Aquecendo a Vida

Aquecendo  a Vida

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sábado, 4 de julho de 2026

UMA CASA DIVIDIDA

 

“Uma casa dividida contra si mesma não pode subsistir”.


A frase deste subtítulo faz parte do famoso “Discurso da Casa Dividida”, proferido por Abraham Lincoln em 16 de junho de 1858, ao aceitar a nomeação republicana para o Senado dos EUA. Ele alertava que a nação não sobreviveria dividida entre estados escravocratas e livres.

É uma frase que se fundamenta nos ensinamentos de Jesus, quando lhe apresentaram um homem cego e mudo, possesso do demônio.

Jesus curou-o, de sorte que ele começou a ver e a falar. Mas, a multidão estupefata perguntava:

— Porventura é este (Jesus) o filho de David?

Os fariseus, porém, ouvindo isto, diziam entre si:

Jesus expulsa os demônios por Belzebu, príncipe dos demônios.

Belzebu, Satanás, Príncipe dos demônios eram expressões de sentido figurado de que Jesus se valia para ser ouvido e compreendido. E porque naquela época assim eram designados os Espíritos maus que, tendo falido, continuavam ainda na senda do Mal.

Eram Espíritos malfazejos, que se manifestavam pela obsessão e pela subjugação. E, por esse motivo, Jesus era acusado pelos seus contemporâneos de curar por influência demoníaca.

Conhecendo os pensamentos de seus injuriadores, Jesus respondeu-lhes:

— “Todo reino dividido contra si mesmo será destruído. Toda cidade, toda casa dividida contra si mesma não pode subsistir” (Mateus 12,25).

Jesus proferiu estas palavras como uma Parábola, para rebater a acusação dos fariseus. E ainda acrescentou:

“Se Satanás expele Satanás, está dividido contra si mesmo. Como, pois, subsistirá o seu reino?” (Mt 12,26).

O Mestre indicava, assim, que qualquer reino ou casa dividida cairá.

E Abraham Lincoln, que acreditava nos ensinamentos do Cristo, sabendo disso fez desta Parábola não somente um símbolo da necessidade de união nacional, mas também uma profecia dos conflitos que viriam ocorrer devido à escravidão nos Estados Unidos.

Diz um ditado que “Ninguém pode dar aquilo que não tem”.

Se Jesus curava era porque tinha poder para isso! Sendo assim, ninguém poderia jamais duvidar que as suas curas viessem de Deus. E nem sequer duvidar da influência direta que o Pai Celestial exercia e exerce sobre Ele.

Dá-se, atualmente, o mesmo que se deu outrora com Jesus. Pois muitos escribas e fariseus modernos negam tudo o que não compreendem e chamam de loucos ou, então, de desiquilibrados a todos os que praticam as obras de caridade, sejam eles: espiritualistas, médiuns espíritas ou paranormais...

E a resposta destes trabalhadores deve ser a mesma de Jesus: “Nenhum reino que se divide contra si mesmo pode subsistir”. Tal como pensava Abraham Lincoln!

Lincoln foi o 16º Presidente dos EUA, que liderou o país em seu maior conflito interno: a Guerra de Secessão, de 1861 a 1865. Abolindo, assim, a escravidão e impedindo a nação de ser dividida mantendo-a sob um único governo federal.

 O dia 04 de julho é o Dia da Independência dos Estados Unidos.

Embora Abraham Lincoln não tenha participado da Independência, ele é considerado o segundo fundador dos Estados Unidos, devido seu papel vital na consolidação do governo nacional.

Segundo Emmanuel, no livro “A Caminho da Luz” (psicografado por Chico Xavier), pg. 173:

“Os operários de Jesus [...] sob a determinação superior, organizam as linhas evolutivas das nacionalidades que aí teriam que florescer no porvir”.

“Definiram o papel de cada região no continente, localizando o cérebro da nova civilização no ponto onde hoje se alinham os Estados Unidos da América do Norte, e o seu coração nas extensões da terra farta e acolhedora onde floresce o Brasil, na América do Sul”.

Enquanto os Estados Unidos guardam os poderes materiais, o Brasil detém os poderes espirituais destinados à futura civilização do planeta.

