Aquecendo a Vida

Aquecendo  a Vida

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sábado, 26 de julho de 2025

AMIGOS PARA ‘SIEMPRE’!

 

Quem tem amigos de verdade, não passa apertos na vida!


Por decisão da Organização das Nações Unidas (ONU), o Dia da Amizade ou Dia Internacional do Amigo deve ser celebrado em 30 de Julho. Ainda que no Brasil essa data ocorra em 20 de Julho.

Como é uma data importante para a divulgação da “Cultura de Paz e Não Violência”, eu repriso uma crônica – publicada em 2010 – que nos faz pensar sobre como conviver com a rivalidade.

Trata-se de uma história de dois dos três maiores tenores que encantaram o mundo cantando: Plácido Domingo; José Carreras; e Luciano Pavarotti.

Mesmo quem nunca visitou a Espanha conhece a rivalidade existente entre catalães e madrilenos, dado que catalães lutam pela autonomia, numa Espanha dominada por Madrid.

Pois bem... Plácido Domingo é madrileno e José Carreras é catalão.

Em 1984, por questões políticas, Carreras e Domingo tornaram-se inimigos. Sempre muito solicitados em todo o mundo, ambos faziam questão de exigir nos seus contratos, que só atuariam em determinado espetáculo se o adversário não fosse convidado.

Carreras foi surpreendido, em 1987, por um diagnóstico difícil, tendo-se submetido a diversos tratamentos, a um transplante de medula óssea, além de uma transfusão de sangue, que o obrigava a viajar mensalmente até aos EUA. Nestas circunstâncias, não podia trabalhar e apesar d’ele ser dono de uma fortuna razoável, os elevadíssimos custos das viagens e dos tratamentos, dilapidaram as suas finanças.

Quando não tinha mais condições financeiras, teve conhecimento da existência em Madrid, da Fundação Formosa, cuja finalidade era apoiar o tratamento de doentes com leucemia. Foi então graças ao apoio dessa fundação, que Carreras venceu a doença, voltou a cantar e a receber os altos cachês que merecia.

Resolveu associar-se então a essa fundação. Mas, ao ler os estatutos, ele descobriu que o fundador dessa instituição, bem como o seu maior colaborador e Presidente era Domingo.

Depressa Carreras soube que Plácido Domingo tinha criado a fundação para ajudá-lo e que se tinha mantido no anonimato para que ele não se sentisse humilhado ao aceitar o auxílio do seu “inimigo”.

Porém... O mais comovente foi o reencontro de ambos. Surpreendendo Plácido Domingo num dos seus concertos em Madrid, Carreras interrompeu a atuação deste, subiu ao palco, ajoelhou-se a seus pés e, humildemente, pediu-lhe desculpas e agradeceu-lhe publicamente. Plácido ajudou-o a levantar-se e com um forte abraço, selaram o início de uma grande e bela amizade.

Mais tarde, uma jornalista perguntou a Plácido Domingo, porque criara a Fundação Formosa, num gesto que além de ajudar um “inimigo”, ajudava também o único artista que poderia fazer-lhe concorrência.

Sua resposta foi curta e definitiva:

− Porque uma voz como aquela não poderia perder-se.

Esta é uma história real da Nobreza Humana que deve nos servir de inspiração e exemplo, principalmente, quando o mundo parece governado pela incredulidade, pela ambição e por todas as más paixões.

Este mundo velho, da ganância, da promiscuidade, da corrupção e de toda podridão de costumes, certamente, chegará ao fim.

Jesus nos alerta sobre isso:

"Assim também, quando virdes que vão sucedendo estas coisas, sabereis que está perto o Reino de Deus". (Lucas 21,31).

"Mas primeiro é necessário que o Evangelho seja pregado a todas as nações". (Mc 13,10)

Certamente chegará ao fim toda a iniquidade e toda a perversidade, porque a moral e os valores serão cultuados no coração de cada ser humano.

Pode estar certo, então, que vivemos os fins dos tempos! Mas, dos tempos do Reinado do Mal!... Pois a prática do Evangelho já está resultando numa melhoria do estado geral da humanidade, para adentrar no Reinado do Bem... De um Novo Tempo de paz, de amor, de fraternidade, onde o mandamento máximo será realmente o “Amar ao próximo como a ti mesmo”.

Mas, evite gerar inimizades!...

