Aquecendo a Vida

Aquecendo  a Vida

Radio

sexta-feira, 30 de maio de 2025

O BOM PASTOR

 

“O bom pastor expõe a sua vida pelas ovelhas” (João 10,11).


O Evangelho de Mateus (25) narra que haverá uma separação entre as “Ovelhas” e as “Cabras”.

 Esse mesmo fato consta do Livro Cartas de Cristo, que reproduzimos a seguir, para reflexão, com as adaptações necessárias ao tamanho da crônica.

JESUS olha esses animais pastando sob o cuidado de seu Pastor, e diz:

 — Vejam estas ovelhas e cabras. As ovelhas estão num lugar e as cabras em outro. Observem as ovelhas. São pacíficas entre si, mesmo quando estão apertadas num canto do curral. Pastam tranquilamente, nunca reclamam o terreno que não é seu, deixam o pasto curto, mas não o estraga, o que permite que a grama se recupere. E o mais importante, elas escutam a voz do seu Pastor. Ele as guia para os melhores pastos e dorme junto a elas, para que não sejam atacadas por cães e ladrões.

— Agora olhem as cabras, como brigam e saltam sobre as pedras e entram em lugares perigosos. Devoram as sarças e a folhagem das árvores. São espoliadoras. Se não fosse por sua utilidade, não haveria outro lugar para elas a não ser ficarem amarradas ou serem enviadas para o deserto. Vejo-os aí e sei que no meio de vocês há muitas ovelhas – e também muitas cabras.

Houve murmúrios, as pessoas se davam empurrões apontando as “cabras”, e concordando com a cabeça. Era bom vê-los rir  e assim continuei:

— Vocês podem reconhecer as ovelhas pelos seus lares, como convivem com os vizinhos e como são vistas pela comunidade. Assim também podem reconhecer as cabras – é possível que elas tenham amigos?

Houve forte clamor da multidão:

— Nããoo! – seguido de muito riso.

— O Pastor segue as cabras e cuida delas, ou elas têm que se cuidar sozinhas e chegar por si mesmas em casa à noite para ser ordenhadas?

A multidão ria e respondia de maneiras engraçadas e engenhosas.

— E assim é com aqueles que são ovelhas e aqueles que são cabras – vocês recebem a proteção do “Pai” se são ovelhas e não são protegidos se são cabras, porque vão teimosamente seguindo seus próprios desejos todos os dias e possivelmente deixando atrás de si um rastro de destruição. Vocês me digam, o “Pai” pode proteger aqueles que são cabras?

A multidão escutava atentamente.

— Vocês dirão então que o “Pai” está zangado com as cabras e não as protegerá, ou dirão que, assim como o Pastor cuida das suas ovelhas, cuidaria das cabras se elas permitissem. O “Pai” ama as ovelhas e as cabras da mesma forma, mas não pode protegê-las igualmente por causa do comportamento natural das cabras!

— Considerem também os hábitos de alimentação delas. As ovelhas se contentam comendo somente a erva para a qual seus estômagos estão perfeitamente preparados, mas as cabras comem qualquer coisa que encontram e não respeitam sua constituição. O mesmo acontece com aqueles que não cuidam do alimento de suas mentes, pois não têm nenhuma meta fixa ou propósito claro. Como as cabras, que não percebem quando o alimento mental é prejudicial ou os leva por caminhos equivocados em suas vidas diárias, ou mesmo os arrasta para um mito nocivo ou um engano perigoso. Eles vão sem rumo, recolhendo o equivalente mental de sarças, sapatos velhos, pedaços de pano, folhas, cardos ou ervas daninhas, porque falta a eles o bom senso.

Um homem perguntou:

— Mestre, e se uma pessoa é ovelha, comete um erro e se vê em confusão, o “Pai” a abandonará?

— O que faz o pastor se uma de suas ovelhas cai num buraco, ou escorrega por um barranco, ou se vê aprisionada nas sarças? Eu digo. O Pastor deixa o rebanho e rapidamente vai buscar a ovelha perdida e não a abandonará até que a traga de volta sã e salva. Assim acontece com o “Pai” – nenhuma ovelha pode evitar enganar-se de uma ou outra maneira – mas não duvide de que o “Pai” logo atenderá ao seu balido e a resgatará. E se uma cabra começar a se comportar como uma ovelha e atender à voz do Pastor, então ela também estará sob a proteção do Pastor e será cuidada da mesma maneira que as ovelhas. Assim é com vocês e o Reino dos Céus.

sexta-feira, 23 de maio de 2025

PARÁBOLA DO SORVETE

 

Ninguém pode roubar a sua importância a não ser você mesmo!


