Aquecendo a Vida

Aquecendo  a Vida

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sábado, 28 de fevereiro de 2026

SOFRIMENTO E DOR

 É pelo sofrimento que o ser humano consegue se conectar com Jesus.


Por que sofremos? Era a pauta de uma Casa de Oração.

O Dirigente, vendo ali presente um jovem estudioso do ocultismo, pediu-lhe para esclarecer a questão:

— Esse tema – disse ele – à luz dos Evangelhos, toma tempo; mas, se for possível, com a devida vênia, explicarei.

— Pois não! O tempo é todo seu.

O jovem levantou-se e deu início à sua fala, mas alterando a questão.

O ser humano já nasce sofrendo. Por quê?... Porque é ignorante!... Ou melhor, porque desconhece as Leis do Universo. E que resulta num acúmulo de erros praticados no passado, que são as causas de suas dores.

Mas, como se livrar das dores?

Primeiro, crescer livre de formas doutrinárias. E, depois, se libertar de preconceitos e quistos mentais que entorpecem a sua mente.

— O que são Quistos Mentais? – perguntou um dos presentes.

— São pensamentos tóxicos de mágoas, traumas, ressentimentos ou “feridas” do passado, que se acumulam na mente, formando cristais negativos, que a pessoa guarda dentro de si em uma “cápsula mental”, e que pode mantê-la de Mente Fechada. Pois...

 “Ouvireis com vossos ouvidos e não entendereis, olhareis com vossos olhos e não vereis” (Mt 13,14).

Se você entender que somos todos filhos da mesma Fonte Criadora vai mudar o rumo de sua bússola evolutiva, aprendendo a Amar e Perdoar. E só assim descobrirá que a Vida é Bela; e poderá palmilhar sua estrada de Mente Aberta, vendo e entendendo!...

Saibam que a ignorância provém também da limitação mental causada por uma educação, que se restringe apenas a treinar a memória. A pessoa enche a cabeça de coisas desnecessárias e chega à adolescência impedida de ver a verdadeira vida repleta de Amor, Beleza e Sabedoria.

O ambiente familiar também causa sofrimento, com as falsas situações criadas pelo entrechoque das tradições da atual civilização.

A desigualdade material, que só aumenta a inveja o ciúme e a ingratidão, também impõe barreiras às pessoas para realmente se estimarem.

Até a omissão dos bons pode ser uma fonte de sofrimento; assim como a Religião, quando vira apenas um hábito social e deixa seus praticantes de Coração Vazio.

Pois, como disse um filósofo oriental: “O homem tem o Coração cheio de coisas da Mente e a Mente vazia das coisas do Coração”.

— O que fazer então pra gente deixar de sofrer? – sussurrou uma voz.

— Ora, enchendo a Mente com as coisas do Coração! – disse alguém.

O jovem confirmou essa resposta, e lembrou que o mundo na época de Jesus estava carente de Amor... Mas, que a humanidade fez dos seus ensinos apenas um livro e uma igreja, ao invés de um Templo no Coração.

 E lembrou, ainda, que o Mestre profetizou sobre isso:

“Nem todo aquele que me diz: Senhor, Senhor, entrará no Reino dos céus, mas sim aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus”. (Mt 7,21)

Fazer a vontade do Pai Celestial é não se prender às ilusões do mundo, mas manter no Coração a expressão máxima de DAR ou SERVIR para aliviar o sofrimento alheio.

Jesus está sempre presente à porta do Coração humano, pronto para nele entrar. Mas, só quando a Dor bate à sua porta é que você clama por Ele. Sabe por quê? – perguntou o jovem.

Porque “a Dor é força construtora de um novo caminho!”.

Assim o Mestre mostra que a Dor e o Sofrimento são resultados de suas próprias criações equivocadas.

E diz: “Vinde a mim, vós todos que estais aflitos sob o fardo, e eu vos aliviarei” (Mt 11,28).

E ainda aconselha: - a Dor não é privilégio seu; e você não deve apenas libertar-se da sua Dor, mas auxiliar os outros a se libertarem dela também.

Em suma, Jesus o desperta para o Caminho da Luz, fechado pela sua própria ignorância.

