
É
o nosso “irmão mais velho” com uma idade incalculável de “zilhões” de anos. Unificado
ao Nosso PAI, Ele governa, segundo um podcast, outros nove planetas. E,
contudo, conhece cada uma das almas que estão sob a sua responsabilidade.
Na
Terra somos oito bilhões de almas encarnadas e mais de duas vezes isso de almas
desencarnadas que vivem na Parte Espiritual. E o nosso Mestre nunca as abandonou!
Por
isso, devemos embasar nossas ações sempre no exemplo de JESUS.
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Crônica escrita, com base nos textos do
Cap. II do Evangelho Segundo o Espiritismo.