“Não corrigir
nossas falhas é o mesmo que cometer novos erros”. (Confúcio).
Uma
lenda austríaca relata que o Conselho Comunitário
de um povoado havia contratado um humilde
habitante da floresta para zelar das piscinas que guarneciam de água a
fonte local.
Este
Zelador com regularidade
inspecionava as colinas, retirando folhas e galhos secos e limpava o limo que
poderia contaminar o fluxo da corrente de água fresca. Mas ninguém observava as
longas horas de caminhada que ele fazia pelos morros, nem o seu esforço para a
retirada de entulhos.
O
povoado logo começou a atrair turistas. Cisnes graciosos nadando na água
cristalina. Rodas d’água das empresas da região girando dia e noite. Plantações
irrigadas naturalmente e uma paisagem vista de beleza extraordinária.
Passarem-se
os anos. Certo dia, numa reunião ordinária do Conselho da Comunidade, ao inspecionarem o orçamento um conselheiro
colocou os olhos no salário do Zelador
da fonte.
De
imediato, alertou os demais a respeito daquele servidor, que há anos pagavam para
quê?! O que fazia? Pois era um simples guarda da reserva florestal, sem nenhuma
utilidade.
Seu
argumento a todos convenceu e o Zelador
da fonte foi dispensado.
Nas
semanas seguintes, nada de novo. No outono, todavia, começou a cair galhos e folhas
das árvores nas piscinas formadas pelas nascentes.
Um
dia alguém viu uma coloração meio amarelada na fonte. Dias depois, uma película
escura de lodo, exalando mau cheiro, cobria toda a superfície ao longo das
margens. Os Cisnes emigraram. As rodas d’água pararam. Os turistas desapareceram.
E a enfermidade chegou ao povoado!
O Conselho reuniu-se, então, em sessão
extraordinária, e reconheceu o erro grosseiro
cometido. E às pressas, o Zelador da
fonte foi recontratado!...
Reparado o erro, clareou a água
do rio. Moveram-se as rodas d’água e os Cisnes retornaram... Tornou-se bela a
paisagem!... E a vida retomou seu curso.
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Ao
se fazer uma reflexão sobre esta lenda, se nota que ela contém preciosa lição: não
há desmerecimento algum em se reconhecer um erro cometido!...
Depois
do erro revelado, o demérito seria a falta de humildade em aceitá-lo e nada
fazer para repará-lo de imediato!...
Em
casos assim, a omissão na reparação do
erro agrava ainda mais a falta cometida, pois contraria não somente as leis
humanas, mas também as Leis da Justiça Divina.
Pela
Lei de Causa e Efeito, tudo o que se planta de Bem ou de Mal a gente colhe,
obrigatoriamente, nesta vida ou em vidas futuras. Porque o Espírito é imortal e
tem uma multiplicidade de vidas sucessivas.
Deus
concedeu o livre-arbítrio a todos para a realização de experiências na vida caminhando
com as próprias pernas, ou seja, com liberdade de escolhas, que poderão ser corretas ou erradas, de acordo com o estágio de evolução de cada um. Mas isso implica
em responsabilidade.
Quando
Jesus, em Lucas 17,21, diz que “o Reino de Deus está dentro de vós”,
de certa forma estava se referindo às consequências dos atos que cada um
pratica e que resultam, de acordo com a sua maturidade evolucional, num estado
de consciência feliz ou infeliz.
Dentro
de nós o Reino de Deus se manifesta pela
nossa transformação interior e gradual, operando de forma a nos livrar de ações
equivocadas.
Assim,
cada um é o responsável por seu estado d’alma. Pois o Espírito exala a
fragrância das próprias conquistas!...
Diz
o Evangelho Segundo o Espiritismo (VIII, 7):
“Deus
que é justo, leva em conta todas as gradações na responsabilidade dos atos e
dos pensamentos do homem”.
Para
anular o mal causado por um erro cometido, o Espírito deve se arrepender... Mas
só isso não basta. É preciso, com urgência, reparar o dano e tirar o “peso”
da consciência.
Não
espere ganhar um “prêmio de loteria”,
nem a desdita da morte que lhe ronda
a alma para, depois, corrigir seus erros.
“Entra
em acordo sem demora com o teu adversário, enquanto estás em caminho com
ele...”
(Mateus 5,25).
Seja
já O ZELADOR DA FONTE de seu Reino de Paz!...
Muito bom.
ResponderExcluirGratidão meu irmão! Deus te abençoe!
ExcluirRefletindo "faça aos outros o que deseja que te façam em semelhante ocorrência".
ResponderExcluirBoa lembrança!
ExcluirFatoooo...
ResponderExcluirgostei, responsabilidade com justiça
ResponderExcluirGratidão meu irmão querido! É isso mesmo!...
ExcluirTexto para reflexão. Precisamos valorizar o trabalho dos outros, e só quando perdemos é que vamos nos dar conta do erro cometido.
ResponderExcluir👍🙏
ResponderExcluirMinha GRATIDÃO a todos que comentaram esta crônica!
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