Pois o Mestre ainda acrescenta:

“amai os vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam” (Lucas 6,27).

sábado, 19 de julho de 2025

MINDSET DO AMOR

 

O PAI Celestial está operando sempre em sua mente e no seu coração...


No contexto de desenvolvimento pessoal o “Coach” (lê-se “Côche”) é aquele que ajuda as pessoas a serem vencedoras, usando técnicas de orientação e apoio.

Coche (ô) significava antigamente certo tipo de carruagem suntuosa. Daí derivou as palavras: cocheira – onde ficavam as carruagens; e cocheiro – o condutor da carruagem.

O Coach – profissional das instituições de Coaching – é, portanto, o condutor, o guia, o instrutor que pessoas ou empresários buscam para atingirem seus objetivos.

Uma das orientações do Coach diz respeito ao Mindset (pronuncia-se Maindisset) que significa Mentalidade.

Mindset pode significar também a Configuração da Mente, no sentido de forma exterior da Mente Humana; quanto aos aspectos e características que determinam seus comportamentos, atitudes...

Outros ainda preferem traduzir “Mindset” por Esquema Mental – a figura que melhor representa a Mente de forma simplificada e funcional. Pois descreve a Imagem Mental da pessoa restrita apenas aos seus traços essenciais, que indicam as suas relações independentemente de sua forma.

Esquema esse que é uma Sinopse (síntese) da Mente Humana, a qual indica, pelo seu conjunto, o Padrão Mental da pessoa.

É fundamental compreender que nada deste Esquema Mental Humano tem origens na dimensão espiritual. Ele é totalmente humano, próprio do Planeta Terra, e, por isso, além de suas conquistas e crenças está cheio de preconceitos e discriminações...

Cada um tem, assim, um Mindset  único – construído conforme os traços característicos da sua individualidade.

Cada pessoa carrega consigo, para onde quer que vá, o seu Mindset. E não há por onde escapar. Pois você é aquilo que você acredita ser!...

Se você se vê como uma pessoa desafortunada, assim você vai ser. Pois é a Mentalidade negativa, que você mesmo cria que atrai as suas desgraças.

Lembre-se de que as ilusões, que a sua Mente é capaz de criar, pode condicioná-lo a um estilo de vida robotizado, que pode levá-lo a ter uma Ideia Fixa sobre determinadas coisas.

Como enfrentar essa situação?

(1º) Você tem que entender que é sua Mentalidade que determina o seu mundo, as suas experiências, sucessos, fracassos.  Ela é o responsável até mesmo pelas suas doenças e acidentes, pois nada acontece por acaso! E esta Verdade da Consciência, não dá para ninguém ignorar!

(2º) Compreender que a sua Mentalidade tem força – que é a soma total de toda a programação da sua consciência e do seu subconsciente.

(3º) Atrair a Consciência Criativa de Nosso Pai Celestial, por meio da oração sincera, para limpar todo o desconforto de sua Mente.

(4º) Começar, de Mente aberta, um processo gradativo de desenvolvimento interior, para afastar-se da Matrix – condicionamento mental que você traz do passado e que acredita ser real; mas que não promove o seu bem-estar porque aprisiona e controla sua Mente.

ENFIM, expandir sua Consciência adquirindo – o Mindset do Amor – a Mentalidade positiva que você mesmo cria para a sua ascensão espiritual.

Mindset do Amor fundado nas virtudes do Coração: humildade, liberdade, responsabilidade, respeito, honestidade, compromisso, confiança, coragem...

E ir tocando em frente, como diz a canção: É preciso amor pra poder pulsar. É preciso paz pra poder sorrir...

É preciso semear Amabilidade, Perdão, Gratidão, Gentileza, Caridade, Compaixão,...  Pra servir de ponte entre o Velho Mundo firmado no MEDO e o Novo Mundo impulsionado pelo AMOR.

Mude sua maneira de ver e sentir o mundo, pois você é o tecelão de sua própria consciência!

Mude sua Consciência humana para uma Consciência de iluminação, pois a mente condicionada e programada é como um concreto que bloqueia o verdadeiro progresso.

Derrube essas barreiras. Ilumine-se! Renove a vida e descubra o que Jesus chamou de o “Reino dos Céus”!

“Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça e todas estas coisas [boas] vos serão dadas em acréscimo”. (Mateus 6,33).

sábado, 12 de julho de 2025

MATRIX

“Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (Jesus).


