“Todos os olhos
o verão, mesmo aqueles que o traspassaram!” (Apo 1,7).
Fim
dos tempos de expiação e provas. Início da Era de Regeneração.
Quantas
atribulações superadas!... Agora torcemos para ver o fim dos anos de corrupção
e das iniquidades que prejudicam a humanidade!... Todavia, diante das
turbulências apocalípticas de tantas incertezas, angústias e amargas decepções,
o raiar de uma esperança já se descortina... Anunciando um mundo novo: do Bem
prevalecendo sobre o Mal; da Luz dissipando as trevas...
Preparados
para o que se aproxima? Pois a reabilitação de Almas aflitas está acontecendo!
Muitas, já transformadas, caminham celeremente para um Porto Seguro – o Reino
de Amor – onde impera o Bem, a Luz, a Paz, a alegria e as bênçãos de dias
felizes!...
O tempo
do renascer das Almas redimidas dos erros do passado já chegou! E elas vêm pacificadas
quanto aos seus remorsos no rosário de suas existências infindáveis!...
Agora,
perto de quase 300 anos de transição planetária, que, segundo Chico Xavier,
começou em 1857 com o “Livro
dos Espíritos” publicado por Allan Kardec, muitos já estão no seu
mergulho final...
Há
tempos que a humanidade tem visto imbróglios incompreensíveis!... E fica a
questionar: onde encontrar a Paz? Contemplar a vitória da Luz? Sentir a energia
do puro Amor?... Para adentrar ao Reino de Deus!
Só
mesmo crendo no retorno do Cristo,
anunciado por João, até para “aqueles que o traspassaram”!
Não
obstante, se saiba – segundo Emmanuel –. que “Jesus é a Luz de todas as vidas
terrestres” – e que nunca nos abandonou; pois sempre se fez presente em
nossas vidas.
Como
é o caso de Longinus, ao pé da Cruz,
no Calvário, que não entendeu os martírios de Jesus. Mas que recebeu, depois, do próprio Jesus, a incumbência de cumprir sua última romagem pelo planeta
como Imperador do Brasil.
Segundo
o Livro “Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho”, Chico Xavier /
Humberto de Campos, Longinus, depois
de outras existências edificantes, voltou à Terra no dia 02 de dezembro de
1825, no Rio de Janeiro, filho de D. Leopoldina e D. Pedro I, com o nome de D.
Pedro de Alcântara.
E,
com apenas 05 anos de idade, sob a tutela de José Bonifácio, assumiu a condição
de segundo Imperador do Brasil, com a abdicação de D. Pedro I em 07 de abril de
1831.
Será
que Longinus e os demais
participantes da crucificação de Jesus,
agora estarão presentes aqui no meio da multidão, para vê-lo sobre as nuvens?
Que
se considere como resposta a própria afirmação do Mestre, em Marcos 13,30: “não passará esta geração sem que tudo isto
aconteça”.
Hermínio
C. Miranda, em um de seus livros, afirma que “Nenhum daqueles seres que lá
estavam na Palestina ou em Roma desapareceu ou deixou de existir. Estão por aí
mesmo, reencarnados ou no mundo dos Espíritos, pacificados ou ainda afligidos
por remorsos e revoltas”.
Isso
nos diz que nesta geração aqui estão os mesmos que o traspassaram; ou que contribuíram
de alguma forma, para a sua condenação e execução, em Jerusalém, há dois mil
anos.
Se
pacificados pelos seus remorsos, estes já contemplam em paz a figura majestosa
de Jesus, no seu anunciado retorno à
nossa casa planetária, a qual Ele
governa desde sua criação há mais de 4,5
bilhões de anos.
Porém,
os envolvidos em conflitos, apesar de sucessivas encarnações, será que poderão
vislumbrar a grandeza do nosso Governador
Espiritual?...
Pois,
os olhos que já veem Jesus e continuarão a vê-lo, com certeza são os olhos dos redimidos que se elevaram até
Ele através de múltiplas
encarnações, e que sentem sua presença e o
veem com o olhar amoroso de seus
corações no exercício do Bem e da Caridade.
Na
derradeira chamada, não se admire sejam muitos os olhos a chorar, porque não viram e nem sentiram o sofrimento alheio
que, às vezes, eles próprios causaram.
Mas,
neste instante inexorável da grande separação das Almas, todo olho, mesmo que espiritualmente, certamente O verá... Pois já não há como fugir de
si próprio! E menos ainda de Deus!...
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