Aquecendo a Vida

Aquecendo  a Vida

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sábado, 6 de junho de 2026

O IMPACTO DAS NOSSAS AÇÕES

 

Nossas atitudes devem ser guiadas por convicções sólidas.


A obra “A Caminho da Luz”, de Emmanuel, psicografada por Francisco Cândido Xavier, no Cap. XII faz menção ao missionário Monge de Manilha acusado de tramar a liberdade de sua pátria contra o domínio espanhol nas Filipinas.

O Monge, após ser condenado à morte e conduzido ao cadafalso, entrou em desespero perante uma execução totalmente injusta.

No instante do suplício, o mísero condenado chora desesperadamente, diante do motivo de estar morrendo de forma trágica. Então, grita e questiona:

— Como, pois, será possível que eu morra assim inocente? O que eu fiz para merecer tão horrendo suplício?

Mas um companheiro corre ao seu encontro e murmura-lhe aos ouvidos:

— Jesus também era inocente!...

O Monge encontrou forças, ao lembrar que Jesus também foi inocente.

Diante dessa lembrança, um clarão de misteriosa beleza passa, então, pelos seus olhos trazendo-lhe paz e aceitação. Secam-se as lágrimas e a calma volta ao seu semblante macerado, permitindo-lhe enfrentar o fim de sua vida com serenidade. E, quando o carrasco lhe pede perdão, antes de apertar o parafuso sinistro, ei-lo que responde resignado:

— Meu filho, não só lhe perdoo como ainda lhe peço cumpra o seu dever!...

O referido episódio relata uma lição espiritual, que serve muito bem para exemplificar a influência confortadora de Jesus e a superação do sofrimento por meio da resignação.

Emmanuel comenta que “a lição do Cristo ficou para sempre na Terra como o tesouro de todos os infortunados e de todos os desvalidos”. Pois, “É, muitas vezes, nos corações humildes e aflitos que vamos encontrar a divina palavra cantando o hino maravilhoso dos bem-aventurados”.

Sua palavra construiu a fé nas almas humanas, fazendo-lhes entrever os seus gloriosos destinos. Haja necessidade e tornaremos a ver a crença e a esperança reunindo-se em novas catacumbas romanas, para reerguerem o sentido cristão da civilização da Humanidade”.

O edificante exemplo de Jesus está nos ensinos de sua doutrina, que manda fazer o Bem pelo Mal e que instituiu o perdão aos próprios inimigos.

“Tudo o que quereis que os homens vos façam, fazei-o vós a eles”. (Mateus 7,12).

Este princípio deixado pelo Divino Mestre é a REGRA DE OURO para tratar os outros como você gostaria de ser tratado. É uma diretriz fundamental, ética, que historicamente transcende a todas as filosofias, culturas e religiões.

Olhando esta Regra de Ouro pelo viés sociológico percebemos que ela foi estruturada com base na Empatia e na Reciprocidade para promover, ao mesmo tempo, o espírito de cooperação e a convivência pacífica no meio social.

A Empatia nos leva a entender e sentir um fato pela perspectiva do outro. A Reciprocidade é a troca mútua de ações e sentimentos. Juntas sustentam saudáveis relacionamentos.  

A bondade do Mestre – disse Emmanuel – “fez florescer cidades valorosas e progressistas, países cultos e fartos onde as almas decaídas encontrassem todos os elementos de edificação e aprimoramento”.

O bom exemplo do Cristo marca a nossa vida para sempre! Pois, aos poucos, sua atitude contagiante nos pacifica de uma forma bem natural, criando em nosso redor uma onda vibratória de respeito e inspiração – que assumimos! – e que se propaga por toda a sociedade.

E, assim, deve ser o impacto das nossas ações, quando transmitimos o Bem de forma verdadeira; ou como um meio de apoio aos que nos enxergam nas horas difíceis de suas vidas.

As ações falam mais alto que discursos, ensinando sem impor.

O cristão nunca deve esquecer que Jesus não desejava a morte do pecador.

Portanto, as nossas atitudes devem ser respaldadas no Exemplo de Jesus; porque diretamente elas vão impactar na construção de um mundo melhor, mais colaborativo. A maneira sua de hoje se comportar, é que ditará o caminho para as gerações vindouras.

Recordemos então Nelson Mandela ao afirmar que: “A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”.

sábado, 30 de maio de 2026

METÁFORA DO CANARINHO

 

A ação de um inspira a mudança de muitos.