Evangelho no Lar. Sr. Eli dirigia a reunião, quando um Jovem pede para relatar a Parábola do Sorvete.

— Do Sorvete! Quem é o autor?

— Jesus Cristo, por quê?

— Porque há 2000 anos não tinha sorvete do jeito que conhecemos.

— Sr. Eli, o sorvete de massa que hoje saboreamos, surgiu na França entre os séculos 17 e 18. Mas, suas origens remontam: aos Árabes, nos doces com gelo triturado, frutas e açúcar; e à China, no “sorbet” com neve, suco de frutas e mel, há 2000 a. C.

— Porém, nos Evangelhos, meu jovem irmão, eu não a encontrei!

— Sr. Eli, ela está na página 125, da 1ª edição de 2015, do Livro Cartas de Cristo. Onde...

JESUS conta esta parábola, assim:

“Imagine uma criança que grita e esperneia porque quer um sorvete. O tempo todo, enquanto faz este barulho, seu pai espera pacientemente à porta de seu quarto para mostrar que trouxe para ela sorvete e fruta”.

Depois, JESUS comenta:

“Talvez você pense que esta parábola é improvável e, no entanto, é o que acontece”.

“As mães se lembrarão de ocasiões em que os filhos se mostraram aflitos por alguma coisa e negavam-se a escutar o que elas tentavam dizer a eles; mas elas já tinham a solução, esperando apenas que eles se acalmassem e enxugassem suas lágrimas”.

Ao ouvir a parábola o Sr. Eli decide tecer alguns comentários, dizendo:

— Tal qual essa criança, certa vez eu, ainda um menino de apenas 04 anos, também fiz um alarido assim, ao atravessar a rua, num dia quente de verão, porque queria um carrinho de brinquedo, que tinha visto na vitrine de uma loja. E nessa encrenca acabei deitando e rolando pelo chão, sendo arrastado por minha mãe. E, depois de todo esse escândalo, meu pai de surpresa já me esperava na calçada do outro lado da rua com o carrinho na mão para me presentear, além de um doce que eu tanto gostava.

Talvez, por ter vivenciado essa vergonhosa experiência – continuou o Sr. Eli – não acho difícil entender a intenção desta parábola.

Trata-se de crianças fazendo um enorme barulho, só por causa de um sorvete ou um brinquedo.

Mas, o que isso representa, em comparação com o estardalhaço que nós, os adultos, fazemos na vida?

Às vezes, somente porque nos sobrevêm pequenos contratempos, que contrariam ou interrompem o curso normal das coisas ficamos indignados, iludidos, revoltados... E até um pouco amalucados... Então descarregamos uma metralhadora de impropérios... São tantas reclamações por quase nada!...

Isso acontece dessa forma porque a gente se esquece de que Nosso “Pai” Amoroso está no controle e na direção de nossas vidas! Ou, porque ignoramos que Ele é a Energia Sublime do Amor, presente em todas as suas criaturas, tendo até nossos cabelos contados; sendo que antes mesmo de pedirmos já sabe aquilo que nos é necessário, pois conhece os nossos pensamentos.  

A criança da parábola pediu sorvete e seu pai trouxe também fruta. E eu, pedi um carrinho de brinquedo e meu pai trouxe também doce.  É assim que “Nosso Pai Celestial” nos ama: indo além do fervor de nossos rogos, Ele nos surpreende com coisas que a gente nem imagina pedir. 

Nosso “Pai” Amoroso é o Deus Absoluto, Único, Incriado, Onipotente, Onisciente, Onipresente, Bom, Justo, Sábio, Perfeito; que assevera que nenhum dos seus filhos se perderá, porque para cada um Ele faz o que há de melhor!...

“Olhai as aves do céu: não semeiam nem ceifam, nem recolhem nos celeiros e vosso Pai celeste as alimenta. Não valeis vós muito mais que elas?” (Mateus 6,26).

Deus conhece as possibilidades todas do Livre-arbítrio que concedeu aos seus filhos para evoluírem com liberdade de escolha e responsabilidade.

