Aquecendo a Vida

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sábado, 19 de setembro de 2026

BEM-AVENTURADOS OS CEGOS

 

 “Se vosso olho for motivo de escândalo, arrancai-o” (Jesus).


Dia do Evangelho no Lar.

Lição aberta ao acaso. Tratava-se de uma comunicação dada em 1863, em Paris, a respeito de uma cega, para a qual foi evocado o Espírito Vianney, o Cura d’Ars, conforme nota de rodapé, no Evangelho Segundo o Espiritismo.

Cura significa Vigário; Pároco...

João Maria Batista de Vianney, (1786 / 1859), foi sacerdote católico da Aldeia de Ars, na França, por mais de 40 anos. Canonizado em 1925 pelo Papa Pio X, a sua memória litúrgica é celebrada em 04 de agosto, data que, no Brasil, é também comemorada como sendo o “Dia do Padre”.

Sua fama de abnegado e com o dom de curar as pessoas, correu entre os fiéis de todas as partes da Europa.

A pequena Aldeia tornou-se então, em 1827, um Centro de Peregrinações, alcançando 80 mil peregrinos nesse ano. Em 2019, estimava-se que cerca de 500 mil pessoas passavam anualmente pelo santuário.

A comunicação de Vianney deu-se, portanto, 04 anos após o seu desenlace corporal. E, diante de sua santidade, cotejamos a grandeza espiritual desta lição com as outras Bem-aventuranças do Sermão da Montanha.

Mas, os Bem-aventurados do Padre de Ars, literalmente, não estão entre os felizes Bem-aventurados de Jesus dos Evangelhos do Novo Testamento!...

Esta lição, porém, se ajusta como uma luva na interpretação do Sermão da Montanha, quando se olha “os felizes de Vianney” pelas entrelinhas das Bem-aventuranças de Jesus.

Por esse viés, não somente são compatíveis; como se locupletam entre si, como se vê, a seguir:

 “Bem-aventurados os que choram (os aflitos), porque serão consolados!” (Mateus 5,4).

Há, pois, compatibilidade entre elas quando, se afirma que a VIDA é UNA – que significa dizer que existe uma única energia ou uma única essência compartilhada por todos os seres.

Ou, dizer de um jeito simples, que somos partículas divinas, unidas como irmãos, pela mesma energia do Nosso PAI, num TODO único.

As pessoas nascem para evoluir e não para sofrer!... Aflição não passa de consequências de nossas escolhas mal feitas no presente ou no passado!...

Ficamos cientes, assim, de que cada uma de nossas escolhas e ações impacta no TODO e gera transformações que visam o nosso aperfeiçoamento.

E nessa reciprocidade, toda Bem-aventurança vale para os dois lados – tanto do réu quanto da vítima – para irmanados se elevarem...

Pois, (segundo Mat. 18,2): “se vos transformardes entrareis no Reino dos céus”. Cada um no seu devido tempo!

Porque toda a Criação Divina está de acordo com a promoção do Bem Supremo para todos os seres vivos... Como bem disse o Grande Pastor sobre suas Ovelhas: “Eu lhes dou a vida eterna; elas jamais hão de perecer”.

Ou, como disse o Cura d’Ars:

“Oh, sim, bem-aventurado o cego que quer viver com Deus! Mais feliz do que vós que estais aqui, ele sente a felicidade, pode tocá-la, vê as almas e pode lançar-se com elas nas esferas espirituais, que nem mesmo os predestinados [...] conseguem ver”...

E o santo de Ars ainda afirma:

 “O olho aberto está sempre pronto a fazer a alma cair; o olho fechado, pelo contrário, está sempre pronto a fazê-la subir até Deus. Crede-me, meus bons e queridos amigos, a cegueira dos olhos é quase sempre a verdadeira luz do coração, enquanto a vista é quase sempre o anjo tenebroso que conduz à morte”.

Acabamos entendendo, enfim, que:

Se a aflição da cegueira não tem causa na vida presente é preciso procurar a causa numa vida anterior.

Porque “Somos sempre punidos naquilo em que pecamos”.

A cega, ora reencarnada, sofreu a pena da Lei – o caminho de reparação de seus erros do passado.

Qual deve ser então a causa de sua queda para ser afligida com a cegueira? Pode, por exemplo, ter ficado cega em consequência de maus tratos que ela mesma praticou contra alguém.

O que chamamos de capricho da sorte, nada mais é às vezes do que o efeito da justiça de Deus!...

Mas, não é castigo de Deus!... Pois cada um responde pelos seus próprios atos e pela influência que exerce sobre os outros.

2 comentários:

  1. O resgate é um reajuste e não um castigo.
    Um texto para nossa reflexão!!!

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