O Universo até onde a luz permite observá-lo, tem um diâmetro de 93 milhões de anos-luz. Sabendo que cada ano-luz é equivalente a 9,5 trilhões de Km, e que o Universo continua sempre em expansão, a sua dimensão vai muito além do que se pode imaginar... E permanece um mistério!

Diante disso, Chico Xavier, na sua modéstia, se via como um “cisco de Deus”. Dizia brincando: não sou Chico; sou o “Cisco Xavier”.

E esta autoavaliação de “absoluta insignificância” perante Deus, tornou-se pela sua ausência de vaidades um “slogan de humildade”.

Chico psicografou mais de 450 livros, com mais de 50 milhões de exemplares vendidos; e se ele é só um cisco na ordem das coisas, o que pensar de nós nessa imensidão cósmica! Somos o quê? Um “cisquinho”?

Mas, não diga que “somos nada”. Isto seria uma ofensa a Jesus que ensinou que “Somos deuses”! Pois, somos, sim, uma “Partícula Divina”! E falar que “nada somos” soa como uma blasfêmia contra Deus – Nosso Pai.

O Amor de Deus é o maior tesouro da humanidade.

Nós somos, herdeiros do Amor de Deus e o nosso maior patrimônio é o Tempo, que é igual para todos. E a nossa maior riqueza é a Experiência adquirida durante o processo evolutivo.

Assim, não importa quão pequeno seja uma pessoa. Dentro de um sistema de compartilhamentos, onde cada um faz a sua parte, é possível que todos juntos consigam atracar num porto seguro de prosperidade!...

Uma fábula ilustra bem isso!...

Numa floresta tropical, habitada por uma variedade de animais, logo que entrou o verão surgiu uma enorme seca, provocando na mata incêndios, que logo se espalhavam. Os animais assustados fugiam em busca de um abrigo seguro; correndo todos na mesma direção para bem longe daquele fogo.

Um Canarinho do peito amarelo, contrariando o impulso natural da sua espécie despertou a atenção por voar na direção oposta aos demais. Ele seguiu convicto, assim, até avistar um rio ali perto. Então, encheu seu biquinho com um pingo d’água e começou a despejá-lo sobre as chamas. E repetia isso incansavelmente, mesmo sem impactar o incêndio... Mas, não desistia!...

Os outros animais, espantados com a persistência do passarinho, ouviram a coruja chirriar:

— Ei, porque está fazendo isso?

— Ao regressar de um ninho destruído – disse o canarinho –, voando com as asas quase sangrando e a companheira procurando, vi que minha vida, assim como a de todos vocês, está nesta floresta. Ela é nossa amada pátria! E agora faço o que posso para recuperar o que é mais importante para mim.

Nisso, uma velha raposa provocou-lhe, gritando:

— Você está maluco? Não vê que é impossível apagar esse incêndio só com uns pinguinhos d’água?

O Canarinho, cansado, para e canta... Ninguém compreende que está sofrendo!... Só Deus quem sabe que vai chorando!... Depois, desabafa:

— Eu sei disso, mas estou fazendo a minha parte! Se cada um de nós aqui fizer a parte que lhe cabe, o incêndio com certeza será extinto!...  E voando saiu novamente para buscar mais água!

Vaaaiiii Canariiinhoooo!...

Este Canarinho do peito amarelo tentando apagar o incêndio da floresta significa a ação do individualismo dos corações, que aliados ao coletivismo de mãos compartilhadas simbolizam a resistência diante de grandes crises. E demonstra, ainda, a força e o poder da cooperação de todos. Pois...

Quando o esforço de um não é suficiente, se todos trabalharem juntos nada é impossível.

Esta metáfora tem uma resiliência que nos faz entender o Segredo da Vida: na importância da determinação; na mudança de perspectiva; no pensar positivo para olhar as dificuldades por ângulos diferentes; e na formação de atitudes vencedoras para a superação de problemas.

Fazer sua parte significa que toda ação tem valor, não importa quão pequeno seja o seu esforço individual... Se não resolve o problema, pelo menos serve de exemplo!... Pois se todos colaborarem tudo fica mais fácil.  

Faça valer a pena cada momento vivido aqui na Terra, FAZENDO A SUA PARTE!...

sábado, 23 de maio de 2026

EI-LO SOBRE AS NUVENS!