Sob aplausos o jovem então finaliza a conversa, acrescentando:

Somente ao atingir o conhecimento real da Vida Eterna é que você se liberta do Sofrimento e vê o Azul do Céu embelezando um novo mundo que se abre à sua frente. E de Espírito iluminado, vai compartilhar o seu saber como Revelador da Eterna Verdade.


sábado, 21 de fevereiro de 2026

DITOS METAFÓRICOS

 

“Você é luz, é raio, estrela e luar. Manhã de sol, meu iá iá, meu iô iô”. (Rose Marie).


JESUS se utilizava dos elementos do cotidiano, para ensinar conceitos complexos, verdades sobre ética, fé e arrependimento, por meio de Parábolas e Ditos Metafóricos.

Parábola é um cenário completo, onde personagens e ações representam realidades profundas, ao passo que o Dito Metafórico é só uma imagem, que consiste em substituir algumas palavras para dar um novo sentido à frase.

O Dito Metafórico geralmente é uma expressão impactante, de analogia rápida, quando se transfere o significado de uma palavra para o sentido de outra.                                                                                                                                                                                                                                                         Jesus, por exemplo, comparava o Reino dos Céus com situações simples como: o Sal; a Luz, a Casa, o Cisco etc.

I – O Sal da Terra (Mateus 5,13).

“Vós sois o sal da terra. Se o sal perde o sabor, com que lhe será restituído o sabor?”.

O Mestre fala aqui ao coração dos que carregam uma cruz pesada e que estão heroicamente resistindo à tentação do dia a dia; que ergueram a bandeira da verdadeira espiritualidade pregando o Evangelho do Amor.

São os sábios, que souberam viver bem na humildade, realizando o puro cristianismo. São os mártires que lutam pelo pão de cada dia, sem manchar as mãos em negócios escusos.

O Sal da Terra representa, pois aqueles irmãos de ação positiva, que temperam a vida com o “sabor” dos sentimentos de Fraternidade, tornando-a mais prazerosa e significativa. 

II – A Luz do Mundo (João 8,12).

“Eu sou a luz do mundo; aquele que me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida”.

A Luz do Mundo é a representação do Governador Espiritual do nosso planeta, o nosso guia, portador das Leis universais, que liberta a humanidade das trevas da ignorância – que causa os sofrimentos. Ele é Jesus “o caminho a verdade e a vida”; a fonte de sabedoria que ilumina o progresso evolutivo do Espírito Imortal.

É o símbolo do autoconhecimento, que associado à reforma íntima aviva a iluminação interior – a Luz da Vida, que gera mudanças de atitudes para se entender o melhor modo de se viver.

“Vós sois a Luz do Mundo”. Ou como diz a intitulada canção na voz de Wando “Você é luz, é raio, estrela e luar”, ou seja, “Você é uma Centelha Divina” que dá visibilidade às boas obras. “Porque, a quem muito foi dado, muito lhe será exigido”. (Lc. 12,48).

Pois não se esconde uma cidade situada sobre o monte; e não se acende uma candeia e a coloca debaixo do alqueire, mas no velador, para que brilhe a sua luz diante das pessoas, que vendo suas boas obras glorifiquem o PAI que está nos Céus.

III – A Casa na Rocha (Mat.7,25).

“Caiu a chuva, vieram as enchentes, sopraram os ventos e investiram contra aquela casa; ela, porém, não caiu, porque estava edificada na rocha”.

A Rocha é o Evangelho e a Casa é a nossa estrutura moral e espiritual.  

Edificar na Rocha é construir a sua estrutura moral “pedra por pedra” diariamente, perseverante no combate às más inclinações e vigilante, para que possa resistir às tempestades da vida sem desmoronar, ao contrário da Casa construída na Areia, que representa a sua ruína espiritual.

O Homem Prudente edifica na Rocha, o Negligente edifica na Areia.

A Casa na Rocha importa na prática dos bons ensinamentos da Lei do Amor para a construção interior do nosso caráter, garantindo uma evolução espiritual sólida e a proteção moral contra as crises da existência.

IV – O Cisco no olho (Lucas 6,41).

“Por que vês tu o cisco no olho de teu irmão e não reparas na trave que está no teu olho?”.

O Cisco são os defeitos dos outros. E a Trave os nossos próprios defeitos.

É uma lição que alerta sobre: a hipocrisia de julgar os erros alheios; e o orgulho, que nos faz projetar no outro aquilo que não queremos admitir em nós mesmos.

sábado, 14 de fevereiro de 2026

FEIJÃO, GAIOLA E AVES...

