Aquecendo a Vida

Aquecendo  a Vida

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sábado, 29 de novembro de 2025

ATEÍSTA DE PLANTÃO

 

“Se não amo quem vejo; como posso amar a quem não vejo?”.


Vi a frase em epígrafe, para reflexão, no facebook. E, pensando nela, decidi então reescrever um texto meu de 2011.

Nesse texto eu contei que fiquei triste ao saber que uma jovem de 30 anos estava com câncer terminal. E mais triste por saber que ela não acreditava em Deus.

Foi essa descrença que me fez recordar um fato verídico, ao qual fiz algumas adequações, e que foi assim narrado por um Professor dos EUA:

 TOM era o “ateísta de plantão” do seu curso de Teologia da Fé. Fazia, constantemente, objeções ou questionava sobre a possibilidade de existir um DEUS-PAI, que ama seus filhos incondicionalmente.

No fim do curso, ele perguntou ao Professor, num tom irônico:

— O senhor acredita mesmo que eu possa encontrar Deus algum dia?

O Professor resolveu usar uma terapia de choque, falando alto:

Não, EU NÃO ACREDITO!... Não acredito que você consiga encontrar Deus... Mas, tenho absoluta certeza de que Deus o encontrará um dia!...

Ele deu de ombros e foi embora. Tempos depois o Professor soube que ele estava com um câncer terminal.

Debilitado, sem os cabelos longos, devido à quimioterapia, o aluno veio ver o Professor. Seus olhos, entretanto, estavam brilhantes e a voz firme, bem diferente do tempo de garoto.

Tom, eu ouvi dizer que você está doente! – disse o Professor.

— É verdade, tenho câncer nos dois pulmões. É questão de semanas!...

— Como é ter apenas 24 anos e saber que está morrendo?

— Bem, acho que poderia ser pior!

E para deixar bem claro continuou:

— Eu poderia ter 60 anos e pensar que bebida, mulheres e dinheiro são as coisas mais “importantes” da vida! Mas vim vê-lo Professor, pelo que o senhor me disse na última aula. Tenho pensado um bocado a respeito daquela frase!...

Quando os médicos removeram um tumor maligno da minha virilha, e a doença se espalhou, comecei a pensar com mais ansiedade sobre a ideia de procurar Deus. Comecei realmente a dar murros desesperados nas portas de bronze do paraíso.

Mas Deus não apareceu. Nada me aconteceu. Então eu simplesmente desisti. Já não estava me importando com a vida eterna. E decidi utilizar o pouco tempo que me restava fazendo coisa mais proveitosa.

Pensei muito no senhor, e me lembrei de outra frase que me havia dito noutra ocasião: “A tristeza mais profunda, é passar pela vida e deixar este mundo sem jamais ter dito às pessoas queridas o quanto você as amou”. Então resolvi começar pela pessoa mais difícil: meu pai. Ele estava lendo o jornal quando me aproximei.

— Papai, eu quero falar com você.

— Sim, o que é? – ele me perguntou sem baixar o jornal.

— É um assunto muito importante!

— O que é? – perguntou abaixando vagarosamente o jornal.

Papai, EU O AMO MUITO! Só queria que soubesse disso.

O jornal escorregou para o chão e papai fez duas coisas que eu jamais havia visto: ele chorou e me abraçou com força. Como foi bom poder me sentar com ele, conversar, ver suas lágrimas, sentir seu abraço, ouvi-lo dizer que me amava!... Que emoção!

Foi mais fácil com mamãe e meu irmão. Eles choraram. Nós nos abraçamos e falamos coisas realmente boas uns para os outros. Naquela hora eu começava a me abrir com as pessoas que amava. Até que um dia, então, eu olhei, e lá estava “ELE”.

DEUS não veio ao meu encontro quando lhe implorei. Ele parece que não se deixa impressionar e age a Seu modo e ao Seu tempo. Mas o que importa é que Ele estava lá!... DEUS me encontrou...

O senhor estava certo!... Deus me encontrou mesmo depois de eu ter desistido de procurar por Ele.

Tom, você tá me dizendo, então, que a maneira certa de encontrar Deus não é fazendo um bem pessoal; uma solução para os problemas ou um consolo em tempos difíceis; mas sim se tornando disponível para o verdadeiro AMOR!...

Poucos dias depois, Tom se foi... Foi ao encontro de uma nova vida.

Pois, “Aquele que não ama não conhece a Deus, porque Deus é Amor”. (1 João 4,8).