Pois o Brasil, conforme alguns sensitivos será a maior potência espiritual da Terra. E já está bem na frente das demais nações, devido o alto Espírito de Solidariedade, que prepara a humanidade para a Era de Regeneração que se aproxima rapidamente.

sábado, 27 de junho de 2026

MEIAS–VERDADES

“Viver pela metade é ilusão. Tire suas meias e ponha os pés no chão”.


Um sábio, para mostrar ao Rei o sentido das meias–verdades, pediu que colocassem um elefante diante de seis (06) cegos e disse-lhes:

— Há um objeto diante de vocês. Toquem nele e depois digam o que é.

Os cegos não sabiam o que era um elefante!... O primeiro se aproximou, tocou no objeto e disse:

— Parece um muro.

— É uma lança – disse o segundo cego após tocar em outra parte.

— Que disparate! – disse o terceiro. Está mais parecido com uma cobra.

— Bem – disse o quarto homem, ao apalpar o animal –, parece uma árvore.

Todos riram! O quinto cego pegou então em outra parte do objeto e deu sua opinião, dizendo:

— Com certeza é um leque.

Finalmente, o sexto cego, por sua vez, tocou no elefante e disse:

— Parece-me que é uma corda.

Com tantas opiniões diferentes, o Rei, exasperado, exclamou:

— Que grande confusão!...

— Mas, não é bem assim! – falou o sábio. – Pois, na verdade, o elefante tem flancos como muros, dois grandes dentes como lanças, uma tromba como cobra, pernas como pequenas árvores, as suas orelhas são como dois leques e o rabo parece uma corda. Juntando tudo isso, temos uma descrição, quase perfeita, de um elefante!

— Afinal – continuou o sábio –, os cegos VIRAM o elefante, não pelos olhos, mas sim pelo tato. E nenhum deles mentiu!... O que fizeram foi só contar um pedaço da verdade...

A meia–verdade, apesar de conter parte da realidade, sempre nos engana, e nos leva a uma conclusão falsa.

Por isso, Jesus sempre alertava: “Ouvireis com vossos ouvidos e não entendereis, olhareis com vossos olhos e não vereis," (Mateus 13,14).

Há muito tempo, como professor primário, vendo as dificuldades dos alunos para aprender continhas de aritmética, eu fui buscar o saber de Jerome Bruner dos EUA – o Pai da Psicologia Cognitiva.

Ele falava sobre o ensino Em Espiral, onde um conceito deveria ser repetidamente ensinado, em diferentes níveis. Isso permitia ao aluno aprender ideias complexas de modo simples, num processo baseado em como os seres humanos chegaram ao estágio atual; e em como poderiam se aprimorar.

Daí nasceu, em 1965, a minha apostila “Aritmética Passo a Passo”, um rol de continhas de 1ª a 4º séries, partindo sempre das mais simples para as de maior complexidade.

Nasceu, do mesmo modo que se dá a aprendizagem espiritual do ser humano, em forma de uma escada em espiral, partindo-se dos níveis de frequência mais baixos para, passo a passo, avançar gradativamente aos demais degraus da escala evolutiva.

Em cada passo ou degrau o aprendiz forma uma concepção (sua meia–verdade). E no passo seguinte, no degrau mais elevado – com nova visão, ele amplia sua verdade.

Assim, em cada etapa ou série escolar ele se sente mais experiente; e na escala espiritual acontece o mesmo.

De meias e meias–verdades – tal como na referida história –, é que o ser humano conhece a “VERDADE PLENA”, absoluta, além das aparências materiais e se livra da ignorância.

Como diz João 8, 32: “Conhecereis a verdade e a verdade vos livrará”.

Pois, “Quando vier o Paráclito, o Espírito da Verdade ensinar-vos-á toda a verdade, [...] e anunciar-vos-á as coisas que virão". (João 16,13)

As experiências do Espírito é a sua maior riqueza, a qual promove o seu Bem mais elevado, no decorrer de suas sucessivas existências, através de meditações e reflexões mentais, até atingir a Meta de sua programação.

Quando Jesus manda “amar vossos inimigos” (Mateus 5,44), de certa forma está pedindo pra gente olhar e ver, ouvir e escutar para compreender que o nosso “inimigo” é nosso irmão! Filho do mesmo Pai Eterno! apenas num estágio diferente de maturidade, que constitui a sua Meia–Verdade – o conceito do nível da sua frequência.

Pois, “Todos os Espíritos passam pelo caminho da ignorância”. (Livro dos Espíritos / Q. 120).