 

Revelam coisas ocultas da espiritualidade.


Uma parte importante dos ensinos de Jesus é constituída por parábolas, relatadas nos Evangelhos. Dentre elas são bem conhecidas as do Semeador, do Filho Pródigo e a do Grão de Mostarda.

Esse jeito de ensinar é uma técnica pedagógica, que consiste em apresentar um raciocínio e uma conclusão, através da exposição de um pensamento de forma figurada (metáfora), facilitando sua memorização e permitindo que o ensinamento de fundo possa surgir em nossa mente, gradativamente, até ser compreendido plenamente.

“Abrirei a boca para ensinar em parábolas; revelarei coisas ocultas desde a criação”. (Mateus 13,35).

Essa forma de revelar ou manter escondido certos ensinamentos para aqueles que ainda não apresentam maturidade para compreendê-los é, na realidade, um modo de evitar-se, assim, a censura prévia de pessoas mal intencionadas. 

O próprio Jesus alertou sobre isso:

“A vós é concedido conhecer os mistérios do Reino de Deus, mas aos outros se lhes fala por parábolas; de forma que vendo não vejam, e ouvindo não entendam”. (Lucas 8,10).

Ensinar por Parábola é você então “colocar uma coisa do lado de outra” e, por comparação, transmitir lições de vida de fundo moral, ou revelar verdades complexas da espiritualidade através de contos do dia a dia.

Para os que têm sensibilidade à flor da pele, as parábolas funcionam como pontes poéticas que o amor constrói!... Pontes que servem de conexões entre coisas e conceitos.

Dentre as narrativas recheadas de metáforas poéticas são também dignas de reflexões:

A do FEIJÃO;

A da GAIOLA e a AVE.

A primeira eu ouvi em “Escrito nas Estrelas” – telenovela espírita de Elizabeth Jhin, produzida e exibida em 2010 pela Rede Globo, às 18 h, que abordou temas da espiritualidade como a vida depois da morte.

Num dos capítulos, Vicente – um dos personagens, vivido pelo ator Antonio Calloni –, ao dialogar com uma jovem se utiliza da metáfora do feijão para nos dar uma bela lição de vida.

Disse ele que O FEIJÃO, ao ser germinado dentro de uma caixa, tem uma consciência que busca a luz pelas frestas da embalagem. Assim, também somos nós, que embora presos num corpo material, temos consciência da Luz Divina, que incessantemente buscamos pelas brechas existentes no imo do coração. E é a consciência dessa Luz que nos dá a certeza da eternidade da vida.

A outra metáfora – que desconheço a autoria –, compara o Corpo Físico a uma Gaiola e o Espírito a uma Ave que nela habita.

Imaginar que ao morrer o Corpo, o Espírito venha a perecer é como imaginar que o pássaro morra ao quebrar-se a Gaiola.

Nosso Corpo Físico é apenas a Gaiola, enquanto o Espírito é o pássaro. Nada tem, pois, o pássaro que recear, com a destruição da Gaiola.

A morte física – um mergulho no infinito – é a hora de voar...

O suave voo das Aves a nos sussurrar que a Alma é livre das limitações impostas pela matéria é uma metáfora visual e poética que se revela a todos que se dispõe a enxergar além do que os olhos podem...

E ao deslizar pelo céu, as Aves nos recordam dos nossos entes queridos, que já partiram – todos os que deixaram para trás este mundo de provocações e caminhadas, de sonos e vigílias, de sofrimentos e esperanças.

As Aves nos recordam, ainda, que em breve também chegará a nossa hora de voar!...

Da força das asas depende a altura a que se pode chegar...

O corpo, frágil, sofre os efeitos do tempo. A alma, puro sopro, é eterna.

Enquanto estamos caminhando, que cada criatura aproveite para viver seus breves dias alimentando a sua alma por meio de uma Dieta Espiritual farta de Amor e Bondade, Caridade, Pureza, Compaixão, Perdão, Justiça, Virtudes, Gratidão... De modo que, quando a hora derradeira bater à sua porta, cada um possa voar com asas limpas e puras até as mais sublimes alturas.

Pois, o voo anuncia que o fim da vida não é queda, mas ascensão a um novo estado de existência, onde a Alma ("o pássaro"), em liberdade, encontra o rumo de sua verdadeira morada.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

COLÔNIA DOS RESMUNGOS

 

Resmungar ou reclamar da vida é próprio de gente pessimista!


