Aquecendo a Vida

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sábado, 18 de julho de 2026

CONVERSAS DO COTIDIANO

 

O principal combustível do médico é o doente.


Na clínica, a conversa é sobre o novo tempo de Regeneração que se aproxima, das mudanças que ocorrerão; quando um Paciente pergunta:

— Doutor, qual é o propósito da medicina?

— Ora! Tratar dos doentes... E curar as doenças!...

Mas o Paciente faz outra pergunta:

— Se a medicina acabar com as doenças não vai acabar também com os doentes?

— Claro que sim!...

— Já pensou Doutor, se nesse novo tempo que está chegando para o planeta ninguém mais ficar doente como estão falando!... O que acontecerá com os médicos? Acabam-se as doenças, e os médicos, como ficam?!

— Acabam-se os médicos também!

— Então, porque não se eliminar de vez as doenças do mundo?

Diante do silêncio do Médico, o Paciente então argumenta:

— Nesse caso Doutor, temos uma situação enigmática: ou a medicina quer e não pode acabar com as doenças, para ter mais doentes, ou então, a medicina pode e não quer acabar com as doenças para ter pessoas cada vez mais doentes e ela, por conseguinte, sobreviver...

— Ah, isso é trocadilho malicioso, de duplo sentido!...

— Não Doutor! Sem doenças não há doentes. É equação pura e simples!... O Médico está para o doente e para a doença, assim como a doença e o doente está para a medicina.

— E isso evidencia o quê? – brinca o Médico, piscando os olhos.

— O fator comum dessa equação, Doutor, é a medicina, que está para todos! E a evidência na resolução desse enigma é a seguinte: acabando-se as doenças desaparecem os doentes...

— E como fica o Médico nisso?

— O Médico fica só com o fator preventivo da questão para evitar que se instale a doença e haja doentes.

O Paciente, já meio se despedindo, arrematou assim a conversa:

— A medicina preventiva é muito melhor que a medicina curativa, que é simplesmente sintomática.  

Finda aquela conversa pública, o consulente ao lado me perguntou:

— O que será que esse Paciente quis dizer com medicina sintomática?

Medicina sintomática deve ser a que não procura as causas das doenças, que trata apenas dos sintomas.

— Ah, já sei, é a medicina que trata só os efeitos da enfermidade, que não vai à sua raiz, que não busca saber a causa, o porquê de ela aparecer.

Pensei em Emmanuel dizendo que a maioria das doenças possui sua raiz no corpo espiritual, e falei:

— As doenças surgem quando há um desequilíbrio entre o Espírito, o Perispírito (corpo espiritual) e o corpo físico...

Após uma pausa, eu continuei.

— Bem, trata essa questão da Lei de Causa e Efeito, ou Carma – Lei Universal da Justiça Divina –, cujo princípio nos diz que “a semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória”. E, às vezes, até abordada como Lei da Compensação.

— Ah, essa eu já ouvi. Tá numa canção do Jackson do Pandeiro, que tem o seguinte refrão: “Existe no mundo, meu irmão, a Lei da Compensação!”...

E cantarolando e tamborilando esse lindo refrão, ele se levantou e adentrou a sala do Facultativo, para consultá-lo.

E eu fui pra casa pesquisar sobre a Lei da Compensação Divina.

Descobri tratar-se da Lei Moral que governa o Universo, que consiste em:

Dar a cada indivíduo o que é seu por merecimento, por esforço ou necessidade, garantindo a equidade.  

Pois, o Universo é um sistema de equilíbrio. Aquilo que lançamos no mundo volta para nós, muitas vezes...

Com fundamento nessa Lei da Compensação a Bíblia registra que:

“A caridade cobre uma multidão de pecados” (1 Pedro 4;8 / Pr 10:12).

Ensinamento este que assegura que o Amor sincero e a Caridade têm o poder de reparação e amortização de muitas de nossas dívidas passadas, acelerando a nossa evolução espiritual. 

A reparação ocorre quando o Bem anula o Mal. Pois toda a dedicação em fazer o Bem neutraliza as vibrações inferiores e transforma o nosso “mapa” de vida.

A amortização de débitos se dá no Amor ao próximo, pois a Caridade é a complementação da Justiça Divina.

A Lei da Compensação trabalha ainda pela nossa transformação interior através do perdão, da paciência, da compaixão... E nos livra de expiações e sofrimentos.

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