“Se não amo quem vejo; como posso amar a quem não
vejo?”.
Vi a
frase em epígrafe, para reflexão, no facebook. E, pensando
nela, decidi então reescrever um texto meu de 2011.
Nesse
texto eu contei que fiquei triste ao saber que uma jovem de 30 anos estava com
câncer terminal. E mais triste por saber que ela não acreditava em Deus.
Foi essa
descrença que me fez recordar um fato verídico, ao qual fiz algumas adequações,
e que foi assim narrado por um Professor
dos EUA:
TOM
era o “ateísta de plantão” do seu curso de Teologia da Fé. Fazia,
constantemente, objeções ou questionava sobre a possibilidade de existir um DEUS-PAI, que ama seus filhos
incondicionalmente.
No fim do curso, ele
perguntou ao Professor, num tom
irônico:
— O
senhor acredita mesmo que eu possa encontrar Deus algum dia?
O Professor resolveu usar uma terapia de choque, falando alto:
— Não, EU NÃO ACREDITO!... Não acredito
que você consiga encontrar Deus... Mas,
tenho absoluta certeza de que Deus o
encontrará um dia!...
Ele deu
de ombros e foi embora. Tempos depois o Professor
soube que ele estava com um câncer terminal.
Debilitado, sem os cabelos
longos, devido à quimioterapia, o aluno
veio ver o Professor. Seus olhos,
entretanto, estavam brilhantes e a voz firme, bem diferente do tempo de garoto.
— Tom, eu ouvi dizer que você está doente! – disse o Professor.
— É verdade, tenho câncer
nos dois pulmões. É questão de semanas!...
— Como é ter apenas 24
anos e saber que está morrendo?
— Bem,
acho que poderia ser pior!
E para deixar bem claro
continuou:
— Eu
poderia ter 60 anos e pensar que bebida, mulheres e dinheiro são as coisas mais
“importantes” da vida!
Mas vim vê-lo Professor, pelo que o
senhor me disse na última aula. Tenho pensado um bocado a respeito daquela
frase!...
Quando os
médicos removeram um tumor maligno da minha virilha, e a doença se espalhou, comecei
a pensar com mais ansiedade sobre a ideia de procurar Deus. Comecei realmente a dar murros desesperados nas portas de
bronze do paraíso.
Mas Deus não apareceu. Nada me aconteceu. Então
eu simplesmente desisti. Já não estava me importando com a vida eterna. E
decidi utilizar o pouco tempo que me restava fazendo coisa mais proveitosa.
Pensei muito no senhor, e
me lembrei de outra frase que me havia dito noutra ocasião: “A tristeza
mais profunda, é passar pela vida e deixar este mundo sem jamais ter dito às
pessoas queridas o quanto você as amou”. Então resolvi começar pela pessoa mais difícil: meu pai. Ele estava
lendo o jornal quando me aproximei.
— Papai, eu quero falar
com você.
— Sim, o que é? – ele me perguntou
sem baixar o jornal.
— É um assunto muito
importante!
— O que é? – perguntou
abaixando vagarosamente o jornal.
— Papai, EU O AMO MUITO! Só queria que
soubesse disso.
O jornal
escorregou para o chão e papai fez duas coisas que eu jamais havia visto: ele chorou e me abraçou com força. Como
foi bom poder me sentar com ele, conversar, ver suas lágrimas, sentir seu
abraço, ouvi-lo dizer que me amava!... Que emoção!
Foi mais
fácil com mamãe e meu irmão. Eles choraram. Nós nos abraçamos e falamos coisas
realmente boas uns para os outros. Naquela hora eu começava a me abrir com as
pessoas que amava. Até que um dia, então, eu olhei, e lá estava “ELE”.
DEUS não veio ao meu encontro quando
lhe implorei. Ele parece que não se
deixa impressionar e age a Seu modo
e ao Seu tempo. Mas o que importa é
que Ele estava lá!... DEUS me encontrou...
O senhor estava certo!... Deus me encontrou mesmo depois de eu ter
desistido de procurar por Ele.
— Tom, você tá me dizendo, então, que a maneira certa de encontrar Deus não é fazendo um bem pessoal; uma
solução para os problemas ou um consolo em tempos difíceis; mas sim se tornando disponível para o
verdadeiro AMOR!...
Poucos dias
depois, Tom se foi... Foi ao
encontro de uma nova vida.
Pois, “Aquele que
não ama não conhece a Deus, porque Deus é Amor”. (1 João 4,8).
“Deus ajuda
os que agem, e não os que se limitam a pedir” (Allan Kardec).