Ciente disso – arrematou o Sr. Eli –se alguém escolhe uma possibilidade, saibam todos que Deus, soberanamente, já controla essa possibilidade escolhida para que o Espírito dessa pessoa consiga todas as experiências que lhe dará a capacidade necessária para alcançar, finalmente, a perfeição no Paraíso – a meta de cada Ser Humano.

sábado, 17 de maio de 2025

ESCONDERIJO PERFEITO

 

“A alegria de fazer o bem é a única felicidade verdadeira”. (Léon Tolstoi)


No princípio dos tempos, se reuniram vários demônios para fazer uma travessura. O líder deles disse:

— Devemos separar algo dos humanos, porém, o que separamos?

Depois de muito pensar, o demônio mais velho disse:

— Já sei, vamos separar a FELICIDADE, porém o problema vai ser onde escondê-la para que não a possam encontrar.

— Vamos escondê-la em cima do monte mais alto do mundo – propôs o primeiro demônio.

— Não! – refutou imediatamente o segundo. − Lembre que eles têm força; de repente alguém pode subir e encontrá-la, e todos saberão onde está.

Logo propôs o terceiro demônio:

— Ora, vamos escondê-la, então, no fundo do mar!

— Não! Lembre-se que eles têm curiosidade – contestou outro demônio. – De repente alguém pode construir algum aparelho para poder baixar e a encontrará.

— Então – disse outro –, vamos escondê-la num planeta longe da Terra.

— Não! – rebateu a maioria –, lembre-se que eles têm inteligência, e um dia alguém vai construir uma nave que possa viajar a outros planetas e vão descobri-la, então todos serão felizes.

Por último, um demônio que permanecia em silêncio escutando atentamente as propostas dos demais, analisou cada uma delas e disse:

— Creio saber aonde pô-la para que realmente nunca a encontrem.

Todos ficaram admirados e perguntaram ao mesmo tempo:

— Aonde?

E o demônio respondeu:

— Esconderemos a FELICIDADE dentro dos próprios humanos, estarão tão ocupados buscando-a fora, que nunca a encontrarão.

Todos concordaram e desde então tem sido assim: “O Humano passa a vida buscando a FELICIDADE sem saber que a tem consigo”.

A referida fábula demonstra de fato, que a Felicidade é um sentimento que brota de dentro da gente.

Faça o teste: sorria com sinceridade e haverá uma mudança para melhor em você, mais confortante, de paz, tranquilidade... E de onde veio essa sensação? — De dentro de você!

Faça o contrário: feche a cara, enrugue a testa, franza as sobrancelhas com ar de bravo e perceberá em você outro tipo de sentimento, uma sensação de tristeza, de escuridão, de depressão... E de onde veio essa sensação? — De dentro de você!

 

Agora que já fez o teste, a sua Felicidade depende só de você, pois, ela está dentro de você. Comece então contagiando as pessoas ao seu redor, com um Bom Dia, ou mesmo um “oi”, mas acompanhado de um sorriso sincero ou até mesmo de um caloroso aperto de mão.

Faça isso e sua vida vai mudar. Não deixe sentimentos negativos, maus, ruins, crescerem dentro de você.

No livro “Cartas de Cristo”, a FELICIDADE é vista como um “Estado de Ser” belo e grandioso – “dirigido por Deus” –, alcançado através do Amor ao próximo.

Felicidade genuína e permanente é um “Estado de Espírito” impossível de se medir ou descrever, que cuida das demais pessoas tal como cuida de si mesmo; e que aceita os outros como realmente são... Enfim, é generosidade, é sentir alegria pela beleza do mundo; é vida sem limite e energia aumentada; é saúde; é satisfação de suas necessidades mesmo antes de tê-las.

Se a Felicidade não reside em bens materiais nem em prazeres passageiros, mas sim em se conectar com a divindade e viver de acordo com os seus ensinamentos, então faça como mandam os textos sagrados:

“Reconcilia-te, pois, com Deus e faz as pazes com Ele, é assim que te será de novo dada a Felicidade” (Jó 22,21);

“Com efeito, quem quiser amar a vida e ver dias felizes, refreie sua língua do mal e seus lábios de palavras enganadoras” (I Pedro 3,10).

 “Buscai em primeiro lugar o reino de Deus e a sua justiça e todas estas coisas vos serão dadas em acréscimo” (Mateus 6,33);

“O reino de Deus não virá de um modo ostensivo. Nem se dirá: Ei-lo aqui; ou: Ei-lo ali. Pois o reino de Deus já está no meio de vós” (Lucas 17, 20-21);

“[...] convém acudir os fracos e lembrar-se das palavras do Senhor Jesus, porquanto ele mesmo disse: É maior felicidade dar que receber!” (At 20,35).

