Aquecendo a Vida

Aquecendo  a Vida

Radio

sexta-feira, 7 de agosto de 2026

DEUS RESPONDE A TODAS AS PRECES

 

Deus conhece até as raízes dos nossos pensamentos!...


Emy tinha apenas 03 anos de idade. Vivia em um lugar sempre maravilhoso dos Estados Unidos, em frente ao mar.

De família cristã, ela fora alimentada, desde o berço por orações e Evangelho. Emy amava sua família e admirava os olhos azuis de seu pai, de sua mãe e de seus irmãos.

Todos, em sua casa, tinham olhos azuis. Todos..., menos Emy!

O sonho de Emy era ter olhos azuis da cor do Céu. Como ela desejava isso!

Na escola de evangelização, um dia ela ouviu a orientadora dizer que Deus responde a todas as preces. E passou o dia pensando nisso.

À noite, na hora de dormir, ao lado da sua cama ela se ajoelhou e orou.

Sua prece foi um misto de gratidão e de solicitação:

— Senhor Deus, agradeço porque você criou o mar que é tão grande. Tão bonito e tão feroz. Agradeço pela minha família. Agradeço pela minha vida. Eu gosto de todas as coisas que você faz. Mas gostaria de pedir, por favor, quando eu acordar amanhã, que os meus olhos tenham ficado azuis como os de minha mãe!...

Ela acreditou que daria certo. Teve a Fé pura e verdadeira de uma criança.

Pela manhã, ao acordar, correu para o espelho e olhou. Abriu bem os olhos e qual era a cor deles? Bem castanhos! Como sempre haviam sido.

Bom, naquele dia, Emy aprendeu que “não” também era uma resposta. E agradeceu a Deus do mesmo modo, porque não entendia bem o motivo de não ser atendida.

Os anos se passaram. Emy cresceu e se tornou missionária, na Índia.

Entre outras atividades, ela se devotou a resgatar crianças que eram vendidas pelas suas próprias famílias, que passavam fome.

Para isso, ela precisava entrar nos mercados infantis, onde aconteciam as vendas. Naturalmente, para comprá-las para Deus – como dizia –, e precisava não ser reconhecida como estrangeira.

Então ela passava pó de café na pele, cobria os cabelos, vestia-se como as mulheres do local...

Aparentava ser uma indiana. E entrava nos mercados de crianças, podendo transitar tranquilamente.

Certo dia, uma amiga olhou para ela disfarçada e disse-lhe:

— Puxa, Emy! Você já pensou como faria para se disfarçar se tivesse olhos claros como todos os de sua família? Que Deus inteligente, não? Ele lhe deu olhos escuros, pois sabia que isso seria essencial para a missão que lhe confiou.

O que a amiga não sabia é que Emy chorou muitas noites em sua infância, por não ter olhos azuis!...

****

Quantas pessoas não dirigem uma Prece a Deus e não recebem resposta?

Quantos ainda não pedem pela recuperação da saúde de um familiar, e ele morre. E ficam então acreditando que Deus não os ouviu.

E aqueles que pedem auxílio para as suas dores, e depois quase vão ao desespero, porque as dores aumentam...

Entretanto, os que têm Fé afirmam que Deus sempre nos dá uma resposta.  

Pois, “Pensar em Deus é Prece!”.

Certa vez, um repórter perguntou à Madre Teresa de Calcutá:

— A senhora faz prece?

— Oh sim! Prece é coisa muito importante para mim!

— Como a senhora faz a sua prece?

— Eu não falo nada pra Deus; eu só escuto Deus!

— E o que Deus fala pra você!

— Ah! Ele também não me diz nada; só me escuta!

As Preces, de certa forma, funcionam, porque Deus, Nosso Pai, vê a nossa intenção e atende cada um segundo o seu merecimento, que vem de suas obras de Caridade, e da programação de sua reencarnação.

Segundo uma nota da Bíblia “um coxo cruzou o caminho de Pedro (apóstolo) enquanto ele estava andando, e sua sombra, de repente curou completamente aquele coxo”.

Isso nos recorda a cura à distância, do segundo milagre de Jesus, narrado por João 4 46-53. O qual foi possível graças ao dom de Ubiquidade do Mestre (de estar presente ao mesmo tempo em todos os lugares).

Talvez você desejasse olhos de outra cor. Mas, não se entristeça por não ser atendida como gostaria. Saiba que Deus tem o controle de tudo!...

E, com certeza, o “não” de Deus, hoje, em sua vida, é o melhor que lhe convém!

______________________

Crônica baseada numa história do Livro Momento Espírita, Volume 05, pag. 21.

Um comentário: