A criança é a esperança de um mundo melhor.
Um tema constante nos meios de comunicação é o problema
educacional de crianças abandonadas, tanto pelos pais quanto pela sociedade. Por
ser um tema que exige muita reflexão, já foi retratado até em novelas para forçar
o telespectador a pensar sobre o assunto.
A discussão desse tema merece uma considerável atenção
no Brasil, pois vivemos um momento triste de precária educação tanto no lar
como na escola, e de muitas crianças abandonadas: pelos pais; pela sociedade; e
pelo governo! Essa discussão é edificante, por proporcionar uma reflexão
importante sobre a vida.
O problema, além de ser uma irresponsabilidade da
sociedade, também é uma falta de confiança em Deus!
Se considerarmos que todo ser humano é uma Centelha
Divina, que um dia brilhará intensamente; se ainda considerarmos, que no
coração de cada ser humano há um germe do amor que um dia crescerá, florescerá
e dará muitos frutos; vamos descobrir que um filho ou uma filha é o melhor
presente que Deus dá aos pais. Um presente – com o mais rico dos diamantes
cravado no peito –, e que só depende da sua segurança e do seu amor para ser
lapidado e brilhar.
E como esquecer a emoção de uma gestação, e a emoção
dos movimentos do neném dentro da barriga da mãe?
Essa reflexão importa muito neste tempo de grandes
transformações da nossa sociedade, que afetam os relacionamentos sociais. Vemos
filhos abandonados pelos pais dentro do próprio lar. Em corpo os pais estão
ali, mas sempre envolvidos com outras coisas! Os filhos se sentem, então,
abandonados. São ignorados pelos pais, que estão com sua atenção em outro foco:
celular, notebook, televisão, jogos, etc.
Essa falta de atenção dos pais e de um relacionamento mais
afetivo gera, no filho, um sentimento negativo, de tristeza, de não ser amado,
de não ser importante...
Por causa disso o filho desenvolve sentimentos de
baixa autoestima; de instabilidade emocional; de insegurança...
Esta degeneração emocional até tem consequências mais
graves, pois pode levar a criança a se tornar um aluno de baixo rendimento
escolar, revoltado, ou, ainda, descambar para as drogas. E os pais respondem
severamente por isso perante a justiça divina!
Não temos a dimensão exata dos danos que o trauma
psicológico causa numa criança abandonada. Mas sabemos que é muito grande! E como lidar com isso? Como superar essa
mágoa?
“Confiai em
Deus” (João 14:1), ensinou o Mestre,
para que a criança abandonada possa sobreviver ao sofrimento e a dor do
abandono. Confiando nos ensinamentos do Mestre é possível superar traumas e
entender os sentimentos humanos. E deve-se confiar nele, não porque se sinta
fraco e carente, mas, porque esta é a única maneira pela qual se pode crescer
plenamente neste planeta. A confiança em Deus pode se transformar numa grande
alegria.
Preocupado com a educação de seus filhos, um Jovem Pai
procurou a Escola de Pais de sua cidade e perguntou a um dos Conselheiros:
− Por favor, oriente-me! Devo ser severo com meus filhos para que tenham mais respeito e se afastem
de qualquer possibilidade de revolta ou outro tipo de desajustamento
emocional..., ou devo ser benevolente
para obter carinho dos meus filhos, fazendo-lhes, então, as suas vontades?
Ajude-me!
O sábio Conselheiro pensou um pouco, e perguntou-lhe:
− Você tem vasos de porcelana?
− Tenho dois – disse o Jovem Pai.
− Se você encher um desses vasos com água fervente e o
outro vaso com água gelada, o que acontecerá?
− A água fervente fará o vaso em pedaços e a água
gelada trincará o outro vaso – respondeu o Jovem Pai.
− Exatamente – disse o sábio Conselheiro. – Assim será
a educação de seus filhos, pois se usar de autoridade severa ou de benevolência
excessiva, não será um bom Pai. Entretanto, se souber dosar os dois, terá seu
nome gravado para sempre no coração de seus filhos!
− Obrigado por este bom conselho!
− De nada! E não se esqueça: misture sempre a água
fervente com a água gelada para obter água
morna – a dosagem exata da educação. Assim, pai, você vai ajudar o
desenvolvimento intelectual e moral dos seus filhos, sem lhes causar qualquer dano
na formação do caráter!
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