Um casal admira a beleza de um ponto turístico da cidade.  

— Esta linda igreja é conhecida como Matriz – disse Ela. – Será pelo tamanho? Pela beleza? Pela torre com relógios e sinos programáveis?

Ele pensa um pouco e responde:

— É Matriz porque tem jurisdição sobre as demais paróquias.

— Ah, então é a igreja principal da cidade!... Não é?

— Sim! Do mesmo modo que se diz, também, que Matriz é o principal estabelecimento de uma empresa; ou a Língua de que outras se formaram!...

— Entendi! – disse Ela. – Matriz é a fonte Mãe que dá origem às coisas.  Como é o Molde em que se funde uma peça metálica!

— Se é a Mãe que cria, disse Ele, então, Matriz é o Útero – o órgão dos mamíferos! Onde algo é gerado. Ok!...

— Siimm! Matriz é a raça Mãe!...

Os turistas foram às fotos. Mas eu, ouvindo a conversa, saí pensando sobre a Matriz das coisas. E me lembrei do filme MATRIX, de 1999.

Em português “Matrix” significa “Matriz” – com diversas acepções. Pode significar o lugar de origem ou o ponto de onde uma coisa se desenvolve.

Estamos em uma “Matrix” quando sentimos que o nosso mundo é uma mentira, uma farsa, uma cortina de fumaça! Com um véu que esconde a sua verdadeira face. Ou, quando temos a sensação que o mundo não é real, que não passa de ilusão. Pois o que se pensa ser real, pode não passar de um sonho.

“Matrix” é um condicionamento mental programado, que você adquire ou traz consigo e que acredita ser real. É um comportamento reificado – difícil de mudar – que deixa a pessoa possuída pelo impulso do seu ego e não acha outro jeito de pensar. A igreja descreve isso como “tentação de Satanás”.

O filme retrata um futuro no qual a realidade percebida é uma realidade simulada por computador chamada “Matrix”, criada por I.A. – Inteligência artificial –, para subjugar a humanidade. NEO – o personagem principal se rebela contra esse fato, envolvendo mais pessoas, para libertá-las do “mundo dos sonhos”.

 Segundo outro personagem, a “Matrix” está em todo lugar. É tudo que nos rodeia. Você pode sentir isso quando vai para o trabalho, à igreja, quando liga a tevê, (ou celular)... É o mundo que foi colocado diante dos seus olhos para cegá-lo da verdade.

Jesus sabia disso, quando dizia:

“São cegos e guias de cegos” (Mateus 15,14).

 “Pode acaso um cego guiar outro cego? Não cairão ambos na cova?” (Lucas 6,39).

 O mundo é mesmo uma “Matrix” com Subsistemas em interação, que nos ameaçam com dor e nos distraem com prazer, para nos manter alienados e moldar as nossas percepções com a dependência tecnológica, o consumismo sem freio, as crenças, etc.

Existe, pois, um amplo SISTEMA controlador de tudo: – a organização ideológica que tem as narrativas de dominação.

A humanidade é controlada, assim, pela FORÇA DO EGO – a fonte de todas as coisas más, pervertidas, cruéis, em operação na Terra.

O EGO é impulsionado por uma consciência impregnada pelo amor às posses e riquezas, às coisas desonestas, que provocam reclamações, críticas, inimizades, ódios, difamação...

Diz-se que o Egoísmo é a chaga que impede o progresso moral da Terra. Multimilionários controlam tudo por meio das BIGs organizações privadas: de tecnologia, comunicação, produção, comércio... Monopolizam tudo por meio de cartéis; das nações em guerras; das religiões; da política...

 Cria-se assim, um MIASMA turvo (Egrégora obscura), que rebaixa o padrão mental da consciência humana que não consegue romper esse Miasma para enxergar a Realidade, sentindo-se numa prisão.

O filme nos alerta como “Sair da Matrix”, ao enfatizar que:

“Cedo ou tarde você descobrirá a diferença entre saber o caminho e percorrer o caminho. — Eu lhe mostro a porta, mas é você que tem que atravessá-la”.

Todavia, percebemos que as velhas matrizes da Terra estão se colapsando, desde que Jesus Cristo nos ensinou:

— O Caminho e a Porta da Verdade para nossa libertação!