Uberaba MG. – a “Terra de Chico Xavier” – é um dos principais pontos do turismo espiritual do Brasil.

Certa vez, buscando o consolo das cartas psicografadas, fomos conhecer esse grande polo do espiritismo.

Foi um momento maravilhoso. Fomos à casa do Chico Xavier, ao Centro onde ele palestrava e ainda o acompanhamos em sua missão de auxílio aos menos favorecidos...

Ao lado do Chico a cidade parecia-nos um verdadeiro templo vivo de Fé...

Pensando com meus botões sobre isso, ao fazer uma prece o sono chegou forte. Dormi e sonhei...

Sonhei que acompanhava o Chico em sua missão fraterna numa colônia da zona umbralina, e perguntei-lhe:

— Que colônia espiritual é esta?

— É a Colônia dos Resmungos.

Fiquei pensando... Já ouvi falar da Colônia Espiritual das Flores, do Bom Retiro, Mas dos Resmungos!?...

O Grande Médium pareceu ler os meus pensamentos e replicou:

— Estes irmãos quando encarnados viviam só resmungando... Os vizinhos queixavam-se uns dos outros, os pais queixavam-se dos filhos e vice-versa.  Viviam sempre descontentes... Todos tinham problemas e todos reclamavam.

O ambiente desfavorável dessa colônia era de baixa vibração, devido às falsas criações mentais das almas em desiquilíbrio, ou de outras enquistadas (com quisto mental!) de tanto reclamar e resmungar. Todas tinham, pois, um vazio no coração por se olvidarem da mensagem do Cristo: “Amai ao vosso próximo como eu vos amei”.

E, diante das fugas da Lei do Amor, essas almas, com certeza colherão o que plantaram em doloridas reparações...

Chico sabia disso e as consolava! E para ilustrar seus conselhos contou-lhes a seguinte história:

Um dia, um Mascate chegou a um lugarejo onde todos só reclamavam. E, ao perceber toda aquela choradeira, pôs seu cesto no chão e gritou:

— Ó cidadãos deste belo lugar! Os campos estão abarrotados de trigo, os pomares carregados de frutas. As cordilheiras são cobertas de florestas e os vales banhados por rios profundos. Jamais eu vi um lugar abençoado por tamanha abundância!... Por que tanta insatisfação? Vão chegando, que vou lhes mostrar o caminho da felicidade!...

Ora, a camisa do Mascate estava puída; a calça remendada; os sapatos estragados... As pessoas riam ao pensar como alguém, assim, poderia mostrar-lhes como ser feliz.

Mas, enquanto elas riam, ele puxou uma corda comprida do cesto e esticou-a entre dois postes da praça.

E segurando o cesto, gritou:

— Os insatisfeitos escrevam seus problemas num pedaço de papel e ponham dentro deste cesto. Trocarei seus problemas por felicidade!

Ninguém hesitou diante da chance de se livrar dos seus problemas. Rabiscaram suas queixas num pedaço de papel e colocaram no cesto.  

Eles viam o Mascate pegar cada problema e pendurá-lo na corda. Ali os problemas balançavam de um extremo a outro. Então, ao terminar, ele ordenou:

— Agora cada um de vocês deve retirar desta linha mágica o menor problema que puder encontrar.

Todos correram para examinar os problemas. Procuraram os pedaços de papel e cada qual ponderava tentando escolher o menor problema.

Após algum tempo a corda estava vazia. Mas, pra surpresa geral, eis que cada pessoa segurava o mesmíssimo papel que havia colocado no cesto. Pois tinha escolhido o seu próprio problema, julgando ser ele o menor de todos.

Daí em diante, aquele povo deixou de reclamar o tempo todo. Quando alguém sentia o desejo de resmungar, já pensava na corda mágica do Mascate e o desejo sumia!

Então o Chico arrematou a história:

— Quem muito resmunga, pouco faz. A energia gasta na reclamação é a mesma que falta para a ação. Por isso queridos irmãozinhos, vocês terão agora uma nova chance de agir para mudar. Todos reencarnarão!... E cada um vai estar tão ocupado que vai ser difícil encontrar tempo para resmungar.

Nesse instante acordei meio zonzo e resmungando... E parece até que ouvi, ainda, o conselho final do Chico:

“O resmungo é o eco de uma mente que se recusa a ver soluções!”.