 

“Todos os olhos o verão, mesmo aqueles que o traspassaram!” (Apo 1,7).


Fim dos tempos de expiação e provas. Início da Era de Regeneração.

Quantas atribulações superadas!... Agora torcemos para ver o fim dos anos de corrupção e das iniquidades que prejudicam a humanidade!... Todavia, diante das turbulências apocalípticas de tantas incertezas, angústias e amargas decepções, o raiar de uma esperança já se descortina... Anunciando um mundo novo: do Bem prevalecendo sobre o Mal; da Luz dissipando as trevas...

Preparados para o que se aproxima? Pois a reabilitação de Almas aflitas está acontecendo! Muitas, já transformadas, caminham celeremente para um Porto Seguro – o Reino de Amor – onde impera o Bem, a Luz, a Paz, a alegria e as bênçãos de dias felizes!...

O tempo do renascer das Almas redimidas dos erros do passado já chegou! E elas vêm pacificadas quanto aos seus remorsos no rosário de suas existências infindáveis!...

Agora, perto de quase 300 anos de transição planetária, que, segundo Chico Xavier, começou em 1857 com o “Livro dos Espíritos” publicado por Allan Kardec, muitos já estão no seu mergulho final...

Há tempos que a humanidade tem visto imbróglios incompreensíveis!... E fica a questionar: onde encontrar a Paz? Contemplar a vitória da Luz? Sentir a energia do puro Amor?... Para adentrar ao Reino de Deus!

Só mesmo crendo no retorno do Cristo, anunciado por João, até para “aqueles que o traspassaram”!

Não obstante, se saiba – segundo Emmanuel –. que “Jesus é a Luz de todas as vidas terrestres” – e que nunca nos abandonou; pois sempre se fez presente em nossas vidas.

Como é o caso de Longinus, ao pé da Cruz, no Calvário, que não entendeu os martírios de Jesus. Mas que recebeu, depois, do próprio Jesus, a incumbência de cumprir sua última romagem pelo planeta como Imperador do Brasil.

Segundo o Livro “Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho”, Chico Xavier / Humberto de Campos, Longinus, depois de outras existências edificantes, voltou à Terra no dia 02 de dezembro de 1825, no Rio de Janeiro, filho de D. Leopoldina e D. Pedro I, com o nome de D. Pedro de Alcântara.

E, com apenas 05 anos de idade, sob a tutela de José Bonifácio, assumiu a condição de segundo Imperador do Brasil, com a abdicação de D. Pedro I em 07 de abril de 1831.

Será que Longinus e os demais participantes da crucificação de Jesus, agora estarão presentes aqui no meio da multidão, para vê-lo sobre as nuvens?

Que se considere como resposta a própria afirmação do Mestre, em Marcos 13,30: “não passará esta geração sem que tudo isto aconteça”.

Hermínio C. Miranda, em um de seus livros, afirma que “Nenhum daqueles seres que lá estavam na Palestina ou em Roma desapareceu ou deixou de existir. Estão por aí mesmo, reencarnados ou no mundo dos Espíritos, pacificados ou ainda afligidos por remorsos e revoltas”.

Isso nos diz que nesta geração aqui estão os mesmos que o traspassaram; ou que contribuíram de alguma forma, para a sua condenação e execução, em Jerusalém, há dois mil anos.

Se pacificados pelos seus remorsos, estes já contemplam em paz a figura majestosa de Jesus, no seu anunciado retorno à nossa casa planetária, a qual Ele governa desde sua criação há mais de 4,5 bilhões de anos.

Porém, os envolvidos em conflitos, apesar de sucessivas encarnações, será que poderão vislumbrar a grandeza do nosso Governador Espiritual?...

Pois, os olhos que já veem Jesus e continuarão a vê-lo, com certeza são os olhos dos redimidos que se elevaram até Ele através de múltiplas encarnações, e que sentem sua presença e o veem com o olhar amoroso de seus corações no exercício do Bem e da Caridade.

Na derradeira chamada, não se admire sejam muitos os olhos a chorar, porque não viram e nem sentiram o sofrimento alheio que, às vezes, eles próprios causaram.

Mas, neste instante inexorável da grande separação das Almas, todo olho, mesmo que espiritualmente, certamente O verá... Pois já não há como fugir de si próprio! E menos ainda de Deus!...

sexta-feira, 15 de maio de 2026

O FUTURO DE RUDES AFLIÇÕES

 

“Cada um de nós revela o que foi” (Cairbar Schutel).


