“O bom-senso é tão raro
quanto o gênio” (Ralph Emerson).
Conta-se,
que devido a um incêndio no bosque, alguns porcos foram assados pelo fogo. Os
habitantes acostumados a comer carne crua, experimentaram a carne assada e
gostaram. E, a partir daí, toda vez que queriam comer porco assado incendiavam
um bosque.
Anos
depois, descobriram um novo método, mais sofisticado, que facilitava a
comilança de porcos.
Já
habituados com isso, tentaram depois melhorar o sistema. Pois, às vezes
os assados ficavam meio crus ou queimados demais. Isso os preocupava, porque milhões
eram os que se alimentavam de carne assada. Portanto, o sistema não podia falhar.
Mas,
em razão das deficiências, começaram as queixas. E a necessidade de uma reforma
profunda no sistema já era um clamor geral. Em busca de solução, anualmente
se reuniam em congressos e seminários.
As
causas do fracasso eram, então, atribuídas à indisciplina dos porcos; à
natureza do fogo, às lenhas ainda verdes; à umidade da terra ou ao serviço de meteorologia
que falhava.
O sistema
de assar porcos era deveras complexo. Montado em grandes instalações, além de uma
boa estrutura administrativa, tinha maquinários e mão de obra especializada em
tudo, como os anemotécnicos – peritos
em ventos.
Eram
milhões de trabalhadores na implantação dos bosques e selvas, que logo seriam
incendiados.
Até
que um dia, João Bom-Senso, um simples
incendiador de Bosques, resolveu dizer que o problema era muito fácil de ser
resolvido. Que bastava matar o porco escolhido, limpando e cortando-o
adequadamente, e depois colocá-lo numa armação metálica sobre brasas, até que o
efeito do calor – e não as chamas – assasse a carne.
Sabendo
da ideia do funcionário, o Diretor-Geral mandou chamá-lo ao seu gabinete e,
depois de pacientemente ouvi-lo, disse-lhe:
—
Tudo bem! Mas o que o senhor diz não funciona na prática. O que seria, por
exemplo, dos anemotécnicos se
viessem a aplicar a sua teoria? Onde seria empregada a perícia dos demais especializados?
O que faríamos com os engenheiros, que indicam que nosso sistema é muito bom?
—
Não sei – disse João.
—
Viu? O senhor tem que dar soluções para problemas específicos do sistema,
e não querer transformá-lo radicalmente..., entendido? Ao senhor falta
muita sensatez!...
E
o Diretor continuou:
— Agora
que o senhor conhece as dimensões do problema, não saia por aí dizendo que pode
resolver tudo!... E não insista nessa sua ideia, que isso poderá lhe trazer
sérios problemas no seu cargo. Falo isso para o seu próprio bem!
João Bom-Senso, assustado, não
falou mais um A. Cabisbaixo, e sem
se despedir, saiu de “fininho” e ninguém mais o viu. Por isso que nas reuniões
de Reforma e Melhoramentos, se diz que falta o Bom-Senso.
________
Bom-Senso é ter: a) discernimento
– a maior qualidade capaz de nos livrar de enormes erros; b)
equilíbrio nas decisões – para julgar de acordo com os padrões e a
moral; c) uma consciência elevada sobre qualquer questão – para agir
pelo raciocínio lógico, tornando a vida cada vez mais fácil.
É um caminho aberto para todos, sem
protecionismos. Basta a Fé
de um coração limpo e tranquilo, assim como uma mente aberta e arejada, “com
olhos de ver” e “ouvidos de ouvir”, para atuar com
sabedoria.
Ter Bom-Senso é preciso!... Para
se libertar das “gaiolas doiradas”, de falsas ideologias, que escravizam e
prendem os menos avisados.
Educada
pelo Bom-Senso, jamais a nova
geração se escravizará às ideias separatistas e desagregadoras que têm
infelicitado a vida de tantos povos!
A sensatez definirá uma completa mudança
no sistema
educacional atual para moldar cidadãos democráticos, sem preconceitos,
sem censuras e sem medo. Será uma nova educação de gente responsável por todos
os seus atos, que saiba caminhar com as próprias pernas, livre das “muletas!”
que só atrapalham.
Sem
limitações, a nova geração vai aprender a separar o “joio do trigo” dentro de
si; pensar no outro com amor; caminhar com Bom-Senso,
e realizar a PRÓPRIA VIDA.
Que texto engraçado esse do porco…
ResponderExcluirA Educação pelo medo deforma a alma. Então, verdadeiramente necessitamos de amor e bom-senso.
Gratidão! Educação sem bom-senso é a arma dos dominadores...
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