Aquecendo a Vida

Aquecendo  a Vida

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sábado, 14 de fevereiro de 2026

FEIJÃO, GAIOLA E AVES...

 

Revelam coisas ocultas da espiritualidade.


Uma parte importante dos ensinos de Jesus é constituída por parábolas, relatadas nos Evangelhos. Dentre elas são bem conhecidas as do Semeador, do Filho Pródigo e a do Grão de Mostarda.

Esse jeito de ensinar é uma técnica pedagógica, que consiste em apresentar um raciocínio e uma conclusão, através da exposição de um pensamento de forma figurada (metáfora), facilitando sua memorização e permitindo que o ensinamento de fundo possa surgir em nossa mente, gradativamente, até ser compreendido plenamente.

“Abrirei a boca para ensinar em parábolas; revelarei coisas ocultas desde a criação”. (Mateus 13,35).

Essa forma de revelar ou manter escondido certos ensinamentos para aqueles que ainda não apresentam maturidade para compreendê-los é, na realidade, um modo de evitar-se, assim, a censura prévia de pessoas mal intencionadas. 

O próprio Jesus alertou sobre isso:

“A vós é concedido conhecer os mistérios do Reino de Deus, mas aos outros se lhes fala por parábolas; de forma que vendo não vejam, e ouvindo não entendam”. (Lucas 8,10).

Ensinar por Parábola é você então “colocar uma coisa do lado de outra” e, por comparação, transmitir lições de vida de fundo moral, ou revelar verdades complexas da espiritualidade através de contos do dia a dia.

Para os que têm sensibilidade à flor da pele, as parábolas funcionam como pontes poéticas que o amor constrói!... Pontes que servem de conexões entre coisas e conceitos.

Dentre as narrativas recheadas de metáforas poéticas são também dignas de reflexões:

A do FEIJÃO;

A da GAIOLA e a AVE.

A primeira eu ouvi em “Escrito nas Estrelas” – telenovela espírita de Elizabeth Jhin, produzida e exibida em 2010 pela Rede Globo, às 18 h, que abordou temas da espiritualidade como a vida depois da morte.

Num dos capítulos, Vicente – um dos personagens, vivido pelo ator Antonio Calloni –, ao dialogar com uma jovem se utiliza da metáfora do feijão para nos dar uma bela lição de vida.

Disse ele que O FEIJÃO, ao ser germinado dentro de uma caixa, tem uma consciência que busca a luz pelas frestas da embalagem. Assim, também somos nós, que embora presos num corpo material, temos consciência da Luz Divina, que incessantemente buscamos pelas brechas existentes no imo do coração. E é a consciência dessa Luz que nos dá a certeza da eternidade da vida.

A outra metáfora – que desconheço a autoria –, compara o Corpo Físico a uma Gaiola e o Espírito a uma Ave que nela habita.

Imaginar que ao morrer o Corpo, o Espírito venha a perecer é como imaginar que o pássaro morra ao quebrar-se a Gaiola.

Nosso Corpo Físico é apenas a Gaiola, enquanto o Espírito é o pássaro. Nada tem, pois, o pássaro que recear, com a destruição da Gaiola.

A morte física – um mergulho no infinito – é a hora de voar...

O suave voo das Aves a nos sussurrar que a Alma é livre das limitações impostas pela matéria é uma metáfora visual e poética que se revela a todos que se dispõe a enxergar além do que os olhos podem...

E ao deslizar pelo céu, as Aves nos recordam dos nossos entes queridos, que já partiram – todos os que deixaram para trás este mundo de provocações e caminhadas, de sonos e vigílias, de sofrimentos e esperanças.

As Aves nos recordam, ainda, que em breve também chegará a nossa hora de voar!...

Da força das asas depende a altura a que se pode chegar...

O corpo, frágil, sofre os efeitos do tempo. A alma, puro sopro, é eterna.

Enquanto estamos caminhando, que cada criatura aproveite para viver seus breves dias alimentando a sua alma por meio de uma Dieta Espiritual farta de Amor e Bondade, Caridade, Pureza, Compaixão, Perdão, Justiça, Virtudes, Gratidão... De modo que, quando a hora derradeira bater à sua porta, cada um possa voar com asas limpas e puras até as mais sublimes alturas.