JESUS, ciente do padecimento e da agonia que envolve a célula mater da sociedade (a família), proferiu certa vez:

“Julgais que vim trazer paz à terra? Não, digo-vos, mas separação. Pois de ora em diante haverá numa mesma casa cinco pessoas divididas, três contra duas, e duas contra três; estarão divididos: o pai contra o filho, e o filho contra o pai; a mãe contra a filha, e a filha contra a mãe; a sogra contra a nora, e a nora contra a sogra”. (Lucas 12,51-53).

Diante de tão rígidas afirmações, há de se perguntar: mas, por que toda esta celeuma de desentendimentos?... Há razões para isso?

Sim! Porque a Família é a oficina, a fornalha para apurar os sentimentos!

Às vezes, são inimigos de outrora colocados juntos para aprenderem a praticar as lições do amor fraterno.

Se olharmos as nossas vidas pela lupa das vidas anteriores, veremos com clareza a relatividade de todos os nossos posicionamentos. Pois já fomos crentes; católicos; mulçumanos; protestantes; judeus; ateus; budistas... Já pertencemos aos mais diversos grupos políticos; às mais diferentes raças e nacionalidades...  

E ainda vamos descobrir que nos nossos grupos familiares sempre há uma “velha alma” – ali colocada pela misericórdia divina! – que consegue um mínimo de harmonização.

Qual doutrina você invocaria para explicar com lógica os motivos desses conflitos familiares, que Jesus previu? A doutrina da reencarnação!?...

Sim!... Pois cabe a ela, de forma racional, explicar o futuro de rudes aflições nos grupos familiares, e dar a justificativa plausível de como enfrentá-las, com resiliência, buscando um modo de ser melhor, através da evolução espiritual.

Como é “um caso exemplar”, que nos conta Divaldo Pereira Franco, o qual por si só já elucida esses conflitos.  

Não temos – diz ele – a família que gostaríamos. Mas temos a família que necessitamos para evoluir. Eu tive um uma irmã que odiava meu pai e meu pai odiava sua filha; e ela me dizia assim:

— Di, seu pai está chegando aí.

Ele estava, às vezes, a 01 km de distância. Daí a pouco ele chegava e eu perguntava a ela:

— Mas, como é que você sabia?

— Eu sinto a irradiação de seu pai.

— Mas ele não é o seu pai?

— Não!

— Então me explique. Ele não é seu pai! Nossa mãe não adulterou! Como é que você nasceu?

— Ah, ele me fabricou, mas ele não é meu pai!

Um dia, eu estava no ônibus com meu pai... Ele, então, virou com os olhos em lágrimas, e me perguntou:

— Filho, sua irmã me odeia, não é?

— É, pai.

— Por que meu filho?

Eu, aí, vi a cena na vida anterior. A prostituição, a união deles. E ele assassinando-a no bordel onde estavam! Mas, eu não lhe disse nada!

— Pai, eu não sei... É coisa da reencarnação. O senhor é que tem que aproximar dela.

— Não posso meu filho, odeio-a!

— Então, pense nela como uma doente. Tenha compaixão!...

Ele foi chorando e eu também.

E quando ele estava morrendo nos meus braços, eu parei e fui chamá-la:

— É o seu momento minha irmã! Vai transferir para outra encarnação? Você me quer bem?

— Ainda não me matei por sua causa – ela me disse.

— Não se matou porque é crime! Então vamos lá. Vá pedir perdão ao pai.

— Você fica ao meu lado?

— Fico... Mas vou deixar vocês juntos porque têm muito que falar...

Aí meu pai me olhou e disse:

— Não saia.

Então, ela olhou bem pra ele... E ele falou nos últimos minutos:

— Minha filha, me perdoe. Você é minha filha! Você me perdoa?...

Aí ela começou a gritar. Dobrou-se sobre ele morrendo e disse:

— Pai, me perdoa pai. Eu não sei por que eu fiz assim!?...

Então, eu vi o Espírito Mentor dele abençoar; porque a mágoa, a dor, foi diluída.

E ele olhou para mim, pegou na minha mão e disse:

— Meu filho, me perdoe pelas surras que eu lhe dei.

— Pai – eu disse – a gente só perdoa quando tem mágoa. E o senhor foi o mais belo pai que eu conheci.

E as últimas palavras dele foram:

— Filho, eu vou continuar a viver?

