“E os inimigos
do homem serão as pessoas de sua própria casa”. (Mt 10,36)
A
nevasca uivava fora da cabana abandonada. Dentro, o fogo morria. Juntos nesse
abrigo estavam Mauro e Duarte, que eram inimigos há 10 anos.
A disputa
por terras destruiu a amizade deles e iniciou uma guerra silenciosa na vila. Mauro ferido na perna. Duarte com lenha seca e água no cantil.
Silêncio absoluto. O vento gemia nas frestas da madeira velha.
O frio
aperta e a respiração vira fumaça branca e trêmula. Mauro não resistiria se Duarte
ficasse com a lenha e a água só para si. E se Mauro tentasse roubar o fogo, morreriam ambos na luta.
Duarte vê Mauro de rosto pálido e lábios roxos. Sem dizer nada, joga madeira no fogo. Chamas vermelhas e fortes
sobem aquecendo o aposento. E, depois, arrasta um tronco para perto do ex-amigo de infância e diz secamente:
—
Pegue Mauro, não quero vencer um
cadáver!...
Mauro, trêmulo, aceitou o calor. Mas
olhou nos olhos de seu antigo inimigo e
ironiza:
— Ah,
isso vai passar!... Mas nossa briga vai se acirrar!...
—
Sim! – Retruca Duarte do outro lado
da fogueira. – Mas não hoje!
Noite
lenta, vigiada pelo fogo e o silêncio... Onde o ódio deu lugar apenas à sobrevivência.
Na
Vila, o desaparecimento deles durante a nevasca deixou as duas famílias em
alerta... E unidas em um único sentimento: o
medo de que os rivais se
encontrassem e tivessem feito uma loucura no meio do isolamento.
Capatazes
de Mauro e parentes de Duarte se reuniram na praça central. Armados
com ferramentas e olhares desconfiados, iniciaram as buscas num clima de
extrema tensão! Foi quando dois vultos surgiram no topo da colina.
A
multidão silenciou. Para surpresa de todos, eles não vinham brigando!... Mauro mancava com dificuldade por causa
do ferimento na perna, mas seu peso estava apoiado firmemente no ombro de Duarte.
Quando
cruzaram os limites da via, o irmão de Duarte
correu em sua direção apontando para Mauro:
— Duarte! O que Mauro fez com você? Saia de perto dele!
Duarte levanta a mão, pedindo calma, e
olha para todos os moradores.
—
Abaixem as armas! A guerra acabou! Daqui para frente, não há mais divisões
entre as nossas terras. A tempestade
nos disse o que realmente importa. Quase morremos por causa de orgulho. Hoje, voltamos como irmãos!
Os
capatazes se entreolharam aliviados e deixaram as ferramentas no chão. As duas
famílias, que passaram uma década se odiando, finalmente puderam respirar em
paz, entendendo que o inverno havia levado embora o pior dos seus inimigos: o RANCOR.
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Este
conto, feito pela Inteligência
Artificial (I.A), fala sobre dois antigos rivais, que num momento de perigo
o que eles mais precisavam era de um entendimento humano, tal como nos prega o Mestre Jesus:
“Amem-se
uns aos outros como eu os amei” (João 15,12).
Ou, “Faça
aos outros aquilo que você quer que os outros lhe faça!” – Norma esta de
agir
considerada pelos escritos sagrados
como “regra de ouro” basilar do amor, da empatia, da justiça e da
caridade.
O
conto ainda nos revela que até mesmo os computadores, com sua tecnologia, vêm simular
o raciocínio, a criatividade, o aprendizado e reiterar o mais sábio
ensinamento, que Jesus já nos
revelou:
“Amem os seus inimigos, faça o bem aos que os
odeiam e orem por aqueles que os perseguem, para que vocês venham a ser filhos
de seu Pai que está nos céus” (Mateus 5,44-45).
Amar
os inimigos é obedecer a Lei do Amor em tudo e para com todos!
É
nessa “pegada” que o ser imortal supera sua jornada de
dificuldades... Porém, de venturas edificantes!...
Tenha
um “pique”
amoroso, para chegar a um Porto Seguro e Feliz!...
“Vós
sois o sal da terra!”. (Mateus 5,13) – “Tende sal em vós e vivei em paz uns com os
outros”. (Marcos 9,50).
E
agora ouça e reflita sobre a letra desta linda canção de Rick & Renner:
“Tantas são as provações! / Saiba que as decepções
é que nos fazem crescer! / Deus sabe do teu coração... / Então, não perca a tua
Fé!”
Pois,
"O
maior inimigo do homem é ele mesmo!" (provérbio popular).
Hoje eu precisava de um texto como esse para fortalecer a minha fé…pois tem dias que a gente desanima. Obrigada pela mensagem.
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