       Assim como o bom Professor não se ofende com os erros do aprendiz, se você já detém algum saber, aprenda a viver e não se ofenda na vida com os erros dos outros. 

sábado, 20 de junho de 2026

METÁFORA DO BARQUEIRO

 

“Arrumar desculpas não leva você a lugar nenhum, a ação sim”.


Um viajante seguia pelas margens de um grande lago de águas cristalinas e imaginava uma forma de chegar até o outro lado, onde ficava seu destino.

Suspirou fundo enquanto tentava fixar o olhar no horizonte. A voz de um homem de cabelos brancos quebrou o silêncio momentâneo, se oferecendo para transportá-lo. Era um barqueiro.

O pequeno barco envelhecido, no qual a travessia seria realizada, era provido de dois remos de madeira de carvalho. O viajante detidamente olhou-os e percebeu o que pareciam ser letras em cada remo. Ao colocar os pés empoeirados dentro do barco, observou que eram mesmo duas palavras.  Num dos remos estava entalhada a palavra Acreditar e no outro, Agir.

Não podendo conter a curiosidade, o viajante perguntou a razão daqueles nomes originais dados aos remos.

O barqueiro pegou o remo, no qual estava escrito Acreditar, e remou com toda a força. O barco, então, começou a dar voltas sem sair do lugar em que estava. Em seguida, pegou o remo em que estava escrito Agir, e remou com todo vigor. Novamente o barco girou em sentido oposto, sem ir adiante.

Finalmente, o velho barqueiro, segurando os dois remos, movimentou-os ao mesmo tempo, e o barco, impulsionado por ambos os lados, navegou através das águas do lago, chegando calmamente à outra margem.

E o barqueiro disse ao viajante:

— Este barco pode ser chamado de Autoconfiança. E a margem é a meta que desejamos atingir. Para que o barco da Autoconfiança navegue seguro e alcance a meta pretendida, é preciso que utilizemos os dois remos ao mesmo tempo e com a mesma intensidade: Agir e Acreditar!

*****

Esta é a clássica “Metáfora do Barqueiro”. Encontra-se no Volume 2 do livro “Momento Espírita” da FEP (Federação Espírita do Paraná) Curitiba (PR), intitulada: Acreditar e Agir.

Ela serve para ilustrar o seguinte:

1.    O Barco representa a Autoconfiança.

2.    A Margem é a meta ou sonho que você deseja alcançar.

3.    O Remo “Acreditar” é a sua , a sua convicção mental.

4.    O Remo “Agir” é a sua coragem, disciplina e constância.

5.    Acreditar sem Agir é apenas sonhar. O barco fica parado no mesmo lugar. E a Fé se esgota.

6.    Agir sem Acreditar é desgaste puro. O barco anda em círculos ou na direção errada.

7.    A Sinergia consiste em Remar com os dois Remos simultaneamente, impulsionando-os com força e vontade para garantir o avanço e alcançar a meta desejada.

Sinergia significa: — Cooperação (operação simultânea, em comum); ou — Interação – ação mútua entre partes que, juntas, produzem um resultado maior ou melhor que a soma dos seus esforços individuais.

Sinergia é trabalhar junto. É a ideia de que a colaboração de 1 + 1 = 3.  Tem, pois, o sentido de coletivismo – próprio do Tempo de Regeneração, que se aproxima –, onde “o todo é maior do que a soma das partes”.

O referido livro cita o exemplo de Gandhi, que tinha como Meta libertar seu povo do jugo inglês, tendo como Estratégia a não violência. Foi tanta a sua Autoconfiança, que ele atingiu a Meta sem derramamento de sangue. Gandhi não só Acreditou ser possível, mas também Agiu com segurança.

Há muitos exemplos de Jesus que nos orientam a Acreditar e Agir:

— Exemplo de Obediência:

“Dou-vos um novo mandamento: Amai-vos uns aos outros”. (João 13,34)

— Exemplo de Mansidão:

“Tomai meu jugo sobre vós e recebei minha doutrina, porque eu sou manso e humilde de coração e achareis o repouso para as vossas almas". (Mateus 11,29)

— Exemplo de Integridade:

“Sede perfeitos, assim como vosso Pai celeste é perfeito”. (Mateus 5,48)

— Exemplo de Amor a serviço do próximo:

“Todo aquele que quiser tornar-se grande entre vós, se faça vosso servo”. “Assim como o Filho do Homem veio, não para ser servido, mas para servir e dar sua vida em resgate por uma multidão". (Mateus 20,26 e 28).

Lembre-se, enfim, que:

— “A punição que os bons sofrem quando se recusam a Agir é viver sob o governo dos maus” (Platão).

— “Fora da Caridade não há salvação!”. O Barco afunda!...

sábado, 13 de junho de 2026

SONHO QUE SE SONHA SÓ...

 “Se você pode sonhar, você pode realizar” (Walt Disney).


Um membro de um grupo deixou de participar das atividades sem avisar.

Após semanas, o líder decide visitá-lo em uma noite muito fria. O homem estava em casa sozinho, sentado diante da lareira, onde ardia um fogo brilhante e acolhedor.

Adivinhando a razão da visita, ele deu as boas-vindas ao líder. Depois o conduziu a uma grande cadeira perto da lareira e ficou quieto, esperando...

O líder acomodado no local indicado não disse mais nada. No silêncio que se formara entre eles apenas se via a dança das chamas em torno das rachas de lenha que ardiam.

Minutos depois, o líder examinou as brasas que se formaram, selecionou a mais incandescente delas e empurrou-a para o lado. E se sentou permanecendo silencioso e imóvel.

O anfitrião, quieto, prestava muita atenção a tudo. Viu que a chama da brasa solitária diminuía, até que o fogo apagou-se de vez, e o que antes era uma festa de calor e luz, agora não passava de um frio e morto pedaço de carvão.

Nenhuma palavra a mais foi dita desde o cumprimento dos dois amigos.

O líder, antes de sair, manipulou o carvão frio e inútil colocando-o de volta no meio do fogo, o qual, novamente alimentado pelo calor dos carvões ardentes ao seu redor, se incandesceu quase que imediatamente.

E, quando o líder alcançou a porta para partir, seu anfitrião disse:

— Obrigado por sua visita e pela belíssima lição. Estou voltando ao convívio do grupo. Deus te abençoe!...

 “Uma andorinha sozinha não faz verão” – diz um dito popular.

Entretanto, isso me fez lembrar de um provérbio Chinês:

 “Se dois homens vêm andando por uma estrada, cada um carregando um pão, e, ao se encontrarem, eles trocam os pães, cada um vai embora com um... Porém, se dois homens vêm andando por uma estrada, cada um carregando uma ideia, e, ao se encontrarem, eles trocam as ideias, cada homem vai embora com duas”.

A lição do fogo, supracitada, de autor desconhecido, é uma boa alegoria, que aqui já utilizei, para se compreender a importância da participação social. Pois, para se viver em harmonia, cada um de nós deve entender que faz parte de um todo coletivo... Que faz parte da chama... E que longe do grupo ele perde o seu brilho.

E aos líderes, vale lembrar que eles são responsáveis por manter acesa a chama de cada um e por promover a união entre todos os membros, para que o fogo seja realmente forte, eficaz e duradouro.

E vale lembrar ainda a frase de Bertold Brecht, que ganhou notoriedade com Raul Seixas:

“Sonho que se sonha só, é só um sonho que se sonha só. Sonho que se sonha junto é realidade”.

Sonhar parece devaneio de criança. Mas, na realidade é coisa de gente grande! Faça disso o “pontapé inicial” para concretizar seus pensamentos!...

Deseje a vitória de um tão sonhado projeto. E, depois, medite bastante a respeito da sua realização. Escreva ou desenhe o que você quer, pois tudo o que firmemente mantiver em sua mente é o que exteriorizará.

O humano foi feito à imagem do seu Criador, e isto significa que ele é criativo e destrutivo ao mesmo tempo.

“Pensamento é Energia”. E se este pensamento procede de alguém com potencial de influenciar a sua realidade, ao você expressá-lo verbalmente isso é mais um passo para você criar tanto coisas boas ou ruins.

Guiado, porém, pelo Amor e pelos bons sentimentos não há possibilidade alguma de retrocesso em sua obra.

Quanto mais você se esforça no Bem mais prospera; mais cresce seu livre-arbítrio e mais elevada vibra a sua frequência. As possibilidades crescem e melhores são as suas escolhas!... Deixe de ser um simples ator para ser o cocriador do seu próprio destino!

Você é do tamanho daquilo que você sonha!...

Nunca abandone o seu sonho, mesmo a revelia dos que torcem contra. Pois o Universo conspira a seu favor...