“Deus ajuda os que agem, e não os que se limitam a pedir” (Allan Kardec).

sábado, 22 de novembro de 2025

A MUDANÇA DA GENTE

 

“A pessoa que ama aos outros também será amada” (Prov. chinês)


O Espírito tem necessidade de mudanças, tanto quanto o corpo tem necessidade de água pra sobreviver.

O Espírito, diante de uma vida de imortalidade, carece constantemente de aprimoramento. E esta aspiração é uma sementinha evolutiva que todos trazem dentro de si. Faz parte da criação humana e não termina com a morte do corpo. É uma práxis contínua que se dá num vaivém constante entre a vida planetária e a erraticidade – estado em que se encontra o Espírito quando em trânsito no plano espiritual.

Nascemos para evoluir moral e intelectualmente até o ponto máximo da perfectibilidade. E contribuirmos assim para o progresso planetário.

“Aqueles que não conseguem mudar suas mentes não conseguem mudar nada” – disse George Bernard. 

A Natureza já alerta para mudanças mais intensas. É o sinal de urgentes transformações. E no vácuo desse alerta vem o chamamento da ciência, das artes... Como o Rap do Vídeo O Mascarado Polêmico, que diz:

 “A gente muda o mundo na mudança da gente / E quando a gente muda, a gente anda pra frente”.

Há uma Lenda Chinesa, de autor desconhecido, que tem uma estratégia interessante pra nossa transformação.

Diz ela, que era uma vez uma jovem chamada LIN, que se casou e foi viver com o marido na casa da sogra.

Depois de algum tempo, começou a ver que não se adaptava à sogra. Os temperamentos eram muitos diferentes e LIN se irritava com os hábitos dela, que criticava cada vez mais com insistência.

Com o passar dos meses, as coisas foram piorando, a ponto de a vida se tornar insuportável. No entanto, segundo as tradições antigas da China, a nora tem que estar sempre a serviço da sogra e obedecer-lhe em tudo.

Mas LIN, não suportando por mais tempo a ideia de viver com a sogra, tomou a decisão de ir consultar um Mestre, velho amigo de seu pai.

Depois de ouvir a jovem, o Mestre Huang pegou um ramalhete de ervas medicinal e disse-lhe:

— Para ficar livre da sua sogra você não deve usar estas ervas de uma só vez, pois isso poderia causar suspeitas. Você vai misturá-las com a comida, pouco a pouco, dia após dia, e assim ela vai-se envenenando lentamente. Mas, pra ter certeza de que, quando ela morrer, ninguém suspeitará de você, deverá ter muito cuidado em tratá-la sempre com muita amizade. Não discuta e ajuda-a na resolução dos seus problemas.

— Obrigado – ela respondeu –, farei tudo o que o Mestre me recomenda.

LIN ficou muito contente e voltou entusiasmada com o projeto de assassinar a sogra. E, durante várias semanas ela serviu, dia sim, dia não, uma refeição preparada especialmente para a sogra.

LIN, que tinha sempre presente na mente a recomendação do Mestre, para evitar quaisquer suspeitas: controlava o seu temperamento, obedecia à sogra em tudo e tratava-a como se fosse a sua própria mãe.

Passados seis meses, toda a família estava mudada. LIN controlava bem o seu temperamento e quase nunca se aborrecia. Durante todos esses meses não teve uma única discussão com a sogra, que também se mostrava muito mais amável e mais fácil de tratar com ela. Com as mudanças de atitudes da sogra, ambas passaram a tratar-se como mãe e filha.

Certo dia, LIN foi ao Mestre Huang, para lhe pedir ajuda e disse-lhe:

— Mestre, por favor, ajude-me a evitar a morte da minha sogra. É que ela transformou-se numa mulher agradável e gosto dela como se fosse a minha mãe. Não quero que ela morra por causa do veneno que lhe dou.

— LIN, não se preocupe – respondeu o Mestre Huang, sorrindo e abanando a cabeça. – A sua sogra não mudou! Quem mudou foi você. As ervas que lhe dei são vitaminas para melhorar a saúde. O veneno estava nas suas atitudes, mas foi sendo substituído pelo amor e carinho que você começou a lhe dedicar.

 A pessoa que mais nos dá dor de cabeça hoje poderá vir a ser a que mais nos dará alegria no futuro. Invista nela...