“A felicidade é a recompensa dos justos” (Provérbios 13,21).

sexta-feira, 9 de maio de 2025

AMOR GENUÍNO

 

“Onde reina o Amor, o impossível pode ser alcançado” (Provérbio Indiano).


O Dia das Mães é uma data importante para reflexão sobre o Amor Genuíno – o Amor Puro –, que carrega o fardo de ser a melhor Mãe do mundo!

Pois, no dicionário da nossa vida, Mãe é a própria definição de AMOR.

O Amor pode significar atração, paixão, compaixão, afeição, querer bem. Embora, se diga que amor não pode ser reduzido só ao físico, ao romântico!...

Então, o que afinal é o Amor?

O AMOR é o único sentido da VIDA; e não importa a sua definição, pois é tido por muitos como a maior de todas as conquistas do ser.

Nando Reis, famoso compositor brasileiro, diz que “O amor é o calor que aquece a alma” – pra mim uma das melhores definições.

O Amor assim é, pois, um sentimento de essência divina. Uma chama de fogo sagrado que flui naturalmente no coração de cada criatura. E isso se comprova pela tendência natural de todos em procurar, ao seu redor, afeição e simpatia.

Amar as pessoas com o Amor de Deus é possuir, então, a essência do DAR. Pois Ele mesmo se doa em tudo que existe, no crescimento, na proteção, nutrição, cura e satisfação de todas as necessidades da criação.

A Lei do Amor − revelada pelo Mestre − é presente de Libertação de “Nosso Pai” para toda a humanidade. Pois com ela o individualismo será substituído pela integração das pessoas; acabando, dessa forma, com as misérias sociais.

Feliz daquele que ama seus irmãos em sofrimento, pois não conhece a angústia da alma e nem a do corpo!

Vale à pena, pois, pensar na grandeza do Amor!...

Do Amor de Mãe, mulher, filha, avó, profissional... Enfim, em todas as suas versões que admiramos!...

Do Amor que sabe renunciar e se calar para não ferir os sentimentos daqueles com quem convive e que dependem da segurança do lar para crescer e dignificar o mundo, que os acolhe carinhosamente.

Paulo compara o Amor com muitas coisas que, em seu tempo, tinham valor para o homem. Além de comparar com a Fé e a Caridade, compara o Amor com a Eloquência, com a Profecia, com os Mistérios, com a Esperança, com o Sacrifício e o Martírio.

E, depois disso, termina afirmando que se tivermos tudo isso e esquecermos o Amor, para nada servirá o nosso esforço. Porque podemos conseguir tudo. Mas, se não tivermos Amor, isso tudo nada significará para nós nem para a causa de Deus.

O verdadeiro Amor é aquele que é capaz de renunciar sem ferir e de se dedicar sem cobrança. O Amor verdadeiro é a aceitação de tudo o que o outro é... De tudo o que o outro foi...  Do que será... Do que já não é...

Como numa história de um homem, bastante idoso, que certo dia procurou uma Clínica para fazer um curativo em sua mão ferida, dizendo-se muito apressado porque estava atrasado para um compromisso.

Enquanto o tratava, o jovem médico, curioso, lhe pergunta:

— Posso saber o motivo da pressa?

— Preciso ir ao Asilo de Velhos – disse ele. – Vou tomar o café da manhã com minha mulher, lá onde ela está internada há bastante tempo...

Sua mulher sofria do “Mal de Alzheimer” em estágio bastante avançado. Sem saber disso, o médico, quando terminava o curativo, pergunta:

— Sua mulher não ficará assustada pelo fato do senhor estar atrasado?

— Não – responde ele –, ela já nem sabe quem eu sou. Há quase cinco anos ela nem me reconhece...

Intrigado, o médico lhe pergunta:

— Mas se ela já nem sabe quem o senhor é, porque essa necessidade do senhor estar com ela todas as manhãs?

O velho sorriu, deu uma palmadinha na mão do médico e disse:

— É verdade, doutor... Ela não sabe quem eu sou, mas eu sei muito bem QUEM ELA É.

Enquanto o velhinho saía apressado, o jovem médico sorria emocionado e pensava: “Esta é a qualidade de Amor que eu gostaria para a minha vida”.

Como disse Wolfman Jack Smith: “Amor não é uma questão de contar os anos, mas é fazer com que os anos contem”.

Mãe é o maior presente de Deus na nossa vida. Por isso não se esqueça de dar-lhe um forte abraço de Gratidão, por tudo que ela lhe representa.