E, à vista de incertezas, lembre-se, da seguinte lição de Chico Xavier: “Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim...”. 

sábado, 6 de junho de 2026

O IMPACTO DAS NOSSAS AÇÕES

 

Nossas atitudes devem ser guiadas por convicções sólidas.


A obra “A Caminho da Luz”, de Emmanuel, psicografada por Francisco Cândido Xavier, no Cap. XII faz menção ao missionário Monge de Manilha acusado de tramar a liberdade de sua pátria contra o domínio espanhol nas Filipinas.

O Monge, após ser condenado à morte e conduzido ao cadafalso, entrou em desespero perante uma execução totalmente injusta.

No instante do suplício, o mísero condenado chora desesperadamente, diante do motivo de estar morrendo de forma trágica. Então, grita e questiona:

— Como, pois, será possível que eu morra assim inocente? O que eu fiz para merecer tão horrendo suplício?

Mas um companheiro corre ao seu encontro e murmura-lhe aos ouvidos:

— Jesus também era inocente!...

O Monge encontrou forças, ao lembrar que Jesus também foi inocente.

Diante dessa lembrança, um clarão de misteriosa beleza passa, então, pelos seus olhos trazendo-lhe paz e aceitação. Secam-se as lágrimas e a calma volta ao seu semblante macerado, permitindo-lhe enfrentar o fim de sua vida com serenidade. E, quando o carrasco lhe pede perdão, antes de apertar o parafuso sinistro, ei-lo que responde resignado:

— Meu filho, não só lhe perdoo como ainda lhe peço cumpra o seu dever!...

O referido episódio relata uma lição espiritual, que serve muito bem para exemplificar a influência confortadora de Jesus e a superação do sofrimento por meio da resignação.

Emmanuel comenta que “a lição do Cristo ficou para sempre na Terra como o tesouro de todos os infortunados e de todos os desvalidos”. Pois, “É, muitas vezes, nos corações humildes e aflitos que vamos encontrar a divina palavra cantando o hino maravilhoso dos bem-aventurados”.

Sua palavra construiu a fé nas almas humanas, fazendo-lhes entrever os seus gloriosos destinos. Haja necessidade e tornaremos a ver a crença e a esperança reunindo-se em novas catacumbas romanas, para reerguerem o sentido cristão da civilização da Humanidade”.

O edificante exemplo de Jesus está nos ensinos de sua doutrina, que manda fazer o Bem pelo Mal e que instituiu o perdão aos próprios inimigos.

“Tudo o que quereis que os homens vos façam, fazei-o vós a eles”. (Mateus 7,12).

Este princípio deixado pelo Divino Mestre é a REGRA DE OURO para tratar os outros como você gostaria de ser tratado. É uma diretriz fundamental, ética, que historicamente transcende a todas as filosofias, culturas e religiões.

Olhando esta Regra de Ouro pelo viés sociológico percebemos que ela foi estruturada com base na Empatia e na Reciprocidade para promover, ao mesmo tempo, o espírito de cooperação e a convivência pacífica no meio social.

A Empatia nos leva a entender e sentir um fato pela perspectiva do outro. A Reciprocidade é a troca mútua de ações e sentimentos. Juntas sustentam saudáveis relacionamentos.  

A bondade do Mestre – disse Emmanuel – “fez florescer cidades valorosas e progressistas, países cultos e fartos onde as almas decaídas encontrassem todos os elementos de edificação e aprimoramento”.

O bom exemplo do Cristo marca a nossa vida para sempre! Pois, aos poucos, sua atitude contagiante nos pacifica de uma forma bem natural, criando em nosso redor uma onda vibratória de respeito e inspiração – que assumimos! – e que se propaga por toda a sociedade.

E, assim, deve ser o impacto das nossas ações, quando transmitimos o Bem de forma verdadeira; ou como um meio de apoio aos que nos enxergam nas horas difíceis de suas vidas.

As ações falam mais alto que discursos, ensinando sem impor.

O cristão nunca deve esquecer que Jesus não desejava a morte do pecador.

Portanto, as nossas atitudes devem ser respaldadas no Exemplo de Jesus; porque diretamente elas vão impactar na construção de um mundo melhor, mais colaborativo. A maneira sua de hoje se comportar, é que ditará o caminho para as gerações vindouras.

