O principal
combustível do médico é o doente.
Na
clínica, a conversa é sobre o novo tempo de Regeneração que se aproxima, das
mudanças que ocorrerão; quando um Paciente pergunta:
— Doutor,
qual é o propósito da medicina?
— Ora!
Tratar dos doentes... E curar as doenças!...
Mas
o Paciente faz outra pergunta:
— Se
a medicina acabar com as doenças não vai acabar também com os doentes?
— Claro
que sim!...
—
Já pensou Doutor, se nesse novo tempo que está chegando para o planeta ninguém mais
ficar doente como estão falando!... O que acontecerá com os médicos? Acabam-se
as doenças, e os médicos, como ficam?!
— Acabam-se
os médicos também!
—
Então, porque não se eliminar de vez as doenças do mundo?
Diante
do silêncio do Médico, o Paciente então argumenta:
—
Nesse caso Doutor, temos uma situação enigmática: ou a medicina quer
e não pode acabar com as doenças, para ter mais doentes, ou então, a
medicina pode e não quer acabar com as doenças para ter pessoas cada vez
mais doentes e ela, por conseguinte, sobreviver...
— Ah,
isso é trocadilho malicioso, de duplo sentido!...
—
Não Doutor! Sem doenças não há doentes. É equação pura e simples!... O Médico
está para o doente e para a doença, assim como a doença e o doente está para a
medicina.
—
E isso evidencia o quê? – brinca o Médico, piscando os olhos.
— O
fator comum dessa equação, Doutor, é a medicina, que está para todos! E a evidência
na resolução desse enigma é a seguinte: acabando-se as doenças desaparecem os doentes...
—
E como fica o Médico nisso?
—
O Médico fica só com o fator preventivo da questão para evitar
que se instale a doença e haja doentes.
O
Paciente, já meio se despedindo, arrematou assim a conversa:
—
A medicina
preventiva é muito melhor que a medicina curativa, que é
simplesmente sintomática.
Finda
aquela conversa pública, o consulente ao lado me perguntou:
—
O que será que esse Paciente quis dizer com medicina sintomática?
— Medicina
sintomática deve ser a que não procura as causas das doenças, que
trata apenas dos sintomas.
—
Ah, já sei, é a medicina que trata só os efeitos da enfermidade, que não vai
à sua raiz, que não busca saber a causa, o porquê
de ela aparecer.
Pensei
em Emmanuel dizendo que a maioria das doenças possui sua raiz no corpo espiritual,
e falei:
—
As doenças surgem quando há um desequilíbrio entre o Espírito, o
Perispírito (corpo espiritual) e o corpo físico...
Após
uma pausa, eu continuei.
— Bem,
trata essa questão da Lei de Causa e Efeito, ou Carma –
Lei Universal da Justiça Divina –, cujo princípio nos diz que “a
semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória”. E, às vezes, até abordada
como Lei
da Compensação.
—
Ah, essa eu já ouvi. Tá numa canção do Jackson do Pandeiro, que tem o seguinte
refrão: “Existe no mundo, meu irmão, a Lei da Compensação!”...
E
cantarolando e tamborilando esse lindo refrão, ele se levantou e adentrou a
sala do Facultativo, para consultá-lo.
E
eu fui pra casa pesquisar sobre a Lei da Compensação Divina.
Descobri
tratar-se da Lei Moral que governa o Universo, que consiste em:
Dar
a cada indivíduo o que é seu por merecimento, por esforço ou necessidade,
garantindo a equidade.
Pois,
o Universo é um sistema de equilíbrio. Aquilo que lançamos no mundo volta para
nós, muitas vezes...
Com
fundamento nessa Lei da Compensação a Bíblia registra que:
“A
caridade cobre uma multidão de pecados” (1 Pedro 4;8 / Pr 10:12).
Ensinamento
este que assegura que o Amor sincero e a Caridade têm o poder de reparação
e amortização de muitas de nossas dívidas passadas, acelerando a nossa
evolução espiritual.
A reparação
ocorre quando o Bem anula o Mal. Pois toda a dedicação em fazer o Bem
neutraliza as vibrações inferiores e transforma o nosso “mapa” de vida.
A amortização
de débitos se dá no Amor ao próximo, pois a Caridade é a complementação da
Justiça Divina.
A Lei
da Compensação trabalha ainda pela nossa transformação interior através
do perdão, da paciência, da compaixão... E nos livra de expiações e
sofrimentos.
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