Pois, o voo anuncia que o fim da vida não é queda, mas ascensão a um novo estado de existência, onde a Alma ("o pássaro"), em liberdade, encontra o rumo de sua verdadeira morada.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

COLÔNIA DOS RESMUNGOS

 

Resmungar ou reclamar da vida é próprio de gente pessimista!


Uberaba MG. – a “Terra de Chico Xavier” – é um dos principais pontos do turismo espiritual do Brasil.

Certa vez, buscando o consolo das cartas psicografadas, fomos conhecer esse grande polo do espiritismo.

Foi um momento maravilhoso. Fomos à casa do Chico Xavier, ao Centro onde ele palestrava e ainda o acompanhamos em sua missão de auxílio aos menos favorecidos...

Ao lado do Chico a cidade parecia-nos um verdadeiro templo vivo de Fé...

Pensando com meus botões sobre isso, ao fazer uma prece o sono chegou forte. Dormi e sonhei...

Sonhei que acompanhava o Chico em sua missão fraterna numa colônia da zona umbralina, e perguntei-lhe:

— Que colônia espiritual é esta?

— É a Colônia dos Resmungos.

Fiquei pensando... Já ouvi falar da Colônia Espiritual das Flores, do Bom Retiro, Mas dos Resmungos!?...

O Grande Médium pareceu ler os meus pensamentos e replicou:

— Estes irmãos quando encarnados viviam só resmungando... Os vizinhos queixavam-se uns dos outros, os pais queixavam-se dos filhos e vice-versa.  Viviam sempre descontentes... Todos tinham problemas e todos reclamavam.

O ambiente desfavorável dessa colônia era de baixa vibração, devido às falsas criações mentais das almas em desiquilíbrio, ou de outras enquistadas (com quisto mental!) de tanto reclamar e resmungar. Todas tinham, pois, um vazio no coração por se olvidarem da mensagem do Cristo: “Amai ao vosso próximo como eu vos amei”.

E, diante das fugas da Lei do Amor, essas almas, com certeza colherão o que plantaram em doloridas reparações...

Chico sabia disso e as consolava! E para ilustrar seus conselhos contou-lhes a seguinte história:

Um dia, um Mascate chegou a um lugarejo onde todos só reclamavam. E, ao perceber toda aquela choradeira, pôs seu cesto no chão e gritou:

— Ó cidadãos deste belo lugar! Os campos estão abarrotados de trigo, os pomares carregados de frutas. As cordilheiras são cobertas de florestas e os vales banhados por rios profundos. Jamais eu vi um lugar abençoado por tamanha abundância!... Por que tanta insatisfação? Vão chegando, que vou lhes mostrar o caminho da felicidade!...

Ora, a camisa do Mascate estava puída; a calça remendada; os sapatos estragados... As pessoas riam ao pensar como alguém, assim, poderia mostrar-lhes como ser feliz.

Mas, enquanto elas riam, ele puxou uma corda comprida do cesto e esticou-a entre dois postes da praça.

E segurando o cesto, gritou:

— Os insatisfeitos escrevam seus problemas num pedaço de papel e ponham dentro deste cesto. Trocarei seus problemas por felicidade!

Ninguém hesitou diante da chance de se livrar dos seus problemas. Rabiscaram suas queixas num pedaço de papel e colocaram no cesto.  

Eles viam o Mascate pegar cada problema e pendurá-lo na corda. Ali os problemas balançavam de um extremo a outro. Então, ao terminar, ele ordenou:

— Agora cada um de vocês deve retirar desta linha mágica o menor problema que puder encontrar.

Todos correram para examinar os problemas. Procuraram os pedaços de papel e cada qual ponderava tentando escolher o menor problema.

Após algum tempo a corda estava vazia. Mas, pra surpresa geral, eis que cada pessoa segurava o mesmíssimo papel que havia colocado no cesto. Pois tinha escolhido o seu próprio problema, julgando ser ele o menor de todos.

Daí em diante, aquele povo deixou de reclamar o tempo todo. Quando alguém sentia o desejo de resmungar, já pensava na corda mágica do Mascate e o desejo sumia!

Então o Chico arrematou a história:

— Quem muito resmunga, pouco faz. A energia gasta na reclamação é a mesma que falta para a ação. Por isso queridos irmãozinhos, vocês terão agora uma nova chance de agir para mudar. Todos reencarnarão!... E cada um vai estar tão ocupado que vai ser difícil encontrar tempo para resmungar.

Nesse instante acordei meio zonzo e resmungando... E parece até que ouvi, ainda, o conselho final do Chico:

“O resmungo é o eco de uma mente que se recusa a ver soluções!”. 

sábado, 31 de janeiro de 2026

SENTENÇA MORAL REVOLUCIONÁRIA

 

“Amai muito, para serdes amados!” (Sansão).


O subtítulo desta crônica é uma frase comentada por Sansão no Cap. XI do Evangelho Segundo o Espiritismo.

Sansão, em 1863, era membro da Sociedade Espírita de Paris.

Seu pensamento justo e inovador é consolador, pois acalma as dificuldades do dia a dia. Mas, para entendê-lo bem algumas considerações preliminares são necessárias.

Sem delongas, lembre-se de que a vida é eterna e não se limita a uma única existência. E que somos atraídos a viver na Terra em consequência de nossos laços Cármicos, pelas forças do Amor ou da Dor.

Existem duas teorias relativas ao Amor: a primeira diz que “Quem ama sofre”, e a outra revela que “Quem ama se liberta da Dor”. 

Estão certas as duas concepções.

O Amor Pessoal – de quem AMA outra pessoa – traz naturalmente a DOR, pois as pessoas são falíveis e produzem a DOR. Porém, quando a pessoa Ama Espiritualmente, este AMOR traz alegria e a liberta da DOR.

O Amor Pessoal pede recompensa. Pois, sempre que amamos alguém como filho (a), pai, mãe, irmã (o) ou amigo, existe em nós o Sentimento da Posse, que se relaciona com a ideia de Gratidão ou de Ingratidão.

E, nessas relações mútuas de Simpatia e Antipatia, nos enredamos em Carmas ora Bons, ora Maus.

Mas, se o nosso Amor é Espiritual conseguimos compreender que somos todos irmãos, porque viemos todos de uma fonte comum. E se temos hoje um pai ou mãe, teremos outros em novas encarnações e, é natural que o nosso amor seja universalizado, pois os laços espirituais são eternos, enquanto os laços da carne são temporários...

Este Amor Espiritual nos atrai para a Terra. Pois, não seremos felizes enquanto nela existir Dor. E estamos prontos para renunciar nosso gozo pessoal para ver outras pessoas felizes.

Feito este preâmbulo, voltemos ao texto de Sansão, quando ele diz:

“Amai muito!”. Fazendo isso, você se elevará acima da matéria e se espiritualizará antes mesmo de se despir do seu corpo terreno.

E quando você se elevar bem alto, vai julgar sem as restrições da matéria e não condenará o seu próximo sem antes dirigir seu pensamento a Deus.

Amar muito, do íntimo de seu coração, é uma atitude revolucionária, pois segue um princípio básico dos ensinamentos de Jesus, que consiste em: “fazer aos outros aquilo que se deseja para si mesmo”. 

Esta atitude revolucionária não expressa, porém, um sentimento de belicosidade, de revolta armada. Ao contrário, ela se manifesta no sentido de causar uma notável mudança na maneira de pensar das pessoas, para levá-las a encarar a Grande Família Humana como a sua própria, pois somos todos irmãos, filhos de Deus, marcados para evoluir...

“Amai muito!” é a comprovação de que você progride sempre... Pois você é atualmente infinitamente melhor do que há Cem Anos; de tal forma você se modificou para melhor, que aceita hoje, sem repulsa, uma infinidade de ideias, que antes rejeitava. E daqui a Cem Anos você aceitará com a mesma facilidade as outras ideias que ainda não puderam entrar na sua cabeça.

Sansão nos esclarece ainda, que isso acontece porque essas ideias correspondem ao que há de Divino em nós. E com razão, pois somos uma pequena partícula da Energia Divina!

Deus está dentro de nós. Da mesma forma que nós estamos mergulhados Nele como os peixes estão no mar. Está nos Salmos 81,6: “Sois deuses, sois todos filhos do Altíssimo”.

Sentimo-nos, pois, preparados para a semeadura fecunda das ideias de progresso, sob as ordens do Altíssimo, que resultarão na mudança universal de Amor ao próximo.

E sob esse novo entendimento do AMOR, dar-nos-emos as mãos até os confins da Terra, hasteando a Bandeira da Verdade no ponto mais alto da nossa casa planetária, para que resplandeça a Luz do Cristo por todas as dimensões da Via Láctea.

Veremos, então, a destruição de todas as injustiças e de todas as causas de desentendimento entre os povos.