Recordemos então Nelson Mandela ao afirmar que: “A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”.

sábado, 30 de maio de 2026

METÁFORA DO CANARINHO

 

A ação de um inspira a mudança de muitos.


O Universo até onde a luz permite observá-lo, tem um diâmetro de 93 milhões de anos-luz. Sabendo que cada ano-luz é equivalente a 9,5 trilhões de Km, e que o Universo continua sempre em expansão, a sua dimensão vai muito além do que se pode imaginar... E permanece um mistério!

Diante disso, Chico Xavier, na sua modéstia, se via como um “cisco de Deus”. Dizia brincando: não sou Chico; sou o “Cisco Xavier”.

E esta autoavaliação de “absoluta insignificância” perante Deus, tornou-se pela sua ausência de vaidades um “slogan de humildade”.

Chico psicografou mais de 450 livros, com mais de 50 milhões de exemplares vendidos; e se ele é só um cisco na ordem das coisas, o que pensar de nós nessa imensidão cósmica! Somos o quê? Um “cisquinho”?

Mas, não diga que “somos nada”. Isto seria uma ofensa a Jesus que ensinou que “Somos deuses”! Pois, somos, sim, uma “Partícula Divina”! E falar que “nada somos” soa como uma blasfêmia contra Deus – Nosso Pai.

O Amor de Deus é o maior tesouro da humanidade.

Nós somos, herdeiros do Amor de Deus e o nosso maior patrimônio é o Tempo, que é igual para todos. E a nossa maior riqueza é a Experiência adquirida durante o processo evolutivo.

Assim, não importa quão pequeno seja uma pessoa. Dentro de um sistema de compartilhamentos, onde cada um faz a sua parte, é possível que todos juntos consigam atracar num porto seguro de prosperidade!...

Uma fábula ilustra bem isso!...

Numa floresta tropical, habitada por uma variedade de animais, logo que entrou o verão surgiu uma enorme seca, provocando na mata incêndios, que logo se espalhavam. Os animais assustados fugiam em busca de um abrigo seguro; correndo todos na mesma direção para bem longe daquele fogo.

Um Canarinho do peito amarelo, contrariando o impulso natural da sua espécie despertou a atenção por voar na direção oposta aos demais. Ele seguiu convicto, assim, até avistar um rio ali perto. Então, encheu seu biquinho com um pingo d’água e começou a despejá-lo sobre as chamas. E repetia isso incansavelmente, mesmo sem impactar o incêndio... Mas, não desistia!...

Os outros animais, espantados com a persistência do passarinho, ouviram a coruja chirriar:

— Ei, porque está fazendo isso?

— Ao regressar de um ninho destruído – disse o canarinho –, voando com as asas quase sangrando e a companheira procurando, vi que minha vida, assim como a de todos vocês, está nesta floresta. Ela é nossa amada pátria! E agora faço o que posso para recuperar o que é mais importante para mim.

Nisso, uma velha raposa provocou-lhe, gritando:

— Você está maluco? Não vê que é impossível apagar esse incêndio só com uns pinguinhos d’água?

O Canarinho, cansado, para e canta... Ninguém compreende que está sofrendo!... Só Deus quem sabe que vai chorando!... Depois, desabafa:

— Eu sei disso, mas estou fazendo a minha parte! Se cada um de nós aqui fizer a parte que lhe cabe, o incêndio com certeza será extinto!...  E voando saiu novamente para buscar mais água!

Vaaaiiii Canariiinhoooo!...

Este Canarinho do peito amarelo tentando apagar o incêndio da floresta significa a ação do individualismo dos corações, que aliados ao coletivismo de mãos compartilhadas simbolizam a resistência diante de grandes crises. E demonstra, ainda, a força e o poder da cooperação de todos. Pois...

Quando o esforço de um não é suficiente, se todos trabalharem juntos nada é impossível.

Esta metáfora tem uma resiliência que nos faz entender o Segredo da Vida: na importância da determinação; na mudança de perspectiva; no pensar positivo para olhar as dificuldades por ângulos diferentes; e na formação de atitudes vencedoras para a superação de problemas.

Fazer sua parte significa que toda ação tem valor, não importa quão pequeno seja o seu esforço individual... Se não resolve o problema, pelo menos serve de exemplo!... Pois se todos colaborarem tudo fica mais fácil.  

Faça valer a pena cada momento vivido aqui na Terra, FAZENDO A SUA PARTE!...

sábado, 23 de maio de 2026

EI-LO SOBRE AS NUVENS!