Pois, segundo um provérbio árabe: “O nosso inimigo não é aquele que nos odeia, mas aquele que nós odiamos”.

Pense nisso!...

sábado, 15 de novembro de 2025

A MESQUINHEZ

 

O Amor traz Fartura para quem se liberta da Mesquinhez.


A Mesquinhez ou Avareza é a característica de quem não gosta de gastar, que é apegado ao extremo aos bens materiais. Em uma linguagem popular, é o cara conhecido como egoísta, ridico, sovina, “mão-fechada”, “mão de vaca”, “pão-duro”...

O mesquinho ou avarento, em geral, não tem generosidade no coração. E gosta de humilhar, cobrar e jogar na cara, com a intenção de se desfazer logo de quem o procura por qualquer motivo.

É incapaz de um gesto sequer em benefício do próximo, mesmo que seja alguém do seu convívio, da sua intimidade. E, às vezes, ao negar até mesmo um favor, sem gasto algum, provoca riso. Por isso é tido como um ridico ridículo!... Digno de escárnio!...

Disse um filósofo oriental que “o homem tem o coração cheio de coisas na mente e a mente vazia das coisas do coração”.  Esse é, pois, o retrato do mesquinho!... Enquanto ele ainda não conhece a Lei do Amor. Visto que assegura bens materiais para si e para os seus, mas se esquece de que tudo o que acumula pode desaparecer com um simples vendaval.

Diz o Eclesiástico (14,9), que “O olhar do avarento é insaciável a respeito da iniquidade...”. E como “quem planta colhe”, ele se isola cada vez mais e acaba na solidão, vivendo sem uma mão de ajuda nos seus momentos mais difíceis. Todos lhe dão as costas, sem piedade. ESTE É O SEU CASTIGO!...

Inspirado no livro “O homem que ninguém conhece”, de Bruce Barton, de 1925, adaptamos a seguinte história de Jesus e seus apóstolos na Galileia, que demonstra as consequências da mesquinhez.

JESUS e seus discípulos tinham caminhado o dia inteiro e estavam cansados, mas a visão de uma aldeia, do alto da pequena colina, reanimou-os.

Jesus mandou então dois homens à frente para providenciar acomodações, enquanto ele e os outros se sentaram à beira do caminho para esperar.

Os mensageiros, depois de pouco tempo, voltaram ofegantes; e irritados deram a má notícia: o povo se recusava a recebê-los.

Então esta aldeia insignificante se recusava a receber seu Mestre?

Era revoltante! Todos indignados!

Afinal Jesus era famoso; curava os enfermos e era generoso com os pobres. Na Capital, as multidões o seguiam com entusiasmo, de modo que até os seus discípulos se tornaram importantes. Mas agora esta pequena comunidade rural se negava a recebê-los...

— Que gente insuportável! – gritou um deles. Conjuremos fogo do Céu, Senhor, e consumamo-los.

Os outros se entusiasmaram:

— Fogo do Céu... Isso mesmo! Mostra-lhes que eles não podem nos afrontar. Vamos Senhor, o fogo...

Há ocasiões em que nada do que um homem pode dizer é mais poderoso do que ficar calado. Jesus comprimiu os lábios. Suas delicadas feições não demonstravam as tensões que ocorreram nas semanas precedentes e, em seus olhos, havia a premonição das semanas angustiantes que viriam.

Ele precisava repousar, mas não disse uma palavra. Recolheu suas vestes tranquilamente e seguiu seu caminho, acompanhado de seus discípulos.

É fácil imaginar o desapontamento: já estavam juntos há três anos... Quando os discípulos chegariam a alcançar a visão do que Ele representava? Veio para mostrar o Caminho para a Verdade e a Vida! E eles queriam que satisfizesse os seus ressentimentos pessoais queimando uma aldeia?!

Atemorizados com o silêncio do Mestre, eles o seguiam. Vagamente tinham a consciência de que outra vez deixaram de corresponder.

E foram para outra aldeia sem nada reclamar. Para Jesus o fato era muito pequeno para ser comentado.

O Mestre sentia o ressentimento dos discípulos e procurava demonstrar compreensão; pois, sabia que: a Mesquinhez traz em si seu PRÓPRIO CASTIGO.

A aldeia que havia recusado recebê-lo, não exigia o fogo; ela já recebera a sua PUNIÇÃO: nenhum milagre foi realizado lá, nenhum doente foi curado, nenhum faminto alimentado, ninguém recebera a mensagem libertadora da Boa Nova... Esse era o castigo pela sua mesquinhez!...