Eis a máxima revolucionária, que produzirá o Grande Milagre dos tempos vindouros: “Amai muito, para serdes amados!”.

sábado, 24 de janeiro de 2026

CAMINHEIROS DO INFINITO

 

Caminheiros que lá vão indo pro rumo da nossa Casa!...


A concepção de um Universo Estático, das antigas tradições, sumiu com o progresso da Ciência. Pois era uma ideia equivocada, que arrastava o ser humano para um acúmulo crescente de dívidas, em vez de libertar-se delas.

Agora, por fatos cientificamente comprovados, já se sabe que há movimento e vida em todos os reinos da natureza.

“Na natureza nada se perde, mas tudo se transforma”.

Esta Lei formulada por Lavoisier aplica-se ao mundo material, bem como aos mundos invisíveis. Ela comprova que a matéria do corpo físico ao passar pela chamada “morte” não desaparece, mas se transforma.

Ciente de que o movimento é que dá vida ao Universo. E sabendo que este sentido dinâmico da Criação já alterou até a concepção de Deus! E que, ainda, mudou a concepção da natureza do ser humano!  Torna-se necessário refletir então sobre este mundo original:

a) onde Deus é o PAI NOSSO presente em nós, e nós somos uma partícula Sua;

b) onde o ser humano deixa de ser um simples ator para ser o criador do seu próprio destino.

Caminheiro é aquele que anda... Todavia, no sentido Espiritual, é aquele que percorre o Caminho que simboliza a direção, o rumo da sua vida na busca por um propósito.

E a “caminhada” representa a jornada evolutiva da humanidade, pautada nos ensinamentos do Evangelho e na prática da caridade.

Pois, “Caminheiros do Infinito” somos todos nós os viajantes cósmicos, transeuntes de sucessivas existências, focados no autodesenvolvimento, no serviço e na Fé, trazendo energia positiva ao nosso mundo.

Ser um “Caminheiro do Infinito” exige, pois, uma postura de vida guiada por valores morais de responsabilidade, simplicidade, honestidade, humildade, resiliência, empatia, tolerância, visando iluminar a vida das pessoas ao seu redor pelo exemplo de seu modo de agir.

Os “Caminheiros do Infinito” estão ligados à ideia de Mensageiros, que auxiliam no progresso Espiritual da Terra. Pois trilham uma estrada de autotransformação onde o objetivo é servir como um canal para o amor e a sabedoria divina.

Cada “Caminheiro” sabe que ele é alguém no Caminho, sentindo a própria Vida e a Vida de Deus que nele está latente, ora andando apressado, ou ora devagar... Mas caminhando sem desânimo, ele percebe que a estrada está aberta para a sua jornada constante de evolução pessoal e de auxílio coletivo. Seguindo sempre uma “pegada” de autodescobertas como trabalhadores da Luz e da Paz.

Para os “Caminheiros do Infinito”, a Luz simboliza: o Autoconhecimento que dissipa a ignorância; e a Verdade, que indica o Caminho do Amor a ser seguido na vida.

Trabalhadores da Luz são, então, todos os “caminheiros” que se sentem chamados a trazer curas, amor e boas energias ao nosso mundo.

A Paz é o outro símbolo relevante para os “Caminheiros do Infinito”, porque representa a promoção da Harmonia e do Equilíbrio, que resulta em tranquilidade e reconciliação tanto na vida pessoal quanto na sociedade, independentemente de filiação religiosa.

"A Paz no Mundo começa sob as telhas a que nos acolhemos. Se não aprendemos a viver em Paz, entre quatro paredes, como aguardar a harmonia das Nações?”.

Os “Trabalhadores da Paz” referem-se àqueles ligados a instituições e grupos religiosos. Porém, em um contexto amplo, o termo também evoca conceitos espirituais e de serviço, pois está associado à ideia de seguir o caminho do Bem, do Amor e da Caridade, buscando a Paz interior e a fraternidade.

O “Caminheiro” sabe que nada cresce ou se desenvolve sem ser pelo próprio esforço. Sabe que esse Caminho, com espinhos e flores colocados por ele mesmo, é o regresso à sua verdadeira morada.

Todo Caminheiro faz parte dos artesãos da Luz e da Paz, empenhados coletivamente na construção de um Novo Tempo, com base nas “Bem-aventuranças” do Cristo.

