Aquecendo a Vida

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sábado, 13 de setembro de 2025

O ZELADOR DA FONTE

 

“Não corrigir nossas falhas é o mesmo que cometer novos erros”. (Confúcio).


Uma lenda austríaca relata que o Conselho Comunitário de um povoado havia contratado um humilde habitante da floresta para zelar das piscinas que guarneciam de água a fonte local.

Este Zelador com regularidade inspecionava as colinas, retirando folhas e galhos secos e limpava o limo que poderia contaminar o fluxo da corrente de água fresca. Mas ninguém observava as longas horas de caminhada que ele fazia pelos morros, nem o seu esforço para a retirada de entulhos.

O povoado logo começou a atrair turistas. Cisnes graciosos nadando na água cristalina. Rodas d’água das empresas da região girando dia e noite. Plantações irrigadas naturalmente e uma paisagem vista de beleza extraordinária.

Passarem-se os anos. Certo dia, numa reunião ordinária do Conselho da Comunidade, ao inspecionarem o orçamento um conselheiro colocou os olhos no salário do Zelador da fonte.

De imediato, alertou os demais a respeito daquele servidor, que há anos pagavam para quê?! O que fazia? Pois era um simples guarda da reserva florestal, sem nenhuma utilidade.

Seu argumento a todos convenceu e o Zelador da fonte foi dispensado. 

Nas semanas seguintes, nada de novo. No outono, todavia, começou a cair galhos e folhas das árvores nas piscinas formadas pelas nascentes.

Um dia alguém viu uma coloração meio amarelada na fonte. Dias depois, uma película escura de lodo, exalando mau cheiro, cobria toda a superfície ao longo das margens. Os Cisnes emigraram. As rodas d’água pararam. Os turistas desapareceram. E a enfermidade chegou ao povoado!

O Conselho reuniu-se, então, em sessão extraordinária, e reconheceu o erro grosseiro cometido. E às pressas, o Zelador da fonte foi recontratado!...

Reparado o erro, clareou a água do rio. Moveram-se as rodas d’água e os Cisnes retornaram... Tornou-se bela a paisagem!... E a vida retomou seu curso.

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Ao se fazer uma reflexão sobre esta lenda, se nota que ela contém preciosa lição: não há desmerecimento algum em se reconhecer um erro cometido!...

Depois do erro revelado, o demérito seria a falta de humildade em aceitá-lo e nada fazer para repará-lo de imediato!...

Em casos assim, a omissão na reparação do erro agrava ainda mais a falta cometida, pois contraria não somente as leis humanas, mas também as Leis da Justiça Divina.

Pela Lei de Causa e Efeito, tudo o que se planta de Bem ou de Mal a gente colhe, obrigatoriamente, nesta vida ou em vidas futuras. Porque o Espírito é imortal e tem uma multiplicidade de vidas sucessivas.  

Deus concedeu o livre-arbítrio a todos para a realização de experiências na vida caminhando com as próprias pernas, ou seja, com liberdade de escolhas, que poderão ser corretas ou erradas, de acordo com o estágio de evolução de cada um. Mas isso implica em responsabilidade.

Quando Jesus, em Lucas 17,21, diz que “o Reino de Deus está dentro de vós”, de certa forma estava se referindo às consequências dos atos que cada um pratica e que resultam, de acordo com a sua maturidade evolucional, num estado de consciência feliz ou infeliz.

Dentro de nós o Reino de Deus se manifesta pela nossa transformação interior e gradual, operando de forma a nos livrar de ações equivocadas.

Assim, cada um é o responsável por seu estado d’alma. Pois o Espírito exala a fragrância das próprias conquistas!...

Diz o Evangelho Segundo o Espiritismo (VIII, 7):

“Deus que é justo, leva em conta todas as gradações na responsabilidade dos atos e dos pensamentos do homem”.

Para anular o mal causado por um erro cometido, o Espírito deve se arrepender... Mas só isso não basta. É preciso, com urgência, reparar o dano e tirar o “peso” da consciência.

Não espere ganhar um “prêmio de loteria”, nem a desdita da morte que lhe ronda a alma para, depois, corrigir seus erros.

“Entra em acordo sem demora com o teu adversário, enquanto estás em caminho com ele...” (Mateus 5,25).

Seja já O ZELADOR DA FONTE de seu Reino de Paz!...

10 comentários:

  1. Refletindo "faça aos outros o que deseja que te façam em semelhante ocorrência".

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  2. Respostas
    1. Gratidão meu irmão querido! É isso mesmo!...

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  3. Texto para reflexão. Precisamos valorizar o trabalho dos outros, e só quando perdemos é que vamos nos dar conta do erro cometido.

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  4. Minha GRATIDÃO a todos que comentaram esta crônica!

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