“A VIDA é UNA
embora as existências sejam múltiplas” (José Lázaro Boberg).
A
reencarnação é uma estratégia fundamental do processo evolutivo (progresso) da
humanidade.
Os
apóstolos de Jesus não tinham a menor dúvida a esse respeito, tanto que
admitiam plenamente a ideia de que João Batista era o mesmo Espírito de Elias,
reencarnado na Terra.
Embora
Jesus não tenha se manifestado; tampouco se opôs, e nem dissuadiu os discípulos
dessa ideia! Pelo contrário, manteve a
crença deles, como se vê, em Mateus (XI 14-15):
“E,
se quereis compreender, é ele [João Batista] o Elias que devia voltar. Quem tem
ouvidos, ouça”.
Sem
o princípio da reencarnação todos os atributos do Criador se destroem. Porém, tendo
a reencarnação como princípio, a Justiça Divina se glorifica, pois as
qualidades peculiares boas ou más de cada indivíduo ficam visíveis e salientes.
Com
o progresso das Almas, os maus vão se tornar bons e os bons ficarão ainda
melhores. E o Espírito, ao morrer para o mundo, vai levar consigo tudo o que
tem, seja de bom ou de mau.
Considerando
que é impossível a Perfeição no tempo de uma única existência, a reencarnação
se torna necessária para que o Espírito nas suas sucessivas existências possa
expurgar a sua maldade e se aprimorar na bondade.
Embora se comprove a eficácia da reencarnação
no nosso progresso, há aqueles que dirão que tudo isso não passa de falácias, e
questionarão:
—
Se isso fosse verdade, não tenha dúvida que as pessoas iriam se lembrar de suas
vidas passadas?
Um
amigo ajudou-me a responder essa questão de um jeito simples assim:
—
Lembre-se de que há fatos desta vida atual, que apesar de passado pouco tempo,
nós já nos esquecemos, como então se lembrar de fatos ocorridos em outras
existências?
No
livro “Parábolas e Ensinos de Jesus”, diz Cairbar Schutel que:
“Se
todos conservassem a lembrança de existências passadas, [...] essa lembrança,
como é natural, associar-se-ia à recordação de todas as pessoas com quem
vivemos e ficaríamos conhecendo não só a nossa vida anterior como a dos que nos
cercam, principalmente se os seres com quem convivemos tivessem convivido conosco
na precedente vida. E o que resultaria daí?”...
Pense
nas contrariedades, nos transtornos, contratempos e em toda confusão a que
estaríamos submetidos!
Pense,
ainda, nos aborrecimentos, chateações, infortúnios e decepções que deixaria a
nossa vida num caos!...
A
vida de todos seria devassada!
Daí
se concluir que o esquecimento do passado vem da bondade de Deus, de sua
misericórdia necessária ao nosso bem-estar e ao nosso progresso.
Sem
o esquecimento não há perdão. Todos viveriam sob a dor do remorso pelos crimes
praticados. Eis, então, por que não é consentida a nossa lembrança de vidas
passadas.
Mas
há exceções! E já não são poucos os que se recordam de suas existências vividas
na Terra. Basta pesquisar na mídia social!...
Há
casos comprovados de pessoas que se recordaram de várias existências do seu passado.
Porém,
para os que têm olhos de ver e ouvidos para escutar, bastaria observar o
temperamento – a base inata da nossa psique, que define a inclinação natural de
como cada pessoa reage e se revela emocionalmente no dia-a-dia.
O Amor incondicional – o divino
sentimento pleno, absoluto e profundo, que não impõe regras, limites ou
exigências para existir, exigem do ser humano um grau máximo de perfeição. E para
alcançá-lo precisará, durante o longo processo evolutivo, de uma multiplicidade
de existências...
Cada
vez que você renasce traz consigo tudo o que aprendeu nas suas anteriores
existências como tendências, aptidões, dificuldades, atitudes...
Pois
é o seu comportamento que mostra quem você era no passado!...
Mas
quanto ao seu futuro ele ainda não existe, pois ele é a construção do presente...
É dependente do HOJE!...
Depende
de sua transformação interior, da sua autorrealização e de um constante aprimoramento!...
Porque
o Reino de Deus não vem com aparências exteriores... O Reino de Deus está
dentro de vós!