Nossas atitudes devem ser guiadas
por convicções sólidas.
A obra “A
Caminho da Luz”, de Emmanuel, psicografada por Francisco Cândido
Xavier, no Cap. XII faz menção ao missionário Monge de Manilha acusado
de tramar a liberdade de sua pátria contra o domínio espanhol nas Filipinas.
O Monge, após ser condenado à morte e
conduzido ao cadafalso, entrou em desespero perante uma execução totalmente
injusta.
No instante do suplício, o mísero condenado chora desesperadamente,
diante do motivo de estar morrendo de forma trágica. Então, grita e questiona:
— Como, pois, será possível que eu morra assim
inocente? O que eu fiz para merecer tão horrendo suplício?
Mas um companheiro corre ao seu encontro e
murmura-lhe aos ouvidos:
— Jesus também era inocente!...
O Monge encontrou forças, ao lembrar que Jesus
também foi inocente.
Diante dessa lembrança, um clarão de misteriosa
beleza passa, então, pelos seus olhos trazendo-lhe paz e aceitação. Secam-se as
lágrimas e a calma volta ao seu semblante macerado, permitindo-lhe enfrentar o
fim de sua vida com serenidade. E, quando o carrasco lhe pede perdão, antes de
apertar o parafuso sinistro, ei-lo que responde resignado:
— Meu filho, não só lhe perdoo
como ainda lhe peço cumpra o seu dever!...
O referido episódio relata uma lição espiritual, que
serve muito bem para exemplificar a influência confortadora de Jesus e a
superação do sofrimento por meio da resignação.
Emmanuel comenta que “a lição do Cristo ficou para sempre na Terra como o tesouro de
todos os infortunados e de todos os desvalidos”. Pois, “É, muitas vezes, nos corações humildes e aflitos que vamos encontrar a
divina palavra cantando o hino maravilhoso dos bem-aventurados”.
“Sua
palavra construiu a fé nas almas humanas, fazendo-lhes entrever os seus
gloriosos destinos. Haja necessidade e tornaremos a ver a crença e a esperança
reunindo-se em novas catacumbas romanas, para reerguerem o sentido cristão da
civilização da Humanidade”.
O edificante exemplo de Jesus está nos
ensinos de sua doutrina, que manda fazer o Bem pelo Mal e que instituiu o
perdão aos próprios inimigos.
“Tudo o que quereis que os homens
vos façam, fazei-o vós a eles”. (Mateus 7,12).
Este princípio deixado pelo Divino Mestre é a
REGRA DE OURO para tratar os outros como você gostaria de ser tratado. É
uma diretriz fundamental, ética, que historicamente transcende a todas as
filosofias, culturas e religiões.
Olhando esta Regra de Ouro pelo viés
sociológico percebemos que ela foi estruturada com base na Empatia e na
Reciprocidade para promover, ao mesmo tempo, o espírito de cooperação e a
convivência pacífica no meio social.
A Empatia nos leva a entender e sentir um
fato pela perspectiva do outro. A Reciprocidade é a troca mútua de ações
e sentimentos. Juntas sustentam saudáveis relacionamentos.
A bondade
do Mestre – disse Emmanuel – “fez florescer cidades valorosas e progressistas, países cultos e
fartos onde as almas decaídas encontrassem todos os elementos de edificação e
aprimoramento”.
O bom
exemplo do Cristo marca a nossa vida para sempre! Pois, aos poucos,
sua atitude contagiante nos pacifica de uma forma bem natural, criando em nosso
redor uma onda vibratória de respeito e inspiração – que assumimos! – e que se
propaga por toda a sociedade.
E, assim, deve ser o impacto das nossas ações,
quando transmitimos o Bem de forma verdadeira; ou como um meio de apoio aos que
nos enxergam nas horas difíceis de suas vidas.
As ações falam mais alto que
discursos, ensinando sem impor.
O cristão nunca deve esquecer que Jesus não
desejava a morte do pecador.
Portanto, as nossas atitudes devem ser respaldadas
no Exemplo de Jesus; porque diretamente elas vão impactar na construção
de um mundo melhor, mais colaborativo. A maneira sua de hoje se comportar, é
que ditará o caminho para as gerações vindouras.
Recordemos então Nelson Mandela ao afirmar que: “A educação é a arma mais poderosa que você
pode usar para mudar o mundo”.