— Vai. Seus filhos que foram antes estão esperando para lhe agradecer.

sábado, 9 de maio de 2026

DIA DAS MÃES

 

Mãe, o teu amor é a luz que me guia...  Te amo!...


O “Dia das Mães” está chegando.

Que saudade de minha Mãe, que há três anos nos deixou! Se estivesse viva estaria completando 103 anos. E eu lhe repetiria a mesma frase que muitas vezes lhe disse:

Mãe! “Todo dia é seu Dia de Mãe, porque o seu amor nunca tira folga”.

Fiquei pensando, nas Mães dos parentes e amigos. Mas, em especial, pensei na minha esposa: Mãe de seis filhos (a primogênita já de saudosa memória!); avó de sete netos; e em véspera de ser bisavó pela primeira vez.

Senti vivamente a magnitude desta data, e me lembrei, então, de reescrever uma história, que publiquei faz quinze anos, bem propícia para esta ocasião.

Certo dia, uma mulher chamada Anne foi renovar a sua carteira de motorista. Quando lhe perguntaram qual era a sua profissão, ela hesitou. Não sabia bem como se classificar.

O funcionário insistiu:

— O que pergunto é se a senhora tem um trabalho!...

— Claro que tenho um trabalho – exclamou Anne. − Sou Mãe!...

— Nós não consideramos isso um trabalho. Vou colocar “Dona de Casa” – disse o funcionário friamente.

Marta, uma amiga de Anne, soube do ocorrido e ficou pensando a respeito por algum tempo.

Pois, num determinado dia, ela se encontrou numa situação idêntica. A pessoa que a atendeu era uma funcionária de carreira, segura e eficiente. O formulário parecia enorme, interminável. A primeira pergunta foi:

— Qual é a sua ocupação?

Marta pensou um pouco e sem saber bem como, respondeu:

“Doutora em desenvolvimento infantil e em relações humanas”.

A funcionária fez uma pausa e Marta precisou repetir, pausadamente, dando ênfase para as palavras mais significativas. Depois de ter anotado tudo, a jovem ousou indagar:

— Posso perguntar o que é que a senhora faz exatamente?

Sem qualquer traço de agitação na voz, com muita calma, Marta explicou:

— Desenvolvo um programa em longo prazo, dentro e fora de casa.

E, pensando na sua família, ela assim continuou:

— Sou responsável por uma equipe e já recebi quatro projetos. Trabalho em dedicação exclusiva. O grau de exigência é de 14 horas por dia, às vezes até 24 horas.

À medida que ia desenvolvendo suas responsabilidades, Marta notou o crescente tom de respeito na voz da funcionária, que preencheu todo o formulário com os dados fornecidos.

Quando voltou para casa, Marta foi recebida por sua equipe: uma menina com 13 anos, outra com sete e outra com três.

Subindo ao andar de cima ela pôde ouvir o seu mais novo projeto, um bebê de seis meses, testando uma nova tonalidade de voz. Feliz, Marta tomou o bebê nos braços e pensou na glória da maternidade, com suas múltiplas responsabilidades. E horas intermináveis de dedicação...

“Mãe, onde está meu sapato? Mãe me ajuda a fazer a lição? Mãe, o bebê não para de chorar. Mãe, você me busca na escola? Mãe, você vai assistir a minha dança? Mãe, você compra? Mãe...”.

Sentada na cama Marta pensou:

“Se eu sou doutora em desenvolvimento infantil e em relações humanas, o que seriam as avós?”.

E logo descobriu um título: “doutoras-sênior em desenvolvimento infantil e relações humanas”. Para as bisavós: “doutoras-sênior executivas”. E “doutoras-assistentes” para as tias.  E para todas as mulheres, mães, esposas, amigas e companheiras: “doutoras na arte de fazer a vida melhor”.

Num mundo em que se dá tanta importância aos títulos, que sempre exige maior especialização na área profissional, que as pessoas se tornem especialistas na arte de amar.

Mãe, eis um bom conselho de autor desconhecido:

“Não se preocupe por não poder dar aos seus filhos o melhor de tudo... Dê a eles o seu melhor”.

Que os homens, valorizem as mulheres de sua vida!... Que deixe a sua mulher feliz!... E que seja feliz também!

E que Hoje... E Sempre... Você faça a sua Mãe muito feliz!!!