“Caminheiros do Infinito” são, em suma, aqueles que têm por princípio a fraternidade e a instrução do Mestre:

“De graça recebestes, de graça deveis dar”. (Mateus 10,8).

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

LEI DE DOMÍNIO PÚBLICO

 

A força motora da transformação social.


Domínio Público refere-se a bens de uso comum da população, como ruas, praças e estradas... Pode-se dizer, então, que Lei de Domínio Público significa uma regra, ou um ditame moral doutrinário e filosófico, que a razão entende ser universal e disponível gratuitamente ao livre acesso de todos os interessados... Sem exclusividades!

Um exemplo disso é a doutrina das vidas sucessivas, que não limita a vida espiritual entre o berço e o túmulo.

Esta doutrina foi revelada pelos próprios Espíritos, e comprovada pelo Espiritismo através de fenômenos que provam a continuidade da vida após a “morte”. Não obstante, foi a Teosofia, ao criar uma literatura mista Oriental / Ocidental, que acelerou a sua difusão para toda a humanidade.

A Reencarnação é o processo específico do retorno do Espírito a um novo corpo de carne, como parte de suas vidas sucessivas.

Mas, é também uma Lei Espiritual correlata à Lei magna da Evolução, mantendo com ela uma relação mútua:

— De Justiça, quando demonstra a lógica de que: “Quem semeia ventos, colhe tempestades”; ou a verdade de que: "Toda árvore boa dá bons frutos”; e vice-versa!...

— De Igualdade, ao demonstrar que nacionalidade, raça, cor, sexo são formas suscetíveis de mudanças rápidas de uma encarnação para outra.

Ao estabelecer o sentido verdadeiro de justiça e de igualdade, ela estimula a humanidade para dias melhores!...

Daí a vontade que a alma sente de reencarnar, para evoluir rapidamente, através de experiências inovadoras ou reparadoras, porque aqui tem deveres a cumprir e dívidas a pagar.

Se acrescentarmos, ainda, as Fugas do Subconsciente – como mecanismos de autodefesa –, pode-se deduzir que a Lei Espiritual de Reencarnação é de Domínio Público, pois todo ser humano já nasce com ela e, inconscientemente a carrega dentro de si.

A Reencarnação tem uma Práxis evolutiva que nos leva sempre adiante, sem nunca retroceder. Funciona como uma roda (roda do Samsara), que num vaivém de idas e vindas, seus giros em forma de espiral paulatinamente se ampliam, pois a alma progride sempre em busca de uma ascensão espiritual. Por isso, esta Lei (criada por nós mesmos!) existe para a nossa libertação.

O indivíduo é o único responsável pela sua situação. Quanto mais progride maior é o seu livre-arbítrio e melhor é a escolha do ambiente onde vai nascer.

Existência após existência ele aumenta a compulsão de modificar a sua consciência e de se aperfeiçoar com mais experiências adquiridas.

Por isso, a Lei da Reencarnação é compulsória (inevitável) – não por imposição de Deus! – mas, sim, pela própria criação de cada um. Só o indivíduo cria essa obrigatoriedade e só ele pode dela se desobrigar!...

É uma Lei maravilhosa, com força de Livramento, pois libera o indivíduo de seus erros e o auxilia a adquirir as qualidades necessárias para sentir a sua Divindade, como Jesus nos ensinou, ao afirmar “Vós sois deuses!”.

Diante de tantas injustiças e de uma curta existência, como alguém poderia cumprir as palavras do Mestre: “Sede perfeitos como perfeito é o Pai que está no Céu?”.

A Reencarnação é uma norma de raciocínio lógico, descoberta pelo próprio indivíduo, quando a razão fala mais alto ao seu coração. E é no meio desse labirinto de indagações que ele descobre..., que nenhum dos filhos de Deus está perdido!...

Se os princípios reencarnacionista são pacifistas e verdadeiros, porque essa teoria é tão pouco difundida? Porque ela depende do nível de consciência (de autoconhecimento ou iluminação) da humanidade.

A Teoria da Reencarnação é igual a CUPIM carcomendo a madeira sem que ninguém perceba! Sendo sábia e verdadeira, ela vai se infiltrando, assim, em todas as filosofias para se tornar o edifício cultural de um Novo Tempo.

E nenhuma força poderá detê-la, pois muitos Espíritos que atualmente se reencarnam já nascem conscientes de suas vidas anteriores!...

