“Viver pela
metade é ilusão. Tire suas meias e ponha os pés no chão”.
Um
sábio, para mostrar ao Rei o sentido das meias–verdades,
pediu que colocassem um elefante diante de seis
(06) cegos e disse-lhes:
—
Há um objeto diante de vocês. Toquem nele e depois digam o que é.
Os
cegos não sabiam o que era um elefante!... O primeiro se aproximou, tocou no
objeto e disse:
—
Parece um muro.
—
É uma lança – disse o segundo cego
após tocar em outra parte.
—
Que disparate! – disse o terceiro. Está mais parecido com uma cobra.
—
Bem – disse o quarto homem, ao apalpar o animal –, parece uma árvore.
Todos
riram! O quinto cego pegou então em outra parte do objeto e deu sua opinião,
dizendo:
—
Com certeza é um leque.
Finalmente,
o sexto cego, por sua vez, tocou no elefante e disse:
—
Parece-me que é uma corda.
Com
tantas opiniões diferentes, o Rei, exasperado, exclamou:
—
Que grande confusão!...
—
Mas, não é bem assim! – falou o sábio. – Pois, na verdade, o elefante tem flancos
como muros, dois grandes dentes como
lanças, uma tromba como cobra, pernas como pequenas árvores, as suas orelhas são como dois leques e o rabo parece uma corda. Juntando tudo isso, temos uma
descrição, quase perfeita, de um elefante!
—
Afinal – continuou o sábio –, os cegos VIRAM o elefante, não pelos olhos, mas sim pelo tato. E nenhum deles mentiu!... O que
fizeram foi só contar um pedaço da
verdade...
A meia–verdade,
apesar de conter parte da realidade, sempre nos engana, e nos leva a uma conclusão
falsa.
Por
isso, Jesus sempre alertava: “Ouvireis
com vossos ouvidos e não entendereis, olhareis com vossos olhos e não
vereis," (Mateus 13,14).
Há
muito tempo, como professor primário, vendo as dificuldades dos alunos para
aprender continhas de aritmética, eu fui buscar o saber de Jerome Bruner dos
EUA – o Pai da Psicologia Cognitiva.
Ele
falava sobre o ensino Em Espiral, onde um conceito deveria
ser repetidamente
ensinado, em diferentes níveis. Isso permitia ao aluno aprender ideias
complexas de modo simples, num processo baseado em como os seres humanos
chegaram ao estágio atual; e em como poderiam se aprimorar.
Daí
nasceu, em 1965, a minha apostila “Aritmética Passo a Passo”, um rol
de continhas de 1ª a 4º séries, partindo sempre das mais simples para as de
maior complexidade.
Nasceu,
do mesmo modo que se dá a aprendizagem espiritual do ser humano, em forma de
uma escada
em espiral, partindo-se dos níveis de frequência mais baixos para, passo
a passo, avançar gradativamente aos demais degraus da escala
evolutiva.
Em
cada passo
ou degrau o aprendiz forma uma concepção (sua meia–verdade). E no passo seguinte, no degrau mais elevado – com
nova visão, ele amplia sua verdade.
Assim,
em cada etapa ou série escolar ele
se sente mais experiente; e na escala espiritual acontece o mesmo.
De
meias e meias–verdades – tal como na
referida história –, é que o ser humano conhece a “VERDADE PLENA”, absoluta, além das aparências materiais e se
livra da ignorância.
Como
diz João 8, 32: “Conhecereis a verdade e a verdade vos livrará”.
Pois,
“Quando
vier o Paráclito, o Espírito da Verdade ensinar-vos-á toda a verdade, [...] e
anunciar-vos-á as coisas que virão". (João 16,13)
As
experiências do Espírito é a sua maior riqueza, a qual promove o seu Bem mais
elevado, no decorrer de suas sucessivas existências, através de meditações e
reflexões mentais, até atingir a Meta de sua programação.
Quando
Jesus manda “amar vossos inimigos” (Mateus 5,44), de certa forma está pedindo
pra gente olhar e ver, ouvir e escutar para compreender que o nosso “inimigo”
é nosso irmão! Filho do mesmo Pai Eterno!
apenas num estágio diferente de maturidade, que constitui a sua Meia–Verdade – o conceito do nível da sua
frequência.
Pois,
“Todos
os Espíritos passam pelo caminho da ignorância”. (Livro dos Espíritos /
Q. 120).
Assim como o bom Professor não se ofende com os erros do aprendiz, se você já detém algum saber, aprenda a viver e não se ofenda na vida com os erros dos outros.