Abrace-a dizendo:

FELIZ DIA DAS MÃES!...

sexta-feira, 1 de maio de 2026

OLHANDO PARA MIM MESMO!

 

Uma pessoa do bem e de caráter firme conserva a paz dentro de si.


Pelo subtítulo já se percebe que há uma diferença entre ser uma “pessoa do bem” e ser uma “pessoa de caráter”.

Ser uma “pessoa do bem” é ser generosa e gentil – inclinada à bondade e à promoção do bem-estar alheio.

Ser uma “pessoa de caráter” é ser honesta e responsável (mesmo sem que ninguém veja!). Que tem integridade moral, que tem firmeza de princípios, compromissada com valores éticos; como, por exemplo, devolver um troco recebido a mais...

A “pessoa do bem” pode ter um caráter fraco. E a “pessoa de caráter” pode ser carente de bondade.  Mas é a união de ambos, que constitui uma conduta ética e virtuosa!

Muitos cristãos buscam moldar a sua própria natureza nos exemplos de bondade do Mestre. Mas, às vezes, se esquecem das convicções e princípios que revelam o Caráter de Cristo.

JESUS ensinou que o caráter não é definido por rituais externos, mas pelo estado interno da pessoa.

Tanto, assim, que comparava os escribas e fariseus a “sepulcros caiados”... Ou, como diz um provérbio popular: “Por fora bela viola, por dentro pão bolorento!”.

Em Mateus (23, 25/28) Ele dizia:

“Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas! Limpais por fora o copo e o prato e por dentro estais cheios de roubo e de intemperança”.

 “Por fora pareceis justos aos olhos dos homens, mas por dentro estais cheios de hipocrisia e de iniquidade”.

Esses ensinamentos são focados na transformação interior.  Pois o Coração é a fonte do caráter da pessoa.

Em (Mateus 15,18-19), Jesus ainda explica que o que sai da boca vem do Coração. E isso é que revela a verdadeira natureza da pessoa.

O caráter não é, pois, sobre seguir as regras sociais, mas sobre uma moral profunda que se manifesta mesmo quando ninguém está olhando.

Como relata a seguinte história:

Um Mestre vivia há muito tempo junto com seus discípulos em um templo arruinado. Sobreviviam de doações e esmolas, conseguidas numa cidade próxima. Mas, como todos reclamavam mesmo era das péssimas condições em que viviam, um dia disse o velho Mestre:

— Nós devemos reformar o templo. Mas, como somente ocupamos o nosso tempo estudando, não há tempo para trabalhar e arrecadar esse dinheiro. Eu pensei então numa solução simples: “ir à cidade e roubar bens que poderão ser vendidos para a arrecadação do dinheiro” Só, assim, seremos capazes de fazer uma boa reforma...

Os estudantes ficaram espantados por esse tipo de sugestão vir do sábio Mestre! Mas, não protestaram, porque todos tinham por ele o maior respeito.

E, a seguir, o Mestre completou:

— No sentido de não manchar a nossa reputação por cometermos atos ilegais e imorais, solicito que roubem quando ninguém estiver olhando. Eu quero que ninguém seja pego!...

Longe do Mestre os estudantes discutiam o plano. Disse um deles:

— É errado roubar! Por que será que nosso Mestre nos solicitou para cometermos esse ato?

— Porque isso permitirá reformar o nosso templo – respondeu outro logo em seguida –, e essa é uma boa causa.

Assim, todos concordaram que o Mestre era sábio e justo e deveria ter uma razão para fazer tal tipo de requisição. E logo partiram em direção à cidade, prometendo serem cuidadosos para não serem vistos nem pegos e não causarem a desgraça para o templo.

Todos os estudantes foram para a cidade, exceto um. O Mestre então se aproximou dele e lhe perguntou:

— Por que você ficou para trás?

O garoto respondeu:

— Eu não posso seguir as suas instruções para roubar onde ninguém esteja vendo. Pois, não importa aonde que eu vá; sempre estarei olhando para mim mesmo!... E meus próprios olhos verão que estou roubando!...

O sábio Mestre abraçou o garoto com um sorriso de alegria e disse:

— Eu somente estava testando o caráter dos meus estudantes e você é o único que passou no teste!

Após muitos anos, esse garoto se tornou um grande e sábio Mestre.