JESUS esqueceu imediatamente aquele incidente. Tinha muito trabalho para fazer...

sexta-feira, 7 de novembro de 2025

SONHANDO ACORDADO

 

“A gente tem que sonhar, senão as coisas não acontecem” (Oscar Niemeyer).


Ele era um jovem que morava no Centro Oeste dos Estados Unidos. Era filho de um domador de cavalos, mas desejava estudar. Dormia na estrebaria, trabalhava os animais fogosos e, à noite, ia à escola. Em uma dessas escolas, certa vez, o professor pediu à classe que cada aluno relatasse o seu sonho. O que desejariam para suas vidas.

O jovem escreveu 07 páginas. Desejava, no futuro, possuir uma área de 80 hectares; morar numa enorme casa de 400m²; e ter uma família muito bem constituída. Tão entusiasmado estava, que não somente descreveu, mas até desenhou como sonhava a casa, as cocheiras, os currais, o pomar. Tudo nos mínimos detalhes.

Quando entregou o seu trabalho, ele ficou esperando, ansioso, as palavras de elogio do seu mestre. Contudo, três dias depois, o trabalho lhe foi devolvido com uma nota sofrível.

Depois da aula, disse o professor:

— O seu sonho é um absurdo. Imagine, você será um simples domador de cavalos! Escreva outra realidade e eu lhe darei uma nota melhor.

O jovem foi para casa e contou ao pai o que havia acontecido. Depois de ouvi-lo, com calma, o pai lhe afirmou:

— O sonho é seu. Faça o que você quiser! Ou procure outro sonho.

O jovem meditou e, no outro dia, entregou a mesma página ao professor. Disse-lhe que ficaria com a nota ruim, mas, não abandonaria o seu sonho.

Esta história foi contada pelo dono de um rancho de 80 hectares, perto de um colégio. A área é usada por crianças pobres nos fins de semana.

No fim da história, o dono do rancho se apresentou como o jovem que teve a nota ruim, mas não desistiu do seu sonho. O mais incrível é que aquele professor, 30 anos depois, tem visitado aquela área com os seus alunos. Reconheceu o aluno antigo e confessou:

— Fico feliz que o seu sonho tenha escapado da minha inveja. Não consegui destruir o seu sonho, que faz bem a tantas vidas!...

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Este é um fato real relatado no livro PEÇA & RECEBA, de José Lázaro Boberg, da Editora EME – Capivari-SP.

Aqui é um resumo da história, para reflexão, dos que sonhando acordado buscam uma nova realidade.

Sonhar – de olhos abertos – mais parece devaneio de criança. Na real, é coisa de gente grande! Faça disso o “pontapé inicial” para concretizar as criações do seu pensamento!...

Mas saiba, que antes de tudo é preciso desejar a vitória do tão sonhado projeto. E, depois, meditar bastante a respeito da sua realização. Pois tudo o que firmemente mantiver em sua mente é o que exteriorizará.

O humano foi feito à imagem do seu Criador, e isso significa que ele é criativo e destrutivo ao mesmo tempo.

“Pensamento é Energia”. E se ele emana de alguém com potencial de influenciar sua realidade, ao expressá-lo verbalmente isso é mais um passo para criar tanto coisas boas ou ruins.

Uma boa técnica é escrever ou desenhar o objeto de sua criação para gravá-lo na sua rede neural. Assim, você está firmando a sua realização. 

Se você é uma pessoa de bons sentimentos, guiada pelo Amor ao próximo, não há possibilidade alguma de retrocesso em sua obra.

Quanto mais se esforça no Bem mais você prospera; mais cresce seu livre-arbítrio e mais elevada vibra a sua frequência. Aumentam as possibilidades e melhores serão as suas escolhas!...

Busque o Reino de Deus e deixe de ser um simples ator para ser o cocriador do seu próprio destino. Pois, você é do tamanho daquilo que você sonha!...

Com boas ações os pensamentos crescem em magnitude dia após dia. E, assim, conforme suas concepções, o Universo conspira a seu favor.

Mas, não deixe seu sonho morrer! Mesmo a revelia dos que torcem contra.

Faça, pois, como o personagem da história que optou por ficar com uma nota ruim a abandonar o seu sonho.

