Você nunca está sozinho, Deus sempre está com
você!
Num reino distante, havia um Rei que não
acreditava na bondade de Deus. Tinha, porém, um súdito que sempre o lembrava
dessa verdade. E que em todas as situações lhe dizia:
—
Meu Rei, não desanime, porque Deus é bom!
Um
dia, o Rei saiu para caçar juntamente com seu súdito e uma fera da floresta o atacou.
O súdito conseguiu matar o animal, porém não evitou que Sua Majestade perdesse
o dedo mínimo da mão direita.
O Rei, furioso com isso, e sem mostrar
gratidão ao súdito que lhe salvou a vida, perguntou-lhe:
—
E agora, o que você me diz? Deus é bom?... Se Deus fosse bom eu não teria sido
atacado; e não teria perdido meu dedo!...
—
Meu Rei – respondeu o servo – apesar de todas as coisas, só posso lhe dizer que
Deus é bom, e que mesmo isso – perder um dedo – é para seu bem!
O
Rei, indignado, mandou prender o súdito na sela mais fétida e escura do
calabouço.
Tempos depois, novamente o Rei saiu para
caçar e aconteceu de ser atacado, desta vez, por índios que viviam na selva.
Índios muito temidos, pois se sabia que faziam sacrifícios humanos aos seus
deuses. E mal eles prenderam o Rei, passaram a preparar o ritual do sacrifício.
E quando tudo estava pronto e o Rei preso diante do altar, o sacerdote
indígena, ao observar a vítima, disse furioso:
—
Este homem não pode ser sacrificado, pois ele é defeituoso! Falta-lhe um dedo!
E o Rei foi libertado. Ao voltar ao palácio,
muito alegre e aliviado, libertou seu súdito e pediu-lhe que viesse à sua
presença. Ao vê-lo, afetuosamente o abraçou, e disse-lhe:
—
Meu caro, Deus foi realmente bom comigo! Você já sabe que escapei da morte
justamente porque não tinha um dos dedos...
Mas – continuou o Rei –, ainda há uma
grande dúvida em meu coração:
—
Se Deus é tão bom, por que permitiu que você fosse preso da maneira como foi,
logo você que tanto O defendeu?
O servo sorriu e disse-lhe:
—
Meu Rei, se eu estivesse nessa caçada, certamente seria sacrificado em seu lugar,
pois não me falta dedo algum!...
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O “causo”,
acima, está no Livro de Alexandre Rangel, “As mais belas PARÁBOLAS de todos os
tempos”. Achei-o adequado para a Semana
Santa, que vai do Domingo de Ramos até o Domingo de PÁSCOA.
A Semana Santa se refere aos últimos
momentos da vida de JESUS, abrangendo
seu sofrimento, prisão, julgamento, tortura e a sua crucificação na Sexta-feira da Paixão, culminando na
vitória de sua ressurreição. Pois o Amor
do Cristo por nós é o reflexo da existência de DEUS...
Do
DEUS, que O enviou como o “RABI
DE GALILEIA”, o “Grande Mestre” para nos ensinar a Amá-Lo como NOSSO PAI Maior, o Absoluto, Único, Incriado, Justo, Perfeito,
Sábio e BONÍSSIMO.
Que
sabe o que faz, sabe o que tira e sabe o que traz!
O Deus de grandes milagres, como nos revela, a seguir, o Evangelho de João (4,43-54).
Jesus partiu para a Galileia. Chegando
lá, acolheram-no os galileus, porque tinham visto tudo o que fizera em
Jerusalém, durante a festa da Páscoa,
pois também haviam estado lá.
Ele
voltou, pois, a Caná da Galileia, onde transformou
água em vinho (seu primeiro
milagre!). E havia ali um oficial do rei, cujo filho estava doente em
Cafarnaum. Ao ouvir que Jesus vinha
da Judéia para a Galileia, foi a Ele e rogou-lhe que fosse curar seu filho, que
estava prestes a morrer.
Disse-lhe Jesus:
— Se
vocês não virem milagres e
prodígios, nunca crerão...
Pediu-lhe o oficial:
— Senhor, vem, antes que meu filho
morra!
— Vai,
disse-lhe Jesus: Seu filho está
passando bem!
O
homem acreditou na palavra de Jesus
e partiu. E, estando ele ainda a caminho, seus criados vieram ao seu encontro e
lhe disseram:
—
Seu filho está passando bem.
Indagou então deles a hora em que se
sentira melhor. Responderam-lhe:
— A
febre o deixou ontem, à sétima hora [uma hora da tarde].
Reconheceu
o pai ser a mesma hora em que Jesus
dissera: Seu filho está passando bem! E creram: ele e todos os de sua casa.
Esse
foi o segundo milagre de Jesus; realizado depois que Ele veio da
Judéia para a Galileia.