 

“Todos os olhos o verão, mesmo aqueles que o traspassaram!” (Apo 1,7).


Fim dos tempos de expiação e provas. Início da Era de Regeneração.

Quantas atribulações superadas!... Agora torcemos para ver o fim dos anos de corrupção e das iniquidades que prejudicam a humanidade!... Todavia, diante das turbulências apocalípticas de tantas incertezas, angústias e amargas decepções, o raiar de uma esperança já se descortina... Anunciando um mundo novo: do Bem prevalecendo sobre o Mal; da Luz dissipando as trevas...

Preparados para o que se aproxima? Pois a reabilitação de Almas aflitas está acontecendo! Muitas, já transformadas, caminham celeremente para um Porto Seguro – o Reino de Amor – onde impera o Bem, a Luz, a Paz, a alegria e as bênçãos de dias felizes!...

O tempo do renascer das Almas redimidas dos erros do passado já chegou! E elas vêm pacificadas quanto aos seus remorsos no rosário de suas existências infindáveis!...

Agora, perto de quase 300 anos de transição planetária, que, segundo Chico Xavier, começou em 1857 com o “Livro dos Espíritos” publicado por Allan Kardec, muitos já estão no seu mergulho final...

Há tempos que a humanidade tem visto imbróglios incompreensíveis!... E fica a questionar: onde encontrar a Paz? Contemplar a vitória da Luz? Sentir a energia do puro Amor?... Para adentrar ao Reino de Deus!

Só mesmo crendo no retorno do Cristo, anunciado por João, até para “aqueles que o traspassaram”!

Não obstante, se saiba – segundo Emmanuel –. que “Jesus é a Luz de todas as vidas terrestres” – e que nunca nos abandonou; pois sempre se fez presente em nossas vidas.

Como é o caso de Longinus, ao pé da Cruz, no Calvário, que não entendeu os martírios de Jesus. Mas que recebeu, depois, do próprio Jesus, a incumbência de cumprir sua última romagem pelo planeta como Imperador do Brasil.

Segundo o Livro “Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho”, Chico Xavier / Humberto de Campos, Longinus, depois de outras existências edificantes, voltou à Terra no dia 02 de dezembro de 1825, no Rio de Janeiro, filho de D. Leopoldina e D. Pedro I, com o nome de D. Pedro de Alcântara.

E, com apenas 05 anos de idade, sob a tutela de José Bonifácio, assumiu a condição de segundo Imperador do Brasil, com a abdicação de D. Pedro I em 07 de abril de 1831.

Será que Longinus e os demais participantes da crucificação de Jesus, agora estarão presentes aqui no meio da multidão, para vê-lo sobre as nuvens?

Que se considere como resposta a própria afirmação do Mestre, em Marcos 13,30: “não passará esta geração sem que tudo isto aconteça”.

Hermínio C. Miranda, em um de seus livros, afirma que “Nenhum daqueles seres que lá estavam na Palestina ou em Roma desapareceu ou deixou de existir. Estão por aí mesmo, reencarnados ou no mundo dos Espíritos, pacificados ou ainda afligidos por remorsos e revoltas”.

Isso nos diz que nesta geração aqui estão os mesmos que o traspassaram; ou que contribuíram de alguma forma, para a sua condenação e execução, em Jerusalém, há dois mil anos.

Se pacificados pelos seus remorsos, estes já contemplam em paz a figura majestosa de Jesus, no seu anunciado retorno à nossa casa planetária, a qual Ele governa desde sua criação há mais de 4,5 bilhões de anos.

Porém, os envolvidos em conflitos, apesar de sucessivas encarnações, será que poderão vislumbrar a grandeza do nosso Governador Espiritual?...

Pois, os olhos que já veem Jesus e continuarão a vê-lo, com certeza são os olhos dos redimidos que se elevaram até Ele através de múltiplas encarnações, e que sentem sua presença e o veem com o olhar amoroso de seus corações no exercício do Bem e da Caridade.

Na derradeira chamada, não se admire sejam muitos os olhos a chorar, porque não viram e nem sentiram o sofrimento alheio que, às vezes, eles próprios causaram.

Mas, neste instante inexorável da grande separação das Almas, todo olho, mesmo que espiritualmente, certamente O verá... Pois já não há como fugir de si próprio! E menos ainda de Deus!...