 Feliz Dia das Mães!

domingo, 4 de maio de 2025

NARCISISMO

 

“Só a experiência própria é capaz de tornar sábio o ser humano”. (Sigmund. Freud).


Havia uma fonte, cuja água parecia de prata, à qual os pastores jamais levavam rebanhos, nem as cabras monteses frequentavam, nem qualquer um dos animais da floresta. A relva crescia viçosa em torno dela, e os rochedos a abrigavam do solo.

Ali chegou Narciso, fatigado da caça, e sentindo muita sede. Debruçou-se para se acalmar, mas, viu a própria imagem refletida na fonte e pensou que fosse algum belo espírito das águas que ali vivesse. Com admiração via o aspecto saudável daquele conjunto: olhos brilhantes, rosto oval de lábios entreabertos, cabelos anelados e pescoço de marfim...

E apaixonou-se por si mesmo! Baixou os lábios e mergulhou os braços na água para abraçar e beijar a bela imagem. Esta fugiu, mas depois voltou num instante, renovando a fascinação.

Narciso não mais se conteve. Debruçado sobre a fonte, esqueceu-se todo da ideia de alimento ou repouso, para contemplar a própria imagem.

— Porque me despreza belo ser? – perguntou ao suposto espírito. – Meu rosto não pode lhe causar repugnância! As ninfas me amam e você mesmo não parece me olhar com indiferença.  Quando estendo os braços, faz o mesmo, e sorri quando lhe sorrio!

Suas lágrimas caíram na água, turbando a imagem. E, ao ver a imagem desaparecer, exclamou:

— Fica! Eu lhe peço! Deixa-me só olhar..., já que não posso lhe tocar.

Com estas palavras atiçava a chama que o consumia, e, pouco a pouco, foi perdendo, as cores, a força e a beleza, que antes encantara a Ninfa Eco.

Esta Ninfa se mantinha perto dele. E, quando Narciso gritava: “Ai, ai”, ela respondia com as mesmas palavras.

Desesperado o jovem morreu.

As ninfas prepararam uma pira funerária, e teriam cremado o corpo, se o tivessem encontrado; porém, em seu lugar só foi achada uma flor, roxa, rodeada de folhas brancas, que tem o nome e conserva a memória de Narciso.

(Adaptação de “O livro de ouro da Mitologia” de Thomas Bulfinch).

O jovem não resistiu ver a imagem desfigurada pelas próprias lágrimas, e morreu afogado – para não dizer que se suicidou! Pois este parece ser o fim de alguns Narcisistas!...

A preocupação em ter um padrão de grandiosidade, é que faz a pessoa ficar indiferente a tudo, e incapaz de se relacionar com o seu próximo. Torna-se egoísta e endurecida, apegada aos bens materiais, querendo sempre ser o foco da atenção de todos, devido o seu senso de autoimportância.

Eis aí o Narcisista! Que apresenta os seguintes sinais: 01. Acredita ser especial e único; 02. Requer admiração excessiva; 03. Tem o senso do Direito, e pensa que regras não se aplicam a ele; 04.  Sem Empatia; 05. Tem inveja dos outros; 06. É inseguro e agressivo; 07. Deprecia todo mundo; 08. Faz papel de vítima; 09. É arrogante; 10. Vaidoso, pois se imagina como um herói onipotente, jovem e sedutor; 11. Vive preocupado com a fantasia de sucesso; 12. Aproveita-se das pessoas, sendo incapaz de ouvir mensagens dos outros, o que dificulta muito para conviver em harmonia; 13. Emocionalmente é frágil; 14. Tem um individualismo exacerbado.

De Narcisismo todos nós temos um pouco. Mas se você tiver mais de 05 desses 14 sinais, já comece a se preocupar. Pois isso pode comprometer o seu crescimento espiritual.

O Ego é o impulso que mais empurra a pessoa para o Narcisismo.

Traumas emocionais, abusos na infância, falta de limites, negligência afetiva podem também ser causas do Narcisismo. O perigo é quando isso afeta a mente e vira Transtorno de Personalidade Narcisista, que precisa de terapia especializada!

Mas se acalme! Saiba que buscar o Caminho de Cristo, ajuda muito nesse tratamento.

E um dia você vai se sentir no “Reino dos Céus” – aquele lugar que sempre esteve dentro de você! –, onde toda doença desaparece e cada necessidade é satisfeita. E vivendo nesse “Reino de Amor”, você descobrirá que se transformou numa flor tão bela, tal qual é a Flor Narciso – roxa e de folhas brancas!...

Pois, com Deus no coração todas as coisas MUDAM!