O filho deve ser educado para assumir a autonomia de si
mesmo.
Numa
conversa de homem pra homem, o pai
pergunta ao filho:
— Quer
saber o que seu pai acha sobre essa história de pecado?
— Quero - responde o filho.
— Existe
apenas um só pecado - disse o pai. E esse pecado é roubar.
Qualquer outro é simplesmente uma variação do roubo. Entende o que estou dizendo?
— Não! - Respondeu o menino.
— Quando
você mata um homem, está roubando
uma vida - disse o pai. - Está roubando da esposa o direito de ter um
marido; roubando dos filhos um pai. Quando você mente, está roubando de alguém o direito de saber a
verdade. E quando trapaceia, está roubando
o direito à justiça. Entende?
— Papai,
agora eu entendi.
— Não há ato
mais infame do que roubar - prosseguiu o pai -, do que um homem que se apropria
do que não é seu, seja uma vida ou uma fatia de pão.
* * * * * *
Essa
conversa de homem pra homem é muito
necessária na educação dos filhos. Atualmente até parece que os pais esquecem
que a verdadeira educação se aprende em casa. A escola se preocupa mais com a
instrução.
Educação abrange
a aprendizagem de valores, de virtudes, que nem sempre fazem parte do currículo
escolar.
Muito
importante para a evolução do ser humano são os exemplos dos pais que vão
refletir nos filhos, na sua responsabilidade, na sua disciplina e na sua
maneira de ver e agir no mundo em que vivemos.
Paciência,
tolerância, solidariedade, fraternidade, respeito, honestidade, empatia,
justiça, igualdade, liberdade, humildade, responsabilidade, amor, etc., são
então ensinamentos que devem permear o cotidiano familiar.
Descobri,
acompanhando meus netos, que nas escolinhas de Judô, se praticam muitos desses
ensinamentos: senso de justiça; saber ganhar e saber perder; respeito pelo
competidor; ordem; comprometimento; cooperação; solidariedade; disciplina, persistência...
Descobri,
ainda, que o lutador aprende a competir consigo mesmo. Ele tem que vencer a si
mesmo para se aprimorar na luta. A sua vitória é contra a sua inexperiência e,
por isso, quando perde o combate abraça o seu adversário. E continua treinando
para melhorar cada vez mais.
Na vida é mais ou menos a mesma coisa. O erro,
a perda ou a derrota deve ser encarado como uma etapa de nossa aprendizagem. Não
é com punições e medo que se educa,
mas com diálogo.
Dialogando
é que se formam os cidadãos sérios, dignos, responsáveis, atuantes, cumpridores
de seus deveres, participativos, diligentes, corajosos, que não se submetem às
injustiças, não se omitem e jamais se silenciam diante da tirania. Pois são dotados
de uma consciência crítica, capaz de mudar a nossa realidade.
Filho lembre-se então de Jesus, que em tempo algum duvidou do PAI.
Há um livro
muito interessante sobre a frágil relação entre pais e filhos, intitulado o “Caçador de pipas”, de
onde tirei, com algumas adaptações, os diálogos iniciais desta crônica. É um
romance escrito por Klaled Hosseini, da Editora Nova Fronteira, que nos
emociona logo nas primeiras páginas.
Esse
livro nos leva dos últimos dias da monarquia do Afeganistão às recentes atrocidades
deste 3º milênio, incluindo o trágico 11
de setembro de 2001, no World Trade Center, na cidade de Nova York, nos
EUA, quando as Torres Gêmeas vieram
abaixo e, da noite para o dia, o mundo mudou.
Foi
eleito o Melhor livro do ano
e teve seus direitos de edição vendidos para 29 países e, em 2007, apareceu nas
telas de cinema do mundo todo.
Contém
conceitos interessantes. Por exemplo, “Estar
quieto é baixar o botão do volume da vida. O silêncio é pressionar o botão para
desligar. Desligar tudo”.
É um
livro best-seller – que
viralizou como um dos mais vendidos. Um romance inesquecível, que não sai da
nossa memória. Que mexe com os nossos sentimentos, pois as lágrimas rolam desde
os primeiros capítulos. Daí a sua recomendação.
E para
finalizar, uma pergunta se faz necessária:
— você
que é pai já participou de uma
conversa de homem pra homem com seu filho?
Pense
nisso!...
Verdadeira verdade...
ResponderExcluirTexto reflexivo. A educação parece ter saído de moda… tomara que quem ler esse texto lembre-se de conversar com seus filhos.
ResponderExcluirGratidão pelo comentário.
ExcluirEste texto deveria ser encaminhado para todos os professores do nosso município
ResponderExcluirOi Rubens, concordo com você!
Excluir