Aquecendo a Vida

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sábado, 9 de maio de 2026

DIA DAS MÃES

 

Mãe, o teu amor é a luz que me guia...  Te amo!...


O “Dia das Mães” está chegando.

Que saudade de minha Mãe, que há três anos nos deixou! Se estivesse viva estaria completando 103 anos. E eu lhe repetiria a mesma frase que muitas vezes lhe disse:

Mãe! “Todo dia é seu Dia de Mãe, porque o seu amor nunca tira folga”.

Fiquei pensando, nas Mães dos parentes e amigos. Mas, em especial, pensei na minha esposa: Mãe de seis filhos (a primogênita já de saudosa memória!); avó de sete netos; e em véspera de ser bisavó pela primeira vez.

Senti vivamente a magnitude desta data, e me lembrei, então, de reescrever uma história, que publiquei faz quinze anos, bem propícia para esta ocasião.

Certo dia, uma mulher chamada Anne foi renovar a sua carteira de motorista. Quando lhe perguntaram qual era a sua profissão, ela hesitou. Não sabia bem como se classificar.

O funcionário insistiu:

— O que pergunto é se a senhora tem um trabalho!...

— Claro que tenho um trabalho – exclamou Anne. − Sou Mãe!...

— Nós não consideramos isso um trabalho. Vou colocar “Dona de Casa” – disse o funcionário friamente.

Marta, uma amiga de Anne, soube do ocorrido e ficou pensando a respeito por algum tempo.

Pois, num determinado dia, ela se encontrou numa situação idêntica. A pessoa que a atendeu era uma funcionária de carreira, segura e eficiente. O formulário parecia enorme, interminável. A primeira pergunta foi:

— Qual é a sua ocupação?

Marta pensou um pouco e sem saber bem como, respondeu:

“Doutora em desenvolvimento infantil e em relações humanas”.

A funcionária fez uma pausa e Marta precisou repetir, pausadamente, dando ênfase para as palavras mais significativas. Depois de ter anotado tudo, a jovem ousou indagar:

— Posso perguntar o que é que a senhora faz exatamente?

Sem qualquer traço de agitação na voz, com muita calma, Marta explicou:

— Desenvolvo um programa em longo prazo, dentro e fora de casa.

E, pensando na sua família, ela assim continuou:

— Sou responsável por uma equipe e já recebi quatro projetos. Trabalho em dedicação exclusiva. O grau de exigência é de 14 horas por dia, às vezes até 24 horas.

À medida que ia desenvolvendo suas responsabilidades, Marta notou o crescente tom de respeito na voz da funcionária, que preencheu todo o formulário com os dados fornecidos.

Quando voltou para casa, Marta foi recebida por sua equipe: uma menina com 13 anos, outra com sete e outra com três.

Subindo ao andar de cima ela pôde ouvir o seu mais novo projeto, um bebê de seis meses, testando uma nova tonalidade de voz. Feliz, Marta tomou o bebê nos braços e pensou na glória da maternidade, com suas múltiplas responsabilidades. E horas intermináveis de dedicação...

“Mãe, onde está meu sapato? Mãe me ajuda a fazer a lição? Mãe, o bebê não para de chorar. Mãe, você me busca na escola? Mãe, você vai assistir a minha dança? Mãe, você compra? Mãe...”.

Sentada na cama Marta pensou:

“Se eu sou doutora em desenvolvimento infantil e em relações humanas, o que seriam as avós?”.

E logo descobriu um título: “doutoras-sênior em desenvolvimento infantil e relações humanas”. Para as bisavós: “doutoras-sênior executivas”. E “doutoras-assistentes” para as tias.  E para todas as mulheres, mães, esposas, amigas e companheiras: “doutoras na arte de fazer a vida melhor”.

Num mundo em que se dá tanta importância aos títulos, que sempre exige maior especialização na área profissional, que as pessoas se tornem especialistas na arte de amar.

Mãe, eis um bom conselho de autor desconhecido:

“Não se preocupe por não poder dar aos seus filhos o melhor de tudo... Dê a eles o seu melhor”.

Que os homens, valorizem as mulheres de sua vida!... Que deixe a sua mulher feliz!... E que seja feliz também!

E que Hoje... E Sempre... Você faça a sua Mãe muito feliz!!!

Abrace-a dizendo:

FELIZ DIA DAS MÃES!...

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