Diante de quadros negativos, faça a opção por pensamentos edificantes. Mas, à vista de incertezas, lembre-se, da seguinte lição de Chico Xavier:

“Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim...”.

sábado, 1 de novembro de 2025

DIETOTERAPIA DA ALMA

 

Sentimentos negativos são sementes da sua própria destruição.


Nas compras na feira, comentei:

— O jiló é amargo, mas faz parte da minha dieta. É o meu remédio!...

Surpreso, o feirante acrescentou:

— Esta banca aqui é uma farmácia! O Senhor não sabia que muitas doenças são curadas através da alimentação?

— Sim, curas dietoterápicas!

— Não entendi nada! – contrapôs o feirante balançando a cabeça.

Tentei dar-lhe uma explicação:

— A dietoterapia é o tratamento que se utiliza dos alimentos para aliviar os sintomas de diversas doenças. Já é aplicado pelas nutricionistas.

— Ah, já sei! – disse o feirante. – É a ciência que faz do alimento o seu melhor remédio!...

Pensando nisso, veio-me à mente uma forma de Dieta da Alma, de autor desconhecido, propagada pela Web, e assim resumida:

Cada dia cresce mais e mais a preocupação e os cuidados com o corpo. Não faltam dietas, quer para emagrecer, engordar, manter o peso, controlar o colesterol, etc. Todas têm um caminho certo: cuidar do organismo através do controle da alimentação para uma vida mais saudável. Embora o esforço da dietoterapia e das academias seja louvável e necessário, pode-se perguntar:

— Quem vai cuidar da alma? Qual a dieta que elimina as “toxinas” de nosso interior e o excesso de “gordura” de nossas emoções?

Na lógica das dietas alimentares; sem corte de tudo que é prejudicial ao organismo, seja por excesso e/ou contaminação, não são possíveis saúde e bem-estar. Partindo dessa lógica, gostaria de prescrever uma dieta para a alma, a base de cortes radicais – que somente serão possíveis através de uma grande força de vontade, produzida pela certeza de que: é preciso ser feliz.

Esta dieta é baseada na eliminação dos cinco (05) sentimentos, a seguir, que enquanto estão em nós, produzem uma espécie de “lixo” interior:

1) O ORGULHO. Toda pessoa orgulhosa é doente e não se dá conta disso. Vive frustrada. E esse sentimento a conduz ao isolamento social, pois se fundamenta numa grande ilusão, de querer ser aquilo que não é. Eliminando o orgulho, ela libera outros sentimentos que a tornarão bem melhor.

2) A INVEJA é sempre um atestado de incompetência e de pobreza de espírito. Assim como a revelação de um péssimo caráter. O invejoso tem um sorriso falso e geralmente contamina outras pessoas, destruindo amizades e relacionamentos. O invejoso é um fraco, que não percebe que neste mundo há espaço para todos.

3) A AMARGURA. A pessoa amargurada vive com a alma sangrando por dentro, gotejando lágrimas de um eterno sofrer. A amargura cria raízes no coração que produzem ressentimentos e uma tristeza contínua, que logo é refletida através de um olhar sem brilho, pelo sorriso vazio ou pelo coração fechado para o amor. Quantas pessoas há que não conseguem mais sorrir? Que perderam por completo a alegria de viver! Como é possível viver feliz com amargura no coração?

4) A VINGANÇA é a arma dos fracos, que não têm DEUS no coração. A vida dá muitas voltas! Deixe que ela mesma se encarregue de esclarecer muitas coisas e, por mais difícil que seja, abençoe sempre os que lhe desejem o mal. Aprender a abençoar é aprender a ser livre!

5) O ÓDIO é o câncer da alma! Não permita jamais esse sentimento dentro de você. Ele é uma espécie de tumor em nossa afetividade e poderá um dia evoluir para um grande tumor maligno em nosso corpo. O ódio é irracional, prejudicial e desnecessário, porque é sempre a negação do amor. E a falta do amor revela ausência de DEUS.

Quem odeia não perdoa, e quem não perdoa vive intranquilo, sem paz e cheio de remorso. A vida é um dom de DEUS. Viver bem é uma necessidade e um desafio. Cuide de seu corpo e elimine tudo que lhe faz mal!...

Mas cuide, também, de sua vida interior, eliminando as “toxinas” e as “gorduras” da alma; elas adoecem as emoções, deformam a estética de nossa interioridade e produzem muitos males ao longo da vida.

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Afinal, lembre-se que:

“O ESGOTAMENTO da Vida Divina – a energia da alma –, é o responsável pela sua enfermidade!”.