Aquecendo a Vida

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sexta-feira, 5 de setembro de 2025

PARÁBOLA DO VÉU CINZA

 

Sua alma foi extraída da Consciência da Vida Divina.


Uma menina de grande beleza estava oculta sob um espesso véu cinza no qual estava pintado um rosto feio. Assim, a verdade de seu ser estava guardada em segredo e poucos se aventuraram a aproximar-se dela pela sua aparência pouco atraente.

Ela cresceu e se deu conta de que a causa de sua solidão e tristeza, a perda de sua liberdade de movimento e saúde, se devia aos véus. Porém, ela estava tão acostumada àquela situação que acreditava não ser possível sobreviver sem eles. Entretanto, ela teve a sorte de encontrar um “mentor iluminado” de outro país, e finalmente foi convencida a descartar ao menos um véu.

Depois de muito procurar pela força interior para fazer isso, implorou ao seu “mentor” que a ajudasse. Ele levantou as mãos dela e juntos tiraram o véu no qual estava pintado o rosto feio.

Ela sentiu-se melhor por ter feito aquilo. E começou a sentir certa alegria.

Depois de um tempo, ela estava ansiosa para descartar outro véu e de novo seu “mentor” veio e a ajudou a tirá-lo. E assim continuou. Quanto mais véus ela retirava, mais leve se tornava e gradualmente vislumbrou a realidade da natureza que a rodeava, podendo ver as árvores com clareza, os pássaros nos galhos e escutava encantada os seus maravilhosos cantos.

Ela viu a beleza nos rostos dos outros e começou a sentir o fluxo do amor em seu coração. A vida estava se transformando agora em um presente verdadeiramente Divino a ser apreciado. Diariamente agradecia ao seu “mentor” por ajudá-la a se transformar em uma pessoa tão feliz.

Chegou um tempo em que já não suportava mais o último véu que a envolvia. Sabia que aquele véu a estava separando da luz, beleza, harmonia e contato amoroso com outras pessoas belas. Embora não soubesse como poderia se arrumar sem ele, se retirou em silêncio junto ao seu “mentor” e pediu que o último véu fosse removido.

Foi um tempo de agonia, já que o véu parecia ser parte do seu ser. Mas ela suplicou e em um momento de brilhante Luz, o véu queimou e se desprendeu dela. A forma que restou era a sua Realidade – ela entrou em uma perfeita liberdade interior!

Sua Realidade individualizada, entretanto tinha agora que encontrar um modo de funcionar no ambiente. Isso foi inesperadamente difícil, pois a sua percepção de Realidade ao redor e em seu interior era transparente, e tão clara que mudou radicalmente sua comunicação com os outros. Já não estava em paz em seu meio social e profissional, nem poderia permanecer como membro de sua comunidade.

As pessoas a olhavam e diziam:

— Oh, é assim que você é – sem nenhum véu, que horror! Achamos você muito estranha – inclusive meio louca!

E deram-lhe as costas. O que você pensa que ela fez? Voltou ao tempo em que usava véus tão pesados quanto os outros?

Não!... Ela havia encontrado tamanha paz, alegria e satisfação de suas necessidades que deixou sua comunidade e se retirou, unindo-se a outras almas que reconheceram sua verdadeira identidade e responderam a ela com amor e alegria.

***

O “mentor iluminado, de outro país”, eu creio ser JESUS.  

E a lenda revela uma verdade: que a pessoa vai retirando seus próprios véus quando se convence pela Consciência Divina de que fazer isso é o mais correto para se aproximar cada vez mais do conhecimento íntimo da Realidade / Alma que esconde sua “personalidade” atrás de tantos véus (mental e emocional) – às vezes manchados por suas próprias interações...

Os mais evoluídos podem ver esses “véus manchados” recobrindo a pele dos outros de pensamentos negativos.

Pois, à medida que você se eleva espiritualmente, sua pele começa a clarear e uma luz brilha em seus olhos! Sua “personalidade terrena” começa a desaparecer, sem se perceber, enquanto você se torna mais “espiritualizado”. E fica visível para quem tem o dom da percepção espiritual.

Por isso, “Não tenha medo de uma futura renúncia da mentalidade terrena”.

 

Fonte: CARTAS DE CRISTO, 1ª Edição     Curitiba 2015, Almenara Editorial.

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