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Conto adaptado do Livro “As Mais Belas Parábolas de todos os tempos”, vol. I, Editora Leitura – Belo Horizonte MG.

sexta-feira, 24 de abril de 2026

A REENCARNAÇÃO NO DECÁLOGO

 

“Na reencarnação ninguém erra de endereço”. (Chico Xavier)


Martinho, Polaco por descendência, casado, filhos pequenos, alto e forte, além de ser tratorista de uma fazenda tinha o dom da cura espiritual.

Na década de oitenta, em Itararé, eu sempre levava meus filhos para ele benzer. Nasceu daí uma amizade, porém que durou pouco... Pois ele desencarnou em plena juventude.

Restou a saudade!... E a Bíblia que ele me presenteou no dia 09 de dezembro de 1984 – DIA DA BÍBLIA – a qual conservo como uma relíquia!

Bíblia Especial, Capa Preta com uma Cruz, medindo 28x21cm; com etiqueta metálica comemorativa da visita do Papa João Paulo II ao Brasil.

 Guardo-a com carinho. E trago na memória alguns temas abordados por ele que reacendem a minha Fé.

Martinho gostava de perguntar:

— A Bíblia “fala” sobre bombas atômicas? “Fala” sobre Reencarnação?

— Claro que não! – era a resposta.

— Pois vou contar-lhe uma novidade:

— A Bíblia “fala”, sim, sobre isso. Bastam olhos de ver para perceber o espírito que vivifica atrás da letra que mata. Isso, porém, é dado a poucos, pois muitos são os que olham e não enxergam, escutam e não ouvem...

O mais importante, então, é o “colírio para ungir teus olhos, para que vejas”. (Apocalipse 3,18).

Para ver que a Bíblia “fala”, sim, em Reencarnação e em bombardeiros nucleares feitos por numerosos caças a jato – basta levantar a letra e procurar o espírito que ela oculta.  

Jesus certa vez até agradeceu a Deus por ter escondido certas coisas aos sábios e as revelado aos humildes...

A primeira alusão à doutrina das vidas sucessivas se acha exatamente no mandamento inicial do Decálogo:

“Eu, Jeová, teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos filhos, na terceira e na quarta geração daqueles que me aborrecem”. (Êxodo 20,5).

Esta versão da American Bible Society foi fiel ao texto da Vulgata: in tertiam et quartam generationem” e não “até a terceira e quarta gerações”, como consta em outras versões.

A Vulgata é a tradução latina feita por São Jerônimo 340-420, declarada oficial pelo Concílio de Trento.  

Cada indivíduo sofre pelos próprios erros que cometeu. O sofrimento em lugar de outra pessoa não é admissível nem mesmo ante as leis humanas!

Crer que os crimes cometidos pelos pais são punidos em filhos, netos e bisnetos – nos quais se presume a inocência –, é dar à Justiça Divina um caráter monstruoso!...

Pois isto se choca frontalmente com a doutrina do Amor e do Perdão que o Cristo ensinou. Ainda mais quando se sabe que Deus não castiga ninguém!... Pois Deus é AMOR na sua plenitude...

E também não faz o menor sentido, diante da advertência de Jesus ao paralítico por ele curado:

— “Eis que estás são; não peques mais, para que te não suceda alguma coisa pior”. (João 5,14).

A responsabilidade de cada um é, pois, intransferível!... (ver Ezequiel cap. 18). Mas, a lei divina exige reparação!... A Reencarnação pode então ocorrer na terceira ou na quarta geração. 

E por que não na segunda geração?

Porque seria necessário, para isto, que o indivíduo morresse ainda jovem e se reencarnasse imediatamente. E só raramente tal renascimento aconteceria.

Exemplificando: Maria casa com Marcos e têm vários filhos. Cometem na vida muitas iniquidades e levam para o além-túmulo o peso do remorso. Arrependidos pedem a Reencarnação.

Como os renascimentos demandam tempos de socorro, amparo, recuperação e programação das almas, então, o mais comum é que eles ocorram muito mais tarde mesmo.  

Eles, os pais (da primeira geração) serão, então, Espíritos reencarnados “na terceira ou na quarta geração”.

 Nosso Pai Eterno, zeloso, está então presente neles, “visitando as iniquidades” contraídas anteriormente por eles e que deverão agora ser por eles mesmos reparadas.  

Afinal, por que um indivíduo é mais adiantado que outro?

A Reencarnação responde:

— Porque a justiça divina não se manifesta só numa única vida na carne; mas, sim, nas sucessivas existências de aprimoramento!...

Este é o espírito do texto!...