“Não te maravilhes de que eu te tenha dito: Necessário vos é nascer de novo”. (João 3,7).

sábado, 10 de janeiro de 2026

TEMPOS DE ARREBATAMENTO

 

Em todos os recantos do mundo soa um sussurro de alerta...


Conta-se que um tenista, após vencer um dos principais torneios de tênis ao redor do mundo (Grand Slam) foi pegar o seu carro no estacionamento. Uma mulher se aproximou e, depois de cumprimentá-lo pela grande vitória, contou-lhe que seu filho estava às portas da morte e que estava sem dinheiro algum para as despesas do hospital.

O tenista, sem pestanejar, deu-lhe imediatamente uma parte do dinheiro do prêmio recebido naquela tarde.

Dias depois, num almoço no “Professional Tennis Association”, ele comentou esse episódio com alguns colegas. E um deles perguntou-lhe:

— Você conversou com uma mulher loira, com uma cicatriz debaixo do olho esquerdo?

— Sim! – concordou o tenista.

— Você então foi trapaceado – disse-lhe o amigo – Essa mulher é uma vigarista. Ela vive contando essa mesma história a todos os tenistas estrangeiros que têm aparecido por aqui.

Perplexo, ele perguntou:

— Então, não existe nenhuma criança às portas da morte?!...

— Não!

O tenista deu um suspiro demorado de alívio e, tranquilamente, comentou:

— Bem, essa é a melhor notícia que recebi esta semana!...

Este fato, de autor não identificado, demonstra que as pessoas têm pontos de vista divergentes. O que para umas é uma tragédia, para outras é um alívio.

Ponto de vista é a expressão de seu padrão vibratório. De tal forma, também deve ser a questão do “arrebatamento”.  

Arrebatamento é o ato de arrebatar (se). E que pode ter diferentes pontos de vista:

— Pode ser Arrancar; Transportar para longe; Levar para o outro mundo... Como no exemplo, a seguir:

“... e ninguém as pode arrebatar da mão de meu Pai”. (João 10,29).

— Mas pode também significar: Atrair com força irresistível; Extasiar; Ou até mesmo Abduzir!...

O Arrebatamento, conforme as citações em Tessalonicenses (4,12-18) e 1 Coríntios (15,50-54) é polêmico. Pois, todas as previsões que determinaram as datas desse Evento já fracassaram.

Do ponto de vista materialista, um “arrebatamento” de corpos físicos seria a derrogação de Leis Universais!...

Mas, pelo lado do espiritualismo, a tendência é crer que o “arrebatamento” é somente o fim dos tempos da maldade e da ignorância (3ª Dimensão), através de provas e expiações; e o início do tempo dos regenerados (5ª Dimensão).

Seria, pois, assim, o momento da separação do “joio do trigo”, que já ocorre após a nossa desencarnação; ou seja, após o “arrebatamento” de nosso espírito para o plano espiritual.

Dessa forma, os classificados como “joio” de baixo padrão vibratório –, vão sendo arrancados da Terra e levados para outros mundos. Pois...,

“Na casa de meu Pai há muitas moradas. Não fora assim, e eu vos teria dito; pois vou preparar-vos um lugar” (João 14,2).

No “arrebatamento” do ponto de vista de Êxtase Espiritual, o espírito é comparado ao “trigo” que, livre e emancipado, será atraído às frequências de moradas de níveis mais elevados.

Quanto aos “Abduzidos” (do verbo abduzir), no contexto popular refere-se a desaparecimentos de pessoas levadas por OVNIS de extraterrestres.

Segundo os ufólogos, “muita gente vai ser abduzida".

Mas, independente de qualquer ponto de vista sobre o Arrebatamento, o certo é que a Era de Regeneração está aí. E como acontece em todo alvorecer, as forças da natureza já entoam hinos de louvor à sua chegada...

Já se notam comportamentos sutis nas aves, nos animais, nas plantas!... Isso é um alerta para todos!

A natureza já rufa os tambores da Marcha Triunfal do Amor para a entrada da nova civilização; é a Bandeira da Verdade sendo hasteada, tendo por divisa: a cooperação em vez da competição; e o cooperativismo em vez do individualismo.

Se escolhido, cabe a você não fazer feio agora, não se omitindo da sua responsabilidade de se transformar e de bem servir ao próximo! De contribuir para o aprimoramento humano, levando a todos que aqui permanecerem, o valor da beleza e da bondade...

“Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra” (Mateus 5,5).

sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

A CORTESIA

 

Cortesia é um sentimento nobre que nasce do respeito ao próximo.


O termo Cortesia é derivado de “court” (corte, palácio) para designar o conjunto de qualidades do nobre e o modo de viver da aristocracia. Não era apenas o código de etiqueta, mas uma verdadeira moral própria da vivência refinada da elite palaciana.

Atualmente, Cortesia supõe a perfeição moral e social da pessoa: boa educação, amabilidade, generosidade, respeito, gentileza, trato elegante...

O ser humano cortês é polido, atencioso, educado, respeitoso... Enfim, é aquele que é caridoso.

E sabe por que é caridoso?

 Porque ser caridoso é ter Amor no Coração. É considerar o nosso próximo como irmão, filho do mesmo PAI (Deus). Portanto, ser caridoso é muito mais do que dar a esmola que humilha, mas, respeitar a pessoa na sua essência: no seu jeito de viver, nos seus ideais, na sua luta, nas suas deficiências, nos seus princípios, valores e virtudes.

Quem é caridoso não usa “fazer cortesia com o chapéu alheio!”.

A pessoa cortês é instruída, aperfeiçoada, lapidada, desbastada pelas experiências vividas... É a pessoa que deixou de ser pedra bruta para se tornar pedra polida!... E é gentil, porque é uma pessoa consciente do mundo em que está vivendo...

Cortesia é um estilo de vida antítese da grosseria, da ofensa, do ultraje, da rusticidade, da vilania. Por essa razão, ser cortês é tão importante na vida!  E, pela mesma razão, é que se deve altercar para que a Cortesia seja ensinada e também praticada tanto no Lar quanto na Escola.

Geralmente, há quem diga que a Cortesia é um atributo de quem é discreto; comedido; recatado. Ou seja, de quem não é uma “carroça vazia”!...

Pois, “carroça vazia” diz-se da pessoa tagarela, barulhenta, leviana, inoportuna, que intempestivamente se intromete na conversa dos outros.

Há até uma história sobre isso!

Conta-se que certa manhã, bem cedo, um Pai convidou seu único filho para um passeio pelo bosque a fim de ouvir o cantar dos pássaros. Ele se deteve em uma clareira e, depois de um pequeno silêncio, perguntou ao filho:

— Você está ouvindo alguma coisa além do canto dos pássaros?

— Sim – respondeu o menino –, estou ouvindo o barulho de uma carroça que deve estar descendo pela estrada.

— Isso mesmo! – disse ele. E é uma carroça vazia!...

De onde estavam não era possível ver a estrada e, então, o filho perguntou, admirado:

— Pai, como pode o senhor saber que a carroça está vazia?!...

— Ora, é bem fácil saber que é uma carroça vazia! Você ainda não sabe?!

— Não! – respondeu o menino.

O Pai então pôs a mão no ombro do filho, olhou bem fundo nos seus olhos e explicou pausadamente:

— Por causa do barulho! Quanto mais vazia a carroça, maior é o barulho que ela faz!!!

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Pense nisso! Reflita bem sobre essa história e sobre o referido assunto! Pois são deveras importantes para todos que buscam viver de conformidade com os ensinamentos de JESUS.

E lembre-se sempre dos conselhos do nosso sábio Mestre, especialmente, das Bem-aventuranças relacionadas no Sermão da Montanha (Mateus cap. 5).

Bem-aventurados:

I — Os pobres de espírito, pois deles é o Reino dos Céus!

II — Os que choram, pois serão consolados!

III — Os mansos, pois possuirão a Terra!

IV — Os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados!

V — Os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia!

VI — Os puros de coração, pois verão a Deus!

VII — Os pacíficos, pois serão chamados filhos de Deus!

VIII — Os que são perseguidos por causa da justiça, pois deles é o Reino dos Céus.

Você é a luz do mundo! Assim brilhe a sua luz diante dos homens para que vejam as boas obras, e glorifiquem Nosso Pai que está nos céus.

Não julguem, para que vocês não sejam julgados. Pois do mesmo modo que julgarem, vocês serão julgados; e a mesma medida que usarem, também será usado para medir vocês.

 Diga somente: “Sim” se é sim; “Não”, se é não.  Pois tudo o que passa, além disto, vem do Maligno.

Aproveitamos o ensejo para desejar Boas Festas a todos e um...

Feliz Ano Novo!