— Bem como o autoconhecimento que transforma, promove e Desperta a nossa Consciência! 

sexta-feira, 4 de julho de 2025

NÃO SE DESESPERE...

 

Calma e paciência são requisitos de esperança!


No livro “O Contador de Histórias” de Roger Feraudy – Editora do Conhecimento – 1ª edição de 2005 – há uma história interessante, adaptada a seguir, ao tema em epígrafe.

João é um contador de histórias, que certa vez, ao ser favorecido por uma pessoa, disse-lhe:

— O senhor foi muito bom para mim; e gostaria de retribuir-lhe toda essa bondade com a única coisa que sei fazer: contar histórias. O senhor gosta de histórias?

— Gosto muito.

— Então, vou lhe contar uma de minhas prediletas – disse João.

Um homem muito sábio e muito justo – começou – foi preso injustamente por ordem de um poderoso monarca de certo reinado. Os motivos de tal reclusão são um tanto obscuros, porém o certo é que o homem se viu subitamente encerrado em uma torre muito alta, completamente isolado, onde passaria o resto de seus dias confinado num pequeno círculo.

A esposa, com um filho ainda pequeno, se desesperou, desatando a chorar, preocupada com a manutenção da casa e do pequeno rebento – fruto de seu matrimônio. À tardinha, ela dirigiu-se ao local onde haviam aprisionado o marido, nos confins da cidade, e aflita, postou-se ao pé da torre.

O marido, assomando à pequena abertura que servia de janela, procurou acalmar a mulher, jogando-lhe uma pequena pedra embrulhada em um pedaço de papel.

“Leia o papel”, gritou com quantas forças tinha o prisioneiro.

No bilhete achava-se escrito: “Não se desespere. Tenha confiança em mim. Traga o mais depressa possível um besouro, mel de abelhas, quatro metros de linha fina, quatro metros de barbante e quatro metros de corda bem resistente”.

Sem entender nada, a mulher, que era obediente, se deu pressa em executar as ordens do marido. Pouco depois, voltava com os objetos solicitados e nova pedra foi lançada contendo mais instruções.

Dizia o segundo bilhete: “Unte as antenas do besouro com mel e amarre no corpo dele a linha fina, depois o coloque na parede da torre e deixe que sua natureza execute o trabalho”.

A mulher assim o fez. O besouro, sentindo o cheiro do mel, começou subir pela parede em direção ao alto da torre, arrastando, preso ao seu corpo, a linha fina nele amarrada. Em pouco tempo, ele chegou à janela da torre.

O homem, segurando o besouro, libertou-o da linha. E, num segundo, jogou a mesma linha fina para baixo, segurando uma das pontas e gritando bem alto: “Amarre a ponta da linha no barbante!”.

A mulher assim o fez, e o homem puxando com a linha o barbante, rápido o segurou. Em seguida ele jogou o barbante para baixo e novamente gritou: “Amarre a corda na ponta do barbante!”.

Em poucos instantes, o homem amarrava a corda num dos ganchos da janela e, calmamente, descia da torre, juntando-se à mulher.

Não se deve desesperar, mesmo diante das piores situações – finalizou João com voz calma, tendo nos lábios um doce sorriso.

* * * * * *

Esta história de um homem justo que se salva, é ótima pra gente meditar sobre os problemas da vida!

Embora São Pedro, na sua primeira epístola (4,18) questione sobre isso:

“E, se o justo se salva com dificuldade, que será do ímpio e do pecador?”

Mas o Eclesiástico (34,9-10), em contrapartida, fala da experiência:

“Que sabe aquele que não foi experimentado? O homem de grande experiência tem inúmeras ideias; aquele que muito aprendeu fala com sabedoria”.

 "Aquele que não tem experiência pouca coisa sabe, mas o que passou por muitas dificuldades desenvolve a prudência".

A experiência é a riqueza da alma! É o bem que ela leva quando faz a sua passagem para o plano espiritual.

O desespero, fruto do despreparo, só induz os fracos ao colapso. Pois o leva ao stress, à ansiedade, à aflição... E assim, qualquer um perde a paciência – a ciência da paz; da experiência do saber esperar!

Não conseguindo silenciar a alma, a pessoa se desespera... E a desesperança impede a conexão com o Criador. Pois...

 “A fé [que] é o fundamento da esperança, é uma certeza a respeito do que não